Logo do Jovem Nerd
PodcastsNotíciasVídeos
Unknown 9: Awakening é bem intencionado, mas também inacabado | Preview
Games

Unknown 9: Awakening é bem intencionado, mas também inacabado | Preview

Jogo traz bons conceitos, mas preocupa na falta de polimento de ideias e desempenho

Tayná Garcia
Tayná Garcia
26.set.24 às 11h00
Atualizado há 6 meses
Unknown 9: Awakening é bem intencionado, mas também inacabado | Preview
Unknown 9: Awakening/Bandai Namco/Divulgação

Apesar de não ser tão conhecida entre brasileiros, Unknown 9 é uma franquia com narrativa transmídia — ou seja, que já alcançou diferentes mídias ao decorrer do tempo, com histórias em podcasts, livros e até HQs. Agora, esse universo está prestes a estrear no mundo dos videogames, com Unkown 9: Awakening.

Muitos, no entanto, ainda não sabem o que esperar de Awakening, que traz uma proposta ambiciosa no papel, como uma jogabilidade que se baseia em manipulação de inimigos e uma história protagonizada pela atriz Anya Chalotra — a Yennefer, da série The Witcher.

Portanto, para entender o que está a caminho, a Bandai Namco convidou o NerdBunker para viajar até a Cidade do México e jogar os dois primeiros capítulos do jogo. E, após quase uma hora de teste, podemos dizer que temos boas e más notícias.

Boas ideias, mas inacabadas

Antes de dar início às primeiras impressões, é importante ressaltar que Unknown 9: Awakening é desenvolvido pelo estúdio Reflector, responsável pela criação do universo expansivo da franquia — e estreante no mundo dos videogames.

Isso se torna um detalhe relevante porque nosso tempo com Awakening nos mostrou um projeto com vários bons conceitos e ideias, mas que peca em polimento e falta de ajustes em muitos quesitos.

Arte promocional de Unknown 9: Awakening Ao todo, o jogo promete gerar uma experiência com 12 a 15 horas de conteúdo (Imagem: Unknown 9: Awakening/Bandai Namco/Divulgação)

Unkown 9: Awakening é ambientado num mundo mágico, onde existem alguns seres humanos com poderes especiais — como a protagonista Haroona (Chalotra). Ela é capaz de usar telecinese (para empurrões e puxões) e até invadir a mente dos outros para controlá-los, e está numa jornada de vingança pelo assassinato do seu mentor.

Com esse contexto, o jogo aposta num ciclo de três etapas para a jogabilidade, que consiste em: furtividade, uma mecânica para controlar temporariamente um inimigo e combate corpo a corpo. A ideia é transitar (muitas vezes, na mesma ordem) entre essas etapas para sair vitorioso em cada luta.

Esse “ciclo” traz possibilidades interessantes, como usar o inimigo ao seu favor. Pude, por exemplo, forçar um mini chefe a causar dano nele mesmo — e sem fazer Haroona sujar as mãos para isso. Só que, após alguns confrontos, o gameplay se torna bem repetitivo e lento, sem apresentar elementos divertidos ou engajantes para o combate, uma vez que basta usar a mesma estratégia contra qualquer adversário para progredir.

Arte promocional de Unknown 9: Awakening Também é difícil sentir o impacto de atingir um inimigo com o combate corpo a corpo de Haroona (Imagem: Unknown 9: Awakening/Bandai Namco/Divulgação)

Essa sensação é intensificada por um design de fases confuso, que faz com que os cenários sejam nada intuitivos. Até existe um incentivo para o jogador usar o ambiente como arma, empurrando inimigos em barris explosivos, mas que também cai em repetitividade em pouco tempo.

A sensação é que o estúdio não passou da fase inicial de ideias, desenvolvendo pouco as mecânicas e os elementos que estão envolvidos no combate. O que também prejudica Awakening é que os comandos da protagonista são bem truncados e nada fluídos, o que só reforça os aspectos negativos.

Além disso, a inteligência artificial de personagens, de forma geral, está bem falha. Os inimigos, por exemplo, esquecem a posição de Haroona poucos segundos após avistá-la, e simplesmente não “enxergam” o NPC acompanhante, quebrando a imersão do jogo.

Arte promocional de Unknown 9: Awakening Há uma árvore de habilidades no jogo, que é dividida em três ramificações: combate direto, furtividade e habilidades mágicas (Imagem: Unknown 9: Awakening/Bandai Namco/Divulgação)

Esteticamente, Awakening parece se inspirar no universo de Tomb Raider, com cenários cheios de vegetação e ruínas de estruturas antigas e misteriosas — o que é um acerto ao combinar com a proposta da narrativa. Existe um cuidado visual na interface, que faz a HUD ser focada em clareza, e um menu principal simpático que simula a abertura de um caderno. No entanto (e mais uma vez), a falta de polimento causa prejuízo à estética, que parece inacabada e até mesmo de uma geração passada de console.

Isso nos leva ao maior problema que tivemos durante o teste: o desempenho. Com muitos bugs e glitches, nos deparamos com cabeças flutuantes de inimigos, travamentos constantes, muitas quedas de quadros (frames) e Haroona repentinamente “afundando” no chão.

Futuro desconhecido

Assim, Unknown 9: Awakening apresenta um emaranhado de boas ideias que não parecem se encaixar, o que acaba sendo ainda mais evidenciado pela falta de polimento que prejudica não apenas a performance, mas também a jogabilidade e o visual do jogo.

O que mais preocupa é que o projeto parece longe de estar finalizado — só que não longe de ser lançado, uma vez que está confirmado para outubro deste ano. Talvez um tempo a mais no forno seria o ideal para o despertar que os desenvolvedores querem entregar, então só nos resta esperar para ver.


Unknown 9: Awakening será lançado no dia 18 de outubro para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.

Aproveite e conheça todas as redes sociais do NerdBunker, entre em nosso grupo do Telegram e mais - acesse e confira.

Veja mais sobre

Encontrou algum erro neste conteúdo?

Envie seu comentário

Veja mais

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossas plataformas, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Para mais informações, consulte nossa Política de Privacidade.
Capa do podcast