O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou duas ordens executivas proibindo as empresas do país a fazerem negócios com a ByteDance, dona do aplicativo TikTok e com a Tencent, empresa responsável pelo WeChat.
As ordens passam a valer 45 dias após o documento ter sido assinado. No momento, a Microsoft já revelou que está trabalhando em uma proposta para assumir as operações do TikTok nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália, mas o acordo ainda não foi finalizado. Caso a aquisição aconteça, o presidente quer que parte do dinheiro investido vá para o Tesouro dos Estados Unidos (saiba mais aqui), o que levanta questões legais sobre o assunto — mas, em comunicado, a Microsoft já afirmou estar de acordo com a condição.
O aplicativo de mensagens WeChat tem mais de um bilhão de usuários ao redor do mundo, principalmente na China. O aplicativo é utilizado para fazer pagamentos, pedir táxi e até mesmo para assistir vídeos, e está presente em 99% dos smartphones do país, segundo o LA Times. Apesar de não ter a mesma popularidade fora do país, muitas pessoas que têm parentes ou amigos na China utilizam o app para se comunicar.
O banimento de negócios com a Tencent preocupou muita gente, pois a empresa é dona da Riot Games, de League of Legends, e uma das acionistas majoritárias da Epic Games, responsável por Fortnite, além de ter ações em empresas como Activion Blizzard, Platinum Games, Discord, Garena, Ubisoft, Spotify, Reddit, Snapchat, etc. Porém, após a ordem ter sido divulgada, um representante da Casa Branca assegurou que a proibição se aplica somente ao aplicativo WeChat, sem interferir nos negócios da empresa com as gigantes de gaming e de outros setores.
A justificativa do presidente para banir os apps é de que "a popularização de aplicativos móveis desenvolvidos e gerenciados por empresas da China continuam a ameaçar a segurança nacional, política internacional, e economia dos EUA". Ainda na ordem executiva, Trump afirma que dados coletados pelo TikTok e pelo WeChat "potencialmente permitem que a China rastreie a localização de funcionários federais, construa dossiês de informações pessoais para chantagem, e conduza espionagem corporativa".
Em junho de 2020, usuários do TikTok e fãs de K-pop se uniram para inflar os números de um dos comícios que o presidente marcou durante o período de distanciamento social. O evento registrou mais de 1 milhão de interessados, e a organização tinha preparado até mesmo um palco externo extra para atender a grande demanda, porém as inscrições eram falsas e o comparecimento foi baixo. Leia mais clicando aqui.