No ar pela Netflix, O Problema dos 3 Corpos deixou as cabeças dos espectadores fritando ao longo de oito episódios. Misturando suspense, terror e ficção científica, a série dos criadores de Game of Thrones apresentou a batalha da humanidade contra uma distante raça alienígena, com um final que pode (ou não) indicar os rumos do conflito interestelar.
[Zona de Spoilers de O Problema dos 3 Corpos a partir daqui]
Ao longo da temporada, descobrimos que a raça San-Ti estabeleceu contato com a Terra ainda na década de 1970, aprendendo sobre a civilização humana ao longo dos anos. Com o próprio planeta ameaçado por se situar bem no meio de um problema de três corpos (entenda o conceito físico aqui), os San-Ti buscam uma forma de salvar a própria pele, mesmo que às custas dos terráqueos.
A diferença importante na trama é que, ao contrário do que se esperaria de uma história de invasão alienígena iminente, os San-Ti só chegarão ao nosso planeta em 400 anos, dando à humanidade uma chance de preparar suas defesas.
Sob a chefia do misterioso e eficaz Thomas Wade (Liam Cunningham), detetives, soldados e cientistas unem esforços para bolar um plano contra a invasão de outro mundo. Mas como enfrentar um inimigo implacável, onipotente e onipresente?

Escadaria para o céu…
Auxiliado pela fisicista Jin Cheng (Jess Hong) e a engenheira Auggie (Eiza González), o time de Wade desenvolve um plano inédito e arriscado para interceptar os San-Ti no meio da viagem à Terra.
O grupo cria uma sonda espacial para ser usada como “cavalo de Troia” contra os alienígenas. Carregando um organismo vivo, a cápsula servirá como espiã do inimigo, dando aos humanos alguma noção do que enfrentar.
Para que a cápsula alcance a frota San-Ti em menos de uma espera de séculos, é preciso que a sonda viaje acima da velocidade da luz, um feito, em teoria, impossível. A solução vem de Jin Cheng, que sugere o uso de explosões atômicas alinhadas como uma espécie de escadaria para a nave, impulsionando a sonda para uma velocidade maior a cada disparo.
…ou estrada para a perdição?
Com tudo pronto para o lançamento, o professor Will Downing (Alex Sharp) se voluntaria como passageiro da sonda. A sequência é a culminação do drama do personagem, que sofre com um câncer terminal. Biologicamente “morto”, Downing tem o cérebro retirado e enviado ao espaço, na esperança de ludibriar os San-Ti.
Foguete no ar, as primeiras detonações ocorrem, acelerando a sonda como previsto. Mas a salvação da humanidade terá de esperar, porque um problema mecânico tira a cápsula do curso, mandando o que sobrou de Will e a principal esperança do planeta aos confins do espaço, perdidos para sempre.

“Nós somos insetos”
Apesar do final triste, O Problema dos 3 Corpos deixa um tom de otimismo em seus momentos finais, com o detetive Clarence (Benedict Wong) trazendo uma nova ótica sobre a visão dos San-Ti, que tomam os humanos como “insetos”.
Mesmo reconhecendo a inferioridade tecnológica da nossa espécie, o homem da lei afirma que ainda há trabalho a ser feito, convencendo os cientistas a buscarem outras alternativas para o combate que se aproxima. Afinal, sim, os humanos são insetos, mas se tem algo que os bichinhos sabem fazer bem, é se adaptar e sobreviver.
O Problema dos 3 Corpos terá segunda temporada?
Até a publicação desta matéria, a Netflix não confirmou oficialmente a renovação da série. Além do final aberto para possíveis novos caminhos, vale lembrar que a série é baseada na obra do chinês Liu Cixin. O Problema dos 3 Corpos é o primeiro livro de uma trilogia, que pode ser adaptada em novos episódios pelo streaming. Resta agora esperar.
Enquanto isso, a primeira temporada da série segue em catálogo na Netflix. Aproveite e conheça todas as redes sociais do NerdBunker, entre em nosso grupo do Telegram e mais - acesse e confira.