Após a declaração oficial de que o SAG-AFTRA, sindicato de atores de Hollywood, vai mesmo cruzar os braços, representantes de grandes produtores e empresas de cinema, TV e streaming responderam às demandas da classe artística, em busca de uma conciliação.
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Em comunicado à imprensa, a Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP), que representa os estúdios, lamenta a decisão pela greve e alega que o encerramento das negociações veio por parte do próprio sindicato.
Leia o texto, na íntegra, abaixo:
“Estamos profundamente decepcionados que o SAG-AFTRA tenha se afastado das negociações. Essa foi uma decisão do Sindicato, não nossa. Com isso, eles recusam nossas ofertas históricas de aumentos salariais e de residuais, proteções em processos de testes, proteção pela imagem dos artistas em relação ao uso de inteligência artificial e mais. Ao invés de negociar, o SAG-AFTRA nos colocou em um caminho que acentuará as dificuldades financeiras para os milhares de trabalhadores que dependem da indústria para sobreviver.”
A paralisação foi aprovada de forma unânime pelo comitê do SAG-AFTRA nesta quinta-feira (13). A decisão foi tomada meses após as primeiras conversas, que ocorreram no início de junho. Desde então, os contratos entre o sindicato e a AMPTP chegaram ao fim, mas o SAG-AFTRA decidiu estendê-los até o dia 12 de julho, na tentativa de chegar a um acordo até então — o que não aconteceu.
Na prática, tudo isso significa que qualquer atividade profissional dos atores e atrizes, seja gravações, entrevistas ou até aparições públicas para a divulgação de novos longas e séries, não será mais realizada.
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