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Crítica | A Múmia
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Crítica | A Múmia

Apesar dos deslizes, longa estrelado por Tom Cruise é uma aventura divertida

Cesar Gaglioni
Cesar Gaglioni
08.jun.17 às 21h45
Atualizado há mais de 5 anos
Crítica | A Múmia

Pelos trailers, A Múmia parecia ser mais um filme genérico com intenção de renovar uma franquia esquecida, seguindo a moda do momento em Hollywood. Apesar de não ser um grande filme digno de ser lembrado por anos e anos como um clássico do terceiro milênio, o remake estrelado por Tom Cruise consegue fazer um trabalho decente e apresentar uma aventura divertida.

Os dois primeiros atos do filme são os pontos fortes do roteiro. O começo da jornada poderia facilmente ser uma fase de um dos jogos de Uncharted, com pulos, tiros e um clima descontraído. Aliás, se a Sony escalasse Cruise para viver Nathan Drake nos cinemas, não seria uma má escolha. O astro deixa de lado o perfil sério dos filmes de Missão: Impossível e assume uma personalidade despojada e um humor canastrão.

Na trama, Cruise vive Nick, um soldado do exército americano que, para ganhar uma graninha extra, escava tumbas em busca de artefatos antigos. Nessa, ele encontra a tumba da Princesa Ahmanet e acaba libertando um Mal ancião para o mundo. É uma história bem simples e que funciona por dois terços do filme, que traz a atmosfera aventuresca em seu primeiro ato e um clima de terror no segundo, garantindo bons sustos e uns efeitos visuais assustadores.

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Aliás, o terror que permeia o segundo ato do filme é o que A Múmia traz de mais legal. Criando tensão com uma neblina digna de Silent Hill, o longa traz algumas sequências de perseguição que deixam qualquer um na ponta da cadeira. Lembra quando o game do Slender estava na moda e o jogador precisava fugir da criatura mas ela estava em todos os lugares? É mais ou menos isso. Aproveitando essa linha de raciocínio: a inspiração em videogames é bem clara e as "homenagens" a diversos títulos são bem executadas, o que me leva a pensar que talvez em breve possamos ter um filme baseado em jogo com uma execução decente.

O problema do longa reside em seu terceiro ato, que tenta ser grandiloquente demais. De uma hora para a outra, a Múmia se tornou mega poderosa e capaz de conjurar uma tempestade de areia que varre Londres (e com o seu rosto), cena presente nos trailers. É aí que o filme escorrega, tentando ser mais do que realmente é, dando ares de produções de super-herói a uma narrativa que não pedia algo desse escopo. Se tivesse mantido a linha de medo e tensão da primeira metade (e da produção original da década de 30), A Múmia teria tudo para ser um filme foda em quase todos os sentidos. Mas essa mania dos produtores de querer que tudo seja gigantesco e urgente e megalomaníaco acaba contaminando a história e desapontando feio ali na meia hora final.

Sendo o primeiro projeto de um novo Universo Compartilhado nos moldes da Marvel,  A Múmia consegue estabelecer o tom e o fio condutor que a franquia dos Monstros vai seguir. Tendo o Dr. Jekyll/Sr Hyde (Russell Crowe), personagens de O Médico e o Monstro, como figuras que unem os filmes, o tal Dark Universe deve render outros longas divertidos e que conseguem reviver o espírito de seus antecessores originais, produzidos no começo do século 20.  Ao fim da projeção, ficou a vontade de querer saber como esse novo mundo de deuses e monstros vai ser.


A Múmia já está em cartaz nos cinemas.

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