Jogamos! Anthem mostra personalidade em gameplay fluído e cenários gigantes

Mecânica fluída na hora de voar, cenário vertical e amplo são os diferenciais do jogo

Pedro Duarte Publicado por Pedro Duarte
Jogamos! Anthem mostra personalidade em gameplay fluído e cenários gigantes

Tive a oportunidade de jogar alguns minutos de Anthem, a nova aposta da Bioware e, para mim, o destaque da conferência da EA, durante a E3 2018. Experimentar Anthem mudou a minha percepção sobre o jogo: pelo que foi exibido na conferência, e o que pude ver em um hands off de cerca de 20 minutos, o game pareceu promissor, divertido, mas com muitos elementos de outros jogos que já conhecíamos — o que dava uma sensação ruim, de que era só uma apanhado de coisas legais, mas sem indentidade.

Quando coloquei a mão na massa, no entanto, Anthem mostrou personalidade. O cenário amplo e voar (sem dúvida, voar!), junto aos controles simples e aos especiais da classe Ranger (que foi a que pude experimentar) são elementos que o diferenciam de outros jogos do gênero. Inicialmente, tive alguma dificuldade com os comandos de voo: um botão para flutuar, outro para adicionar velocidade e outro para desligar os motores e pousar — mais de uma vez, acabei só me jogando no chão mesmo! Após pegar o jeito, no entanto, dá para arriscar manobras, principalmente para esquivar (rodopiando no ar para os lados) e admirar o cenário, sem deixar de tomar cuidado com o superaquecimento (daí, basta passar por debaixo de uma cachoeira, como mostrado no trailer, por exemplo, ou mergulhar em um lago).

O combate é dinâmico e fluído. Não dá para atirar voando (ainda), só flutuando, mas a visão em terceira pessoa deixa tudo mais interessante. O slam (socar o chão após estar no ar) também é um diferencial positivo, considerando que dá para ir bem alto antes de ativar o ataque. Há também um especial que atinge múltiplos inimigos (e que me fez sentir realmente pilotando um mecha), um dash que possibilita passar por cima de minas, por exemplo. Já o golpe mais potente só pode ser acionado quando você carrega a barra de energia por completo e pressiona dois botões (como o Overcharged, de Destiny).

Os oponentes que enfrentei, em conjunto com os desenvolvedores, foram fáceis (provavelmente, por conta do pouco tempo disponível e com a intenção de deixar que eu explorasse o máximo possível do jogo) e pouco criativos no design: uma “aranha gigante” (e alguns filhotes), alguns “robôs” de outra cor para diferenciá-los do nosso exoesqueleto e um canhão que precisava ser atingido em um ponto específico para ser destruído. Os números de dano gigantes na tela, que explodem a cada ataque, precisam ser aperfeiçoados: não combinam com o clima e tiram o foco da bela arte do game, que explora todo o potencial da atual geração com cenários verticais e, até certo ponto, interativos.

Joguei um pouco mais do que foi apresentado na conferência, mas não foi mostrado nada da história. Ainda assim, os pontos positivos são mais marcantes que os negativos e Anthem tem grande potencial. Com uma história envolvente e um trabalho bem feito com a comunidade, tem condições de encontrar seu espaço com a base de jogadores que já curtem o gênero, além de atrair outros. Quem não curtiria ser um mercenário e voar por aí em um universo fantástico?

Anthem estará disponível em 22 de fevereiro de 2019, para PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows.