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Stormgate é um RTS grátis com um futuro promissor pela frente | Review
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Stormgate é um RTS grátis com um futuro promissor pela frente | Review

Jogo é aposta de ex-devs da Blizzard, que fundaram um novo estúdio

Jeff Kayo
Jeff Kayo
23.ago.24 às 16h25
Atualizado há 7 meses
Stormgate é um RTS grátis com um futuro promissor pela frente | Review
(Divulgação)

Stormgate foi lançado oficialmente free-to-play no mês de agosto e chega como uma boa opção aos amantes de RTS clássicos, como StarCraft 2 e Warcraft 3. Não por coincidência, o Frost Giant Studios é um estúdio novo composto por ex-desenvolvedores desses dois grandes títulos citados anteriormente.

De uma forma ou de outra, é um pouco da Blizzard do passado trabalhando para o futuro do gênero mais uma vez.

Carinha de velho, mas é novo

Stormgate começa estranho. Há um certo desconforto inicial, principalmente por conta dos visuais e de um aviso antes de começar o game, de que ele está em constante mudança. Tudo o que é mostrado um dia vai evoluir, e o jogador pode acompanhar essa mudança em tempo real. Mas será mesmo que queremos um produto “inacabado”?

Pode parecer exagero, porém, é de se pensar o investimento de cada jogador em um título que ainda não ofereceu tudo que prometeu. E não sabemos se um dia vai oferecer. A única alternativa que resta é acreditar e apostar num formato de entrega de conteúdo que nunca é o mais satisfatório, mas já surpreendeu em alguns momentos, como em Destiny, por exemplo.

Inegável que, ao mesmo tempo que há esse “desconforto”, a nostalgia bate forte. O visual com ares de “ultrapassado” aquece o coração, e nos transporta diretamente para uma outra fase da vida (caso você seja uma pessoa com mais de 30 anos, claro). Ao mesmo tempo em que dá para entender o posicionamento da empresa – de que o jogo vai evoluir ao longo da jornada – há a impressão que algumas escolhas foram propositais para abocanhar esse filão clássico que ainda se diverte em Warcraft 3, por exemplo.

Imagem de Stormgate Os confrontos acontecem em tempo real contra adversários em PVP, Co-op ou PVE (Divulgação)

Dito isso, temos em mãos um RTS inédito, com novas raças e uma história para apreciar. Incompleta, diga-se de passagem, com apenas uma porção mínima contada no jogo – aos que adquiriram pacotes especiais de lançamento –, e com muitas semelhanças com títulos do passado (alguns jogadores comparam a trama com a campanha dos humanos, em Starcraft, por exemplo).

Um dos pontos mais interessantes da campanha é que ela pode ser jogada cooperativamente. Os capítulos serão lançados ao longo dos meses, ao lado de pequenas atualizações no game, como novas unidades de combate, mapas e modos de jogo. É bom lembrar que só a primeira campanha será grátis, as demais terão que ser adquiridas como “DLCs” pagos do jogo.

Pensando pelo lado do formato de negócio, é um formato válido, mas monetizar conteúdo do game para além dos cosméticos pode não chamar tanto a atenção dos jogadores que buscam um jogo grátis para aprender. É o caso de “É grátis até o mês que vem”, mas, por outro lado, enquanto o conteúdo pago não for “pay-to-win”, daqueles que estragam o balanceamento do jogo, digamos que “tudo bem”.

As facções de Stormgate

Parece que Stormgate vive atualmente uma fase beta, e não um lançamento, de tão pouco conteúdo disponível ao jogador. Há três facções disponíveis no game para jogar sozinho, cooperativamente ou no famoso 1x1. São elas: os humanos da Vanguarda, os demônios “Infernal Host” e a Armada Celestial, uma raça evoluída de anjos cósmicos imortais, ou algo do tipo.

Imagem de Stormgate A Vanguarda representa a última resistência dos humanos contra o mal (Divulgação)

A Vanguarda é a clássica “última salvação da humanidade". É com essa facção que jogamos toda a campanha disponível (um prólogo e três capítulos). Ela possui um estilo de jogo bastante tradicional e, mesmo se tratando de um novo game, jogar por puro instinto com a Vanguarda é bastante tranquilo. Afinal, há construções familiares, unidades facilmente identificáveis logo de cara, e por aí vai.

Imagem de Stormgate Os demônios alienígenas de outra dimensão são chamados de Infernal Host (Divulgação)

Já os Infernal Hosts são os grandes antagonistas do jogo. São eles que ludibriam certos humanos a abrirem um portal para outra dimensão, libertando a raça alienígena demoníaca na Terra. Jogar com eles requer um pouco mais de conhecimento, principalmente no que diz respeito às unidades de trabalho e combate.

Ao contrário da Vanguarda, com seus veículos, os demônios se apresentam de formas bastante variadas, ganham certos benefícios com esquadrões mistos e muitas unidades se transformam em seres menores quando destruídos. Os Zergs, de StarCraft, talvez sejam a raça mais próxima para uma comparação. Sem a menor sombra de dúvida, são muito mais divertidos que a Vanguarda, só não dá para apontar se são melhores em termos de gameplay.

Por fim, a Armada Celestial é o grande trunfo de Stormgate. É uma raça cósmica de seres tão evoluídos em relação aos humanos, que a tecnologia mais se parece com algo mágico. No entanto, estão praticamente em extinção, sem um lugar para morar desde uma grande batalha contra os Infernals, seus inimigos mortais.

Imagem de Stormgate A Armada Celestial possui recursos inéditos no mundo do RTS (Divulgação)

A principal diferença dessa facção está no acampamento móvel. Todas as estruturas podem mudar de lugar e viajar junto com o exército em busca de locais com abundância de recursos no mapa. As instalações também evoluem em ritmo acelerado, precisando de poucos acampamentos de alimentação, e as unidades são extremamente fortes e autossuficientes.

É preciso entender o tempo de criação de unidades de cada facção na criação dos exércitos. Apesar do teto de 300 unidades ser o mesmo para todos, cada facção funciona de um jeito, com seu próprio tempo. A comunidade está experimentando tudo no momento, então é a hora de estudar com calma, aprender as estratégias principais de cada facção e pensar na meta que virá.

É bom lembrar também que os Heróis (aqueles personagens mais fortes que ditam a aventura na campanha solo do game) não estão disponíveis em partidas um contra um. Esses personagens especiais só aparecem mesmo no modo co-op, com a opção de escolha entre cinco heróis distintos.

Futuro promissor?

Imagem de Stormgate Está feinho, mas os devs disseram que vai ficar bonito no futuro (Divulgação)

Por mais que pareça um lançamento precipitado, Stormgate promete entregar muito conteúdo até o final de 2024. Os planos do game para o final do ano e o próximo são promissores, mas também é preciso lembrar que estamos falando de um jogo free-to-play que deve vir com um sistema de conteúdo pago agressivo, focando em lore e também artigos estéticos. A nossa torcida fica para que nada pay-to-win (pague para vencer) seja inserido nesse plano.

Por enquanto, Stormgate passa a impressão de um jogo apressado e incompleto. Infelizmente, no mercado atual, é bem comum encontrarmos produtos dessa maneira, mas pelo menos o Frost Gigant foi mais sincera na entrega do que alguns AAA que vemos por aí. O fato do jogo ser pensado a longo prazo nos dá um norte e uma esperança, mesmo que a vitrine de lançamento não seja das melhores. Atualmente o que salva mesmo é o modo versus do jogo, ainda sem um viés abertamente ligado aos esports, mas extremamente propício para tal. Falta só cair no gosto do povo.


Esta review foi feita com uma cópia cedida pelo Frost Giant Studios.

Stormgate está disponível gratuitamente para PC.

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