10 filmes para celebrar Dia do Cinema Nacional

De campeões de bilheteria a adaptação de quadrinhos e até filmes premiados internacionalmente

Gabriel Avila Publicado por Gabriel Avila
10 filmes para celebrar Dia do Cinema Nacional

No dia 19 de junho é comemorado o Dia do Cinema Nacional. Celebrado na data em que Afonso Segreto registrou o país em filme pela primeira vez na história, a data é perfeita para relembrar ou conhecer grandes clássicos do nosso cinema.

Com décadas de produções capazes de fazer rir, chorar, assombrar, apaixonar – e por muitas vezes tudo isso junto -, é impossível reunir em apenas uma lista o “essencial” do cinema nacional. Como esquecer o premiado O Pagador de Promessas, o surpreendente romance entre Dona Flor e Seus Dois Maridos, as controvérsias de Tropa de Elite e até o impacto educativo do curta Ilha das Flores?

Por isso, não se preocupe caso seu favorito não esteja na lista abaixo. Ela é uma celebração das diferentes faces do cinema nacional para ver ou rever neste sábado (19).

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)

Cena de Deus e o Diabo na Terra do Sol (Divulgação)

Dirigido por Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol é citado como uma das obras-primas do cinema brasileiro. O filme acompanha Manoel, um sertanejo que mata um coronel que se negou a lhe pagar o que devia. Perseguido, ele foge com sua esposa Rosa e juntos seguem o grupo liderado pelo profeta Sebastião em busca de salvação.

Marcante por sua história forte, o filme mistura várias influências para retratar aspectos da vida no sertão em um equilíbrio entre o impactante e o belo. Além de importante por si só, Deus e o Diabo na Terra do Sol é lembrado também como um dos grandes expoentes do Cinema Novo, movimento cinematográfico que retratou nas artes a conturbada vida no Brasil das décadas de 1960 e 1970.

Disponível no Telecine, Globoplay e NOW.

À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964)

Zé do Caixão em À Meia-Noite Levarei Sua Alma (Divulgação)

Ainda em 1964 foi lançado o primeiro filme brasileiro a se definir como terror: À Meia-Noite Levarei Sua Alma. O filme apresentou ao mundo o tenebroso Zé do Caixão, coveiro de uma cidade do interior que está em busca de uma mulher para lhe dar um filho e assim continuar sua linhagem.

Lançado há mais de 50 anos, À Meia-Noite Levarei Sua Alma segue chocando e inspirando um mar de amantes do horror. Escrito, dirigido e protagonizado por José Mojica Marins, que ficou para sempre conhecido como Zé do Caixão, o filme é citado como influência tanto no Brasil, quanto no exterior.

Disponível no Telecine, Globoplay, Looke, NetMovies e Belas Artes À La Carte

O Auto da Compadecida (2000)

João Grilo e Chicó em O Auto da Compadecida (Divulgação)

Adaptação literária? Temos sim, senhor! Com uma literatura tão rica quanto a brasileira, não é de se espantar que o cinema tenha produzido adaptações, que passam por clássicos como Orfeu Negro, Macunaíma e Vidas Secas. Porém, um dos mais amados filmes desse gênero é O Auto da Compadecida, que levou ao cinema a peça de Ariano Suassuna.

A comédia acompanha as confusões de Chicó e João Grilo para ganhar a vida e viver amores em uma cidade do Pernambuco povoada por padres, cangaceiros e soldados. Além de seu texto hilário e seus personagens marcantes, O Auto da Compadecida mostra como a produção nacional pode ser versátil, já que o filme é adaptação de uma minissérie inspirada na peça original.

Disponível no Telecine e Globoplay.

Cidade de Deus (2002)

Cena de Cidade de Deus (Divulgação)

E por falar em filme inspirado em livro, não há como fazer uma lista sobre cinema nacional sem citar Cidade de Deus. Clássico absoluto, o filme de Fernando Meirelles e Kátia Lund é baseado no livro de Paulo Lins, que reuniu uma extensa pesquisa no romance que tinha como objetivo denunciar a expansão da criminalidade no bairro que dá nome à publicação.

Para contar essa história que cobre mais de três décadas, Cidade de Deus chamou a atenção tanto pela força e crueza de sua história, quanto por sua qualidade técnica. Reconhecido com quatro indicações ao Oscar, o filme se tornou influente no mundo inteiro, citado como inspiração até mesmo fora do Brasil para produções como O Esquadrão Suicida, Luke Cage e o anime Tekkonkinkreet.

Disponível no Telecine e Globoplay.

Minha Mãe é uma Peça (2013)

Dona Hermínia e Marcelina em Minha Mãe é uma Peça: O Filme (Divulgação)

Não é de hoje que o brasileiro morre de amores por personagens de comédia. Além dos já citados Chicó e João Grilo, é impossível lembrar a trajetória do nosso cinema sem ícones como Jeca Tatu e os Trapalhões. Nesse quesito, poucas figuras marcaram tanto quanto a Dona Hermínia, de Minha Mãe é uma Peça.

Criada pelo humorista Paulo Gustavo com inspiração em sua própria mãe, a personagem chegou aos cinemas em 2013. Minha Mãe é uma Peça acompanha o cotidiano dessa mãezona com seus filhos Marcelina e Juliano. Com seu jeito explosivo e hilário, a personagem ganhou um lugar no coração do público, que lotou as salas de cinema nos três filmes da franquia. O terceiro, lançado em 2019, se tornou a maior bilheteria de um longa nacional na história.

Disponível no Netflix, Telecine, Globoplay e Now.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

Cena de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Divulgação)

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho acompanha o cotidiano de Leonardo, jovem cego que divide seus dias com a melhor amiga Giovana. A vida deles muda com a chegada de Gabriel, que não apenas modifica a dinâmica entre a dupla, como desperta novos sentimentos em Leo.

Adaptação do curta de mesmo nome, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho retrata de forma bela e sensível a descoberta do amor. Seguindo a tradição do cinema nacional de contar romances inesquecíveis, a produção vai além e traz como protagonista uma pessoa com deficiência LGBTQIA+, oferecendo uma nova perspectiva que não costuma ter espaço em histórias como essa.

Disponível no Netflix e Now.

Que Horas Ela Volta? (2015)

Cena de Que Horas ela Volta? (Divulgação)

Que Horas Ela Volta? conta a história de Val, uma mulher Pernambucana que há 13 anos trabalha como empregada na casa de uma família de classe alta em São Paulo. Sentindo-se culpada por ter deixado sua filha Jéssica pelo emprego, ela recebe uma segunda chance quando a garota vai à nova cidade de sua mãe prestar vestibular.

Escrito e dirigido por Anna Muylaert, o filme é um drama que se destaca nos diferentes assuntos que aborda. Protagonizado por Regina Casé, Que Horas Ela Volta? trata sobre relações familiares ao mesmo tempo em que toca em questões sociais muito presentes no Brasil. Aclamada no país, a produção foi reconhecida também em festivais internacionais como o de Sundance e Berlim.

Disponível no Telecine e Globoplay.

Bingo: O Rei das Manhãs (2017)

Cena de Bingo: O Rei das Manhãs (Divulgação)

Outro ponto importante na cultura brasileira é a televisão, e poucos filmes retratam tão bem seu impacto quanto Bingo: O Rei das Manhãs. Ambientado na década de 1980, o longa conta a história de Augusto Mendes, que fez sucesso como o palhaço Bingo em um programa de TV. Com a fama surgem os problemas, Augusto descobre que o glamour pode levar a um estilo de vida autodestrutivo.

Inspirado na história real de Arlindo Barreto, que viveu o palhaço Bozo na década de 1980, Bingo traz o retrato de uma época que não volta mais. Equilibrando o prestígio da TV com o alto preço da fama, o filme de Daniel Rezende é uma dramédia que reverencia o passado sem passar pano para seu lado sombrio.

Disponível no Telecine e NOW.

As Boas Maneiras (2017)

Cena de As Boas Maneiras (Divulgação)

As Boas Maneiras acompanha Clara, uma enfermeira contratada para ser babá do filho que a misteriosa e rica Ana espera. Conforme a gestação avança, as coisas vão ficando estranhas entre as duas, especialmente pelos hábitos da patroa em noites de lua cheia.

Dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, As Boas Maneiras é um terror maduro que mistura o cinema de monstro com fábula, aventura e ainda reserva espaço para tecer críticas sobre racismo e desigualdade social. O suspense constante misturado a efeitos especiais de primeira, tornam o filme uma experiência inesquecível e altamente recomendada para fãs de horror.

Disponível no Telecine, Globoplay e NOW.

Turma da Mônica – Laços (2019)

Cena de Turma da Mônica - Laços (Divulgação)

Muito se fala sobre como Hollywood caiu de amores pelas histórias em quadrinhos, mas isso já está acontecendo aqui no Brasil também. O maior exemplo, sem dúvidas, é Turma da Mônica – Laços, o primeiro live-action dos personagens criados por Mauricio de Sousa.

Adaptação da HQ de Vitor e Lu Cafaggi, Laços acompanha Mônica, Cascão e Magali em uma jornada para ajudar Cebolinha a recuperar seu cão Floquinho. Com uma trama simples e divertida, o filme dá vida aos personagens em uma aventura leve e engraçada que aproveita o carisma do elenco.

Disponível no Telecine e NOW.

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