Segundo jogo lançado pela Supergiant Games, de Bastion (2011), Pyre (2017) e Hades (previsto para 2020), Transistor (2014) afunda o jogador em um mundo ligeiramente desesperançoso, decadente, e ainda assim belo.
O jogo começa com Red, a protagonista, tirando uma espada do corpo de um rapaz. Logo nos primeiros momentos, você descobre que o jovem morto era seu amigo, e que ela é uma cantora — apesar de não ter mais voz. Enquanto atravessa a cidade de Cloudbank em busca do responsável pela morte, a personagem se vê cercada de memórias dela mesma, além de ter uma nova visão da "alta sociedade" que comanda o lugar e de lutar contra o Process, um exército de robôs.
A narrativa de Transistor é simples, mas torna-se rica nos detalhes de cada sala e ambiente que misturam cores neon com melancolia, no texto com pitadas de humor e sarcasmo que revelam que nada ali é como parece ser, e principalmente na trilha sonora, impecável, que acompanha cada momento de Red. As músicas dão o tom das lutas, dos diálogos, e, ainda que não tenha voz, a protagonista dá um jeito de cantarolar em todas as faixas.
Assim como em Bastion, é possível aumentar a dificuldade das lutas ligando uma série de modificadores que podem fortalecer os inimigos ou diminuir os bônus da protagonista, mas que dão mais recompensas caso o jogador vença. Diferentemente de Bastion, porém, o combate é mais estratégico e pode ser feito através de uma linha do tempo de ações ao invés de combate em tempo real, o que é essencial contra alguns inimigos mais complicados.
Transistor não é um jogo perfeito, mas é um dos meus favoritos. Quando joguei no lançamento, a saga de Red e Transistor, o mundo do game e os personagens me emocionaram de diversas maneiras — isso sem falar da trilha sonora, que me acompanha até hoje!
Transistor está disponível para PS4, PC, iOS, tvOS e Nintendo Switch.
Esta é a trigésima e última recomendação do projeto da redação do NerdBunker: #30Dias30Dicas! Durante trinta dias, publicamos uma dica diferente aqui no site e em nossas redes sociais. Twitter, Instagram e Facebook. A ideia foi mostrar um pouco mais do que estávamos consumindo por aqui: livros, HQs, animes, séries, filmes, etc. E, com isso, ajudar o leitor nessa batalha que é encontrar algo legal no meio de tanta oferta.
Confira as outras 29 dicas que soltamos no projeto: só escolher e clicar no nome abaixo:
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- The Arcana (jogo)
- Upload (série)
- I Am Not Okay With This (série)
- Floresta dos Medos (HQ)
- Undertale (jogo)
- O Sorriso da Hiena (livro)
- Um Lugar Chamado Notting Hill (filme)
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- Bloodborne (jogo)
- The Wicked + The Divine (HQ)
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- Vignettes (jogo)
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