Um estudo recente da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) concluiu que a Geração Z tem se interessado menos por sexo em produções audiovisuais. De acordo com os resultados da pesquisa, o desejo atual desse grupo é consumir mais histórias sobre relações platônicas, família e/ou amizade.
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A Geração Z é formada por pessoas nascidas entre os anos 1990 e 2010 (com divergências entre pesquisadores sobre a exatidão desse período). A base para o estudo, realizado em agosto de 2023, foram 1.500 indivíduos, entre 10 e 24 anos. É válido mencionar que perguntar relacionadas a sexo foram feitas apenas aos participantes com, no mínimo, 13 anos.
Segundo os dados coletados, mais da metade dos entrevistados (51,5%), atualmente, gostariam mais de assistir um filme focado em amizade e conexões platônicas do que em relações românticas. Além disso, 47,5% das pessoas afirmam que sexo não é um fator importante no enredo de programas de TV ou longas-metragens, e 44,3% acredita que a mídia tem abusado do romance na criação de histórias.
Adolescentes que fizeram parte da pesquisa ainda mostraram insatisfação com premissas populares no cinema, como a de amigos (homem e mulher) se apaixonando. Outro ponto de destaque é que 39% dos participantes gostariam de ver mais personagens assexuais e/ou arromânticos nas produções audiovisuais.
Como explicou Yalda T Uhls, fundadora do Center for Scholars and Storytellers (CSS) da UCLA e coautora do estudo, ao IndieWire:
“Embora seja verdade que os adolescentes querem menos sexo na TV e no cinema, o que a pesquisa realmente diz é que eles querem mais e diferentes tipos de relacionamentos refletidos na mídia que assistem. [...] Apesar de alguns contadores de histórias usarem o sexo e o romance como um atalho para a conexão entre os personagens, é importante para Hollywood reconhecer que os adolescentes querem produções que reflitam todo o espectro dos relacionamentos.”
Por fim, a pesquisa diz que as atuais preferências da Geração Z também são um retrato das mudanças causadas pelo período de isolamento da pandemia da Covid-19.
Mais detalhes podem ser encontrados no documento completo do estudo feito no CSS da UCLA.
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Fonte: CSS/UCLA, The Guardian, IndieWire