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Quinto episódio de O Livro de Boba Fett tem lição de história mandaloriana

Um sabre, um duelo e algumas pistas sobre o futuro da franquia

Daniel John Furuno Publicado por Daniel John Furuno
Quinto episódio de O Livro de Boba Fett tem lição de história mandaloriana

Quinto episódio de O Livro de Boba Fett conta com o retorno de um personagem.

[Atenção: O texto contém SPOILERS do quinto episódio de O Livro de Boba Fett]

Como o nome indica, Retorno do Mandaloriano revela o paradeiro de Din Djarin (Pedro Pascal) após os eventos da segunda temporada de sua série. Em um frigorífico que serve de fachada para algum negócio escuso, Mando localiza Kaba Baiz, um Klatooiniano sobre o qual há uma recompensa por dívida. Após derrotar os capangas – machucando-se na perna com o Sabre Negro durante o confronto –, ele escapa do local, carregando a cabeça do criminoso em um saco.

Trôpego, ele caminha pelas ruas da cidade (localizada em uma gigantesca estação espacial em forma de anel) até uma boate, onde encontra seu contratante para entregar o pacote e coletar a recompensa que lhe interessa: informação sobre como acessar a substrata, a parte externa da estação, abaixo do nível da cidade.

Mando segue as instruções e, usando seu visor, identifica uma pintura do crânio do Mitossauro, tradicional símbolo de seu povo. Ao acessar a substrata, ele enfim reencontra a Armeira (Emily Swallow), mas não resiste à dor na perna e cai. A líder da Tribo – o grupo de mandalorianos seguidores da Doutrina – ordena que Paz Vizla cuide do ferimento e, ao mesmo tempo, questiona sobre sua origem. Djarin responde que foi feito pelo Sabre Negro; a Armeira então explica que a espada, forjada há mil anos por Tarre Vizsla (antepassado de Paz e único Mandaloriano a se tornar Jedi), confere a seu portador o poder de comandar Mandalore, mas apenas se conquistada em combate.

Mais tarde, Vizsla pergunta como o Sabre foi parar nas mãos de Mando, que responde tê-lo ganho após derrotar Moff Gideon – preso e aguardando julgamento pelo tribunal da Nova República. Em seguida, enquanto derrete a lança de beskar para forjar uma nova peça (já que, segundo ela, o aço mandaloriano deve ser usado apenas em armaduras), a Armeira narra, a pedido de Djarin, alguns detalhes da história de Bo-Katan Kryze.

Herdeira de uma casa poderosa, Kryze tentou liderar seu povo empunhando o Sabre Negro. Porém, como ela não conquistou a espada, mas sim a recebeu como presente (das mãos de Sabine Wren, como os fãs da série animada Rebels sabem), seu governo fracassou e acabou resultando no Grande Expurgo: a destruição de Mandalore pelas forças do Império, da qual apenas os seguidores da Doutrina, isolados na lua Concórdia, sobreviveram.

A líder da Tribo então indaga sobre que peça deve forjar; Mando responde que deseja algo para Grogu. A Armeira explica que, estando agora com os Jedi, o pequenino deve seguir o credo deles, que inclui se privar de todas as ligações. Mando observa que aquilo é o oposto do que reza a Doutrina, sugerindo, nas entrelinhas, que continua considerando Grogu seu protegido; a Armeira então concorda e atende ao pedido.

Durante o treinamento com o Sabre Negro, Djarin tem dificuldade para se movimentar, notando que a espada parece ficar mais pesado a cada movimento. A Armeira explica que ele está desconcentrado, tentando lutar com a lâmina em vez do oponente, por isso a arma resiste. Vizsla então reivindica a chance de conquistar a espada forjada por seu ancestral em um combate com seu atual portador. Os dois se enfrentam e, quando Mando enfim coloca uma faca na garganta do adversário, a Armeira intervém, declarando a luta encerrada.

Ela faz com que ambos renovem seus votos na Doutrina, questionando se alguma vez retiraram seus capacetes. Djarin confessa que sim e é declarado apóstata. Ao pedir uma oportunidade de se redimir, ouve da Armeira que o único meio de fazer isso é “nas águas vivas sob as minas de Mandalore”.

Mando vai embora e pega uma transporte rumo a Tatooine para se reencontrar com Peli Motto (Amy Sedaris), que o havia contatado, dizendo ter encontrado uma substituta para a Razor Crest. O modelo em questão é uma N-1, o caça da guarda real de Naboo – o mesmo que o jovem Anakin Skywalker pilota em A Ameaça Fantasma (1999). Como a nave está sucateada, Motto e Djarin passam a trabalhar nela, aproveitando para aprimorá-la e customizá-la, com peças encomendadas a alguns Jawas.

Com a reforma completa, Mando sai para o voo inaugural, testando a velocidade e dirigibilidade da nave, primeiro no céu de Tatooine, depois no espaço. Lá, é abordado por uma dupla de patrulheiros da Nova República – um deles é Carson Teva (Paul Sun-Hyung Lee), que já o havia encontrado anteriormente. Djarin usa então os aceleradores da nave para escapar. De volta ao hangar, ele é abordado por Fennec Shand (Ming-Na Wen), que lhe oferece trabalho como “os músculos” de que seu patrão precisa. Mando aceita, mas diz que antes precisa “fazer uma visita a um pequeno amigo”.

Com mais dois episódios pela frente, fica a pergunta: a visita a Grogu e ao menos algum dos desdobramentos da disputa pelo Sabre Negro (certamente envolvendo Bo-Katan Kryze e Paz Vizsla – e quem sabe até Sabine Wren, recentemente confirmada na série derivada Ahsoka) serão vistos ainda em O Livro de Boba Fett? Ou somente na terceira temporada de O Mandaloriano, que deverá estrear no segundo semestre de 2022?

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