The Division 2 | Produtor garante mais conteúdo endgame para os jogadores [Entrevista]

Conversamos com Nick Scurr, um dos produtores da Ubisoft Leamington, sobre o retorno da franquia

Tayná Garcia Publicado por Tayná Garcia
The Division 2 | Produtor garante mais conteúdo endgame para os jogadores [Entrevista]

O modelo de “jogos como serviço” já não é novidade na indústria de games. Na verdade, se tornou uma grande tendência nesse mercado, uma vez que modos multiplayer online são muito apreciados por boa parte dos jogadores. Ele consiste na ideia do jogo deixar de ser um produto para se tornar um serviço a longo prazo, portanto precisa de atenção até depois de seu lançamento para se manter “vivo”. E é exatamente essa a missão que The Division 2 tentará cumprir.

O primeiro jogo da franquia, lançado em 2016, ofereceu uma experiência multiplayer divertida, mas limitada. Assim que a campanha terminava, não havia mais o que explorar no cenário nevoso de Nova York. Para o produtor Nick Scurr, que trabalha na Ubisoft Leamington, isso foi um erro, mas que não deve acontecer na sequência, que agora terá um mapa maior e mais ensolarado inspirado na capital dos Estados Unidos.

Assim que o desenvolvimento do jogo começou, olhamos para trás e percebemos que o primeiro The Division não tinha quase nada de conteúdo endgame. Então escolhemos esse como nosso foco principal. Pensamos em como poderia funcionar, como manter os jogadores interessados após o fim da campanha. Não queríamos enfiar conteúdo repetitivo, apenas colocar as mesmas missões em uma dificuldade mais elevada. É aí que entra os principais grupos de inimigos, as facções, que dão uma mexida na estrutura do jogo.

Alcançar o nível 30 será um ponto de mudança importante em The Division 2, pois é quando começa o conteúdo extra prometido. Uma nova narrativa é desbloqueada, inimigos inesperados surgem e missões mais difíceis aparecem pelo mapa: “Para te ajudar nessa etapa, é possível escolher entre três especializações: Sobrevivencialista, Demolidor e Atirador de Elite. Cada um tem habilidades e armas únicas, como o arco-flecha explosivo, lançador de granadas e um rifle poderoso. Então além de uma história nova, teremos armas inéditas. Há muito conteúdo depois da campanha terminar”, diz.

The Division 2 não quer ser inovador. E, na verdade, nem precisa ser. Sua premissa assumiu a postura de jogo como serviço desde o começo, deixando claro que seu foco é garantir uma boa quantidade de conteúdo para quem quiser um game mais descontraído, focado em uma experiência multiplayer que gera algumas risadas com os amigos.

Justamente para manter essa essência, o jogo não pretende “negligenciar os bolsos dos jogadores”, segundo Scurr. Todo conteúdo será gratuito, desde o menor patch até as grandes expansões: “Para começar teremos três grandes expansões com novas narrativas e inimigos, mas todo e qualquer patch de correção e adição de coisas pequenas serão totalmente sem custo e para todos os jogadores”.

The Division 2 chega em 15 de março de 2019 para Xbox One, PC e PlayStation 4.