Black Lagoon é um anime de ação, com tiro para todo lado, personagens praticamente imortais, que parecem conseguir desviar de balas, e tudo o que o "gênero porradaria" pede.
A trama gira em torno da Companhia Lagoon, um grupo de mercenários que "faz entregas" de qualquer coisa, desde que seja pago por isso. O chefe da equipe é Dutch, um sujeito que adora citações filosóficas, é o capitão do barco e adora um bom whisky. Benny ("Benny Boy") é o cara que resolve a parte da tecnologia do torpedeiro, mais quieto e que curte mais o mundo dos computadores do que outros tipos de ação. E Revy, minha personagem favorita, que é assombrada pelo passado, tem cabeça quente e atira (muito) bem: por isso é também apelidada de Duas Mãos.
E então chega Rokuro Okajima, o narrador da história que vive de maneira comum, abaixando a cabeça para um chefe abusivo e preso a rotina. Por acaso, ele é envolvido em uma operação que misturou a sua "empresa normal" e a Companhia Lagoon. No fim das contas, ele se dá um novo nome, Rock, e passa a fazer parte do grupo de mercenários.
O anime prioriza a ação, mas isso não quer dizer que subestime a inteligência da audiência. Episódios narram os fatos em ordens diferentes, é preciso ligar os pontos algumas vezes e, claro, esconde boas surpresas.
Black Lagoon se transforma quando você entende que eles não são heróis. Seguem uma moral, mas é um código próprio. Então, nada de "eles parecem maus, mas escondem um bom coração" e outros tantos clichês. Isso pode acontecer: a "moral" falar mais alto, mas também pode subverter expectativas de quem decide assistir porque procura uma dose de ação — e só.
A cidade de Roanapur, sede da Companhia, é um personagem incrível. Concentra em um mesmo lugar, a máfia de Hong Kong, a máfia italiana, a russa, caçadores de recompensa e todos os tipos de bandido. Parece que caminhar pela cidade já é um ato criminoso.
São duas temporadas com 12 episódios cada. E mais cinco episódios especiais que contam histórias inéditas, mas que não necessariamente evoluem a trama. O mangá é escrito por Rei Hiroe, e vive entrando e saindo de períodos de hiato. Por isso, é possível que você considere a animação uma história fechada (com final aberto?) mas que deixa o gostinho de quero mais. Eu acho que fecha tudo muito bem e respeita o espírito da série.
Black Lagoon está disponível na Netflix.
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