Há quase 15 anos, o Marvel Studios é dono do maior universo super-heróico dos cinemas. Construído ao longo de vários filmes e séries, o MCU usa a fantasia para unir seus vigilantes e seres cósmicos a divindades retiradas diretamente de mitologias conhecidas no mundo real.
Essa relação, que existe desde o início da Fase 1, ganhou novos contornos em 2022 graças a produções com grande influência de mitologias retiradas do mundo real. Pensando nisso, reunimos abaixo todas as apresentadas no MCU, até agora:
A mitologia nórdica em Thor

A primeira mitologia a ser incorporada no Universo Marvel foi a nórdica. Logo na Fase 1, Thor (2011) apresentou a versão super-heroica das lendas e mitos dos povos escandinavos. O filme e suas sequências apresentaram o Deus do Trovão junto à corte de Asgard composta por deuses como Odin, Frigga e Heimdall, os Nove Reinos, as guerreiras Valquírias, vilões como Loki, Hela e Surtur, e até o apocalíptico Ragnarök.
Os deuses de Wakanda em Pantera Negra

O filme solo do Pantera Negra (2019) apresentou Wakanda, um reino tecnologicamente avançado localizado no continente africano. Disputado entre diferentes tribos, a região foi unificada pelo primeiro Pantera Negra, cargo designado a um guerreiro xamã que entrou em contato com uma Deusa Pantera chamada Bast. Ela levou o combatente à Erva Coração, planta que dá habilidades sobre-humanas e a chance de visitar o Plano Ancestral, onde ficam as almas dos mortos.
Esses eventos moldaram as crenças dos wakandanos, que se mantém fiéis a Bast até os dias de hoje. Além da Deusa Pantera, são venerados Hanuman, o Deus Gorila da tribo Jabari, e Sekhmet, que recebe os mortos no Plano Ancestral junto com Bast.
O cristianismo de Capitão América, Senhor das Estrelas e mais

O MCU se passa em uma versão alternativa do nosso próprio mundo, que tem os Estados Unidos como um país majoritariamente cristão. Sendo assim, faz sentido que alguns dos heróis vindos deste país façam referência ao Cristianismo. É o caso do Capitão América, que ao avistar Thor pela primeira vez em Os Vingadores (2012), diz que “há apenas um Deus” e que ele certamente “não se veste dessa forma”.
O mesmo acontece com o Senhor das Estrelas. Em Vingadores: Guerra Infinita (2018), o Doutor Estranho pergunta ao líder dos Guardiões da Galáxia que mestre ele serve. Confuso, o rapaz retruca com “o que você quer que eu diga? Jesus Cristo?”, o que por sua vez leva o Homem de Ferro a entender que ele é terráqueo.
As lendas inspiradas pelos Eternos

Eternos (2021) apresentou a raça alienígena que dá nome ao filme como seres superpoderosos que chegaram à Terra 5000 anos antes de Cristo. Com a missão de proteger a Terra dos Deviantes, os heróis permaneceram no planeta, onde se misturaram a civilizações humanas na Grécia antiga, Sudeste Asiático, Índia, Américas e até Babilônia. Em contato com esses povos, eles inspiraram lendas e contos, com alguns de seus feitos sendo passados adiante como obra de deuses, anjos ou grandes guerreiros.
A mitologia egípcia de Cavaleiro da Lua

Assim como nos quadrinhos, o Cavaleiro da Lua tem ligação com Khonshu, o deus egípcio da Lua. A conexão entre os dois não ficou muito clara no primeiro episódio da série, mas nas HQs a entidade é responsável por salvar a vida do vigilante e lhe conceder superpoderes.
Além de Khonshu, o primeiro episódio também fez citação a outras entidades egípcias. A primeira delas é Ammit, a devoradora de almas, e também a Enéade, nome dado a grupos de nove deuses.
O islamismo de Ms. Marvel

Assim como o cristianismo aparece na caracterização de alguns heróis, o islamismo é parte fundamental da trama da série Ms. Marvel. A produção apresentou Kamala Khan (Iman Vellani), uma super-heroína de Jersey City que é uma garota muçulmana. A fé da garota e sua família é parte importante da história, que dedica vários momentos ao mostra-la na comunidade muçulmana criada a partir da mesquita em que frequentam.
A série recebeu elogios pela forma como mostram a heroína e sua comunidade evitando muitos estereótipos tão comuns em produções norte-americanas. Ainda assim, a produção foi criticada por indicar uma ligação entre os poderes de Kamala e os Djinns, entidades existentes na fé islâmica cuja inclusão na história foi reprovada por fãs muçulmanos da produção.
A cidade da Onipotência e os deuses gregos

Uma parte importante de Thor: Amor e Trovão se desenrola na Cidade da Onipotência. Assim como nas HQs, esse é um local secreto habitado exclusivamente por deuses, independente de sua origem. É assim que divindades terráqueas e alienígenas convivem em harmonia.
O filme destaca a presença de divindades gregas, em especial Zeus (Russel Crowe), o deus do relâmpago. Mesmo curta, a importante participação do personagem abriu as portas para que o MCU aborde mais sobre os deuses do Monte Olimpo. Especialmente considerando que vários deles têm contrapartes nas HQs em grandes aventuras da editora.