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Zenless Zone Zero é porradaria viciante e estilosa | Preview
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Zenless Zone Zero é porradaria viciante e estilosa | Preview

Jogamos o novo game do estúdio de Genshin Impact, que conquista pelo combate intenso, carisma e visual marcante

Arthur Eloi
Arthur Eloi
28.jun.24 às 10h00
Atualizado há 9 meses
Zenless Zone Zero é porradaria viciante e estilosa | Preview
Zenless Zone Zero/Divulgação

Os jogos da HoYoverse são como buracos negros de tempo, e isso não é demérito. Seja com Genshin Impact ou Honkai: Star Rail, a desenvolvedora chinesa sabe como criar mundos intrigantes, personagens marcantes e jogabilidades satisfatórias. E Zenless Zone Zero, novo título do estúdio, é mais um forte candidato a disputar espaço no nosso curto tempo livre.

A convite da desenvolvedora, o NerdBunker foi até Singapura para um evento de dois dias, com sessões para testar uma versão quase final do game em primeira mão, além de conversar com os responsáveis. Ainda que restem algumas dúvidas quanto aos sistemas ao redor do jogo, uma coisa é certa: voltamos querendo muito mais.

Foco no combate

Zenless Zone Zero traz combate robusto com controles simples e muitas possibilidades [Créditos: Divulgação]
Em um futuro distópico, a humanidade se vê à beira da extinção após um fenômeno sobrenatural causar o surgimento de anomalias, chamadas de Esferas Negras, que transformam tudo e todos em monstros. Nesse cenário sombrio, o único abrigo é a vibrante metrópole de Nova Eridu, e lá habitam muitas pessoas interessadas em extrair recursos preciosos dessas zonas proibidas.

O jogador assume o papel de um Mediador, responsável por enviar trios de Agentes para as Esferas Negras para realizar uma série de missões, enfrentando perigos como criaturas, bandidos e até mesmo corporações gananciosas. Felizmente, os Agentes sabem lutar — e como.

O combate é, sem dúvidas, o ponto alto de toda a experiência. Com pegada de hack n’ slash de PS2, como um Devil May Cry da vida, o embate é bastante frenético e visualmente explosivo, ainda que fácil de entender os controles. Assim como Genshin Impact, ZZZ é um game de poucos botões: há um ataque principal, uma habilidade especial, uma esquiva e um poderoso ataque de finalização, que carrega de acordo com o seu desempenho nas lutas. Ainda assim, o game faz muito com pouco.

A grande sacada está no esquema de troca de personagens, já que é possível alternar entre membros do trio com o apertar de um botão, e o game concede habilidades especiais para trocas em determinados momentos. Alternar no timing de um golpe inimigo, por exemplo, mostra uma épica animação de defesa, em que outro Agente entra para rebater a porrada. Emendar uma sequência de golpes ativa um poderoso combo, em que todo o trio se reveza rapidamente em ataques especiais. Além disso,  há efeitos elementais, como ataques de fogo ou raios, que podem ser combinados para causar o máximo de dano.

Boa formação do trio jogável garante mais possibilidades de dano e combos incríveis [Créditos: Zenless Zone Zero/Divulgação]
Simples e de fácil entendimento por si só, todos os fatores se combinam em um sistema de combate robusto e elegante, com combos agitados e intensos vai-e-vem de personagens. Efeitos de choque, fogo e faíscas voam para todos lados, o medidor de pontuação começa a subir, a música eletrônica toma conta, e é assim que o título te conquista. O jogo tem plena consciência de que o combate é o prato principal, e o serve em doses bastantes generosas.

Em nossos testes, aproveitamos tanto missões de história como modos focados em lutas, e todos foram muito positivos. A estrutura é similar, com arenas que te desafiam a derrotar grupos de monstros bizarros, soldados ou bandidos. A diferença é que a campanha intercala as brigas com trechos de narrativa, sobre facções rebeldes em briga em um mundo cyberpunk. A trama é contada em cutscenes muito bem dirigidas, histórias em quadrinhos com boas ilustrações, ou em diálogos estáticos a la visual novel — que não são tão empolgantes quanto os dois outros formatos, mas o texto divertido segura bem a barra.

Para quem quer ficar só na porradaria, os modos de combate são um ótimo teste de habilidade. Um deles te coloca para enfrentar desafios de tempo, como tentar acabar com hordas de inimigos antes do cronômetro zerar, enquanto outro te desafia a enfrentar diversos chefões. Ambos colocam condições de tempo e pontuação para quem quer tirar altas notas de desempenho, para concorrer nos placares de liderança internet afora.

Esses foram nossos momentos favoritos do teste, já que demonstraram que o combate ser acessível não significa que é facilmente dominado. Foi preciso suar bastante, testar o máximo de combinações de equipe e golpes para tentar vencer — e, nas dificuldades mais altas, não conseguimos.

A vida nas ruas

Além do combate, Zenless Zone Zero ainda tem um divertido modo de exploração [Créditos: Divulgação]
Quando não estiver em missões, você estará explorando as ruas de Nova Eridu. Puxando um pouco de Persona, ZZZ te deixa curtir um pequeno trecho da movimentada cidade asiática, conversando com as pessoas nas ruas e resolvendo pequenas tarefas para elas.

Já havíamos jogado o game na Brasil Game Show 2023 e, por mais que o título tenha crescido muito em todos os aspectos ao longo de quase um ano, o lado de exploração foi o que mais evoluiu nesse tempo. A cidade parece mais populosa e viva, e as missões paralelas, como encontrar robôs perdidos e curtir cafeterias, são bem divertidas.

Mas houve uma questão que ficou na cabeça, que não pode ser realmente respondida durante os testes. A build que jogamos tinha tudo liberado e zerado, então não deu para entender como funcionará a economia do game. Parece que há seis moedas diferentes, que são recompensadas em missões e utilizadas para compra de Agentes, upgrades e mais.

Honestamente não deu para sacar o quão desafiador será ganhá-las na prática, ou o quão relevantes essas são para o aproveitamento do game. Para os veteranos de outros jogos da HoYoverse, que já se acostumaram com as várias exigências para conseguir personagens sem botar a mão na carteira, não deve ser muito diferente, mas novatos — como quem vos escreve — podem sim ficar um pouco intimidados.

Trechos com pegada de board game foram um dos pontos cansativos do teste [Créditos: Zenless Zone Zero/Divulgação]
Outro elemento questionável é a navegação por monitores. Tanto na campanha quanto em algumas missões secundárias, é preciso controlar um robô através de telas de TV, que funcionam como um tabuleiro com casas, recompensas e batalhas. Toda a experiência que tivemos com essa seção foi pouco empolgante e repetitivo, mas fica a torcida de que não seja algo muito presente no game completo.

Ainda assim, Zenless Zone Zero deixou uma impressão bastante positiva. Esse mundo cyberpunk é vibrante, colorido, com visual marcante e excelente design de personagens. O combate de controles simples conquista pelos resultados bombásticos e várias possibilidades, com a ação muito bem acompanhada de música eletrônica, batidas lo-fi de hip-hop e até mesmo fritação de dubstep.

É um game viciante de se olhar, ouvir e jogar. E, por mais que restem questões sobre a monetização e progressão, ficou claro que vai valer a pena deixar que outro título da HoYoverse sugue todo o nosso tempo livre.

Zenless Zone Zero chega gratuitamente ao PC, Android, iOS e PlayStation 5 em 4 de julho. Aproveite e conheça todas as redes sociais do NerdBunker, entre em nosso grupo do Telegram e mais - acesse e confira.

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