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Entenda o que é creepypasta e qual é a mais conhecida do universo dos jogos
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Entenda o que é creepypasta e qual é a mais conhecida do universo dos jogos

Lendas urbanas sobre um cartucho amaldiçoado para alegrar o Halloween

Tayná Garcia
Tayná Garcia
28.out.22 às 11h02
Atualizado há mais de 2 anos
Entenda o que é creepypasta e qual é a mais conhecida do universo dos jogos

Você pode até não estar familiarizado com o termo, mas já deve ter ouvido falar ou conhecido alguma creepypasta. Essa palavra se refere a histórias de terror com origem na internet, normalmente escritas por autores anônimos com o objetivo de serem replicadas até viralizarem.

A prática teve início nos anos 2000, quando as pessoas ainda estavam se acostumando com a ideia de ter acesso a milhões de informações pelo computador, e se afundavam em sites, blogs, fóruns e redes sociais de todos os tipos.

Assim, muitos narravam contos fictícios que eram multiplicados em massa, criando um movimento que gerou uma comunidade ativa. Já o nome “creepypasta” surgiu com a junção do termo “copypasta” (textos que foram copiados e colados) com a palavra em inglês “creepy”, que significa “arrepiante” em tradução livre.

Algumas histórias se replicaram tanto, que se tornaram até lendas urbanas da internet, assombrando a infância e a adolescência de muitas pessoas (incluindo a minha!). Curiosamente, muitos destes contos se inspiravam em obras existentes, principalmente videogames.

Muitas creepypastas aterrorizaram os amantes de jogos eletrônicos, com direito a cenas alteradas, trilhas sonoras ao contrário, mensagens subliminares e por aí vai. Mas teve uma lenda, em específico, que tomou proporções maiores e assusta os leitores até hoje: o cartucho amaldiçoado de Zelda: Majora’s Mask, que explicaremos a seguir.

“Ben afogado”

Essa cena horripilante do Link distorcido é um dos momentos da creepypasta...

Apelidada de “BEN Drowned”, a lenda de que existe um cartucho amaldiçoado de Majora’s Mask é uma das creepypastas mais conhecidas, inclusive por ter vídeos do jogador (conhecido como “Jadusable”) que supostamente vivenciou a história.

Tudo começou quando ele decidiu comprar o jogo. Procurou em vendas de usados por todo lado, mas não encontrou. Até que um senhor de aparência um tanto esquisita subitamente apareceu e ofereceu o game de graça. Era um cartucho que não parecia original e apenas estampava uma fita crepe com “Majora” escrito em caneta. O jovem decidiu aceitar a oferta, afinal, o máximo que poderia acontecer era não rodar – ou, pelo menos, era isso que ele pensava.

Para sua surpresa, o jogo funcionou, mas logo percebeu detalhes estranhos. Os NPCs passaram a chamar seu personagem de “Ben” em vez de “Link” do nada, e o mesmo nome apareceu no arquivo de salvamento no menu principal. A situação tomou um rumo sombrio quando momentos esquisitos aconteceram. O jogador era teletransportado para locais vazios, em que as texturas dos gráficos falhavam e a música tema tocava ao contrário, além de falas aleatórias aparecerem na tela e uma estátua com uma aparência assustadora começar a seguir o protagonista.

A princípio, Jadusable tentou se convencer que eram bugs. Mas, por algum motivo, teve a impressão de que o jogo estava tentando se comunicar. Os momentos esquisitos se tornaram perturbadores, com Link começando a pegar fogo, morrendo várias vezes seguidas. Foi então que ele se assustou tanto que desligou o console – não antes de gravar tudo em vídeo, que está logo abaixo.

Jadusable decidiu encontrar o dono original para devolver o cartucho. Só que, ao procurá-lo onde se encontraram pela primeira vez, um vizinho avisou que o senhor se mudou. Ele perguntou ao homem quem era “Ben” que, após ficar surpreso com a pergunta, revelou que era um garoto que morava ali e sofreu um acidente.

Isso reacendeu a curiosidade do jogador, que voltou para o Majora’s Mask misterioso a fim de descobrir o que estava acontecendo. Ao ligar o console, os arquivos mudaram de novo, mesmo sem ter jogado. Ainda assim, reuniu a coragem que sobrou e selecionou “BEN”. Link estava com o corpo distorcido, enquanto efeitos sonoros (que não eram originais do jogo) tocavam. A cena mudou, então, para o meio do mar, mostrando o personagem se afogando na frente da estátua macabra de antes.

Após a cena, ele voltou para o menu principal e finalmente descobriu o que aconteceu com Ben. Os arquivos foram alterados pela última vez e diziam uma frase: “BEN DROWNED” — “Ben se afogou” em inglês. O garoto era o dono original do game e morreu afogado em um acidente misterioso – e acredita-se que o cartucho passou a ser assombrado pelo seu fantasma.

A creepypasta ainda se estende por mais capítulos, mas esses foram os acontecimentos que viralizaram em 2010, quando foi publicada pela primeira vez – e quando eu tive contato com a história. Os vídeos chegaram até a tirar meu sono por alguns dias e me fazer olhar desconfiada para meu cartucho do Majora’s Mask, mas posso afirmar que ele está bem guardado e livre de maldições (assim espero!).

Mais creepypastas de jogos

Além de Majora’s Mask, há vários outros jogos que tiveram creepypastas e viralizaram em fóruns e redes sociais por aí, como a música tema de Lavender Town, a cidade fantasma de Pokémon Red, Blue e Yellow, que supostamente escondia ondas sonoras que incentivaram uma onda de suicídios no Japão.

Para quem ficou interessado no tema, fizemos uma listinha macabra com menções honrosas (e onde encontrá-las) de mais lendas urbanas da internet para a leitura de terror ficar em dia no Halloween! No entanto, vale ressaltar que todas estão disponíveis apenas em inglês.

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