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EA Games demitirá mais de 670 funcionários
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EA Games demitirá mais de 670 funcionários

CEO anunciou desligamento de 5% da equipe global e mudança de foco para os próximos anos

Arthur Eloi
Arthur Eloi
28.fev.24 às 18h42
Atualizado há cerca de 1 ano
EA Games demitirá mais de 670 funcionários
Star Wars Jedi: Survivor/Divulgação

A EA Games revelou que demitirá 5% da equipe global, ou cerca de 670 funcionários. Além disso, a empresa pretende se “afastar do desenvolvimento de futuros títulos licenciados que não acreditamos que terão sucesso nessa indústria em constante mudança”, segundo comunicado do presidente Andrew Wilson.

Até o momento, não foi confirmado o cancelamento de nenhum projeto em desenvolvimento. A empresa também pretende aposentar servidores de títulos online que já não dão mais o retorno desejado.

O objetivo é reestruturar a empresa e redobrar o foco em “franquias próprias, esportes e grandes comunidades online”, e afirma que a demissão em massa não foi resposta fácil: “Consideramos profundamente todas as opções para tentar limitar o impacto em nossas equipes.

A notícia vem no mesmo dia que a Deck Nine, de Life is Strange: True Colors, anunciou a demissão de 30 funcionários, e que a brasileira Wildlife Studios comunicou o desligamento de 130 funcionários.

Demissões na Indústria dos Games

De 2023 até agora, a indústria de games passa por uma crise trabalhista. A tendência definiu o ano anterior, mas se agravou em 2024. O novo ano ainda não teve uma semana sem notícias de grandes desligamentos em estúdios e companhias pelo mundo.

Os principais motivos comunicados pelas empresas giram em torno de reestruturação: reverter um crescimento impulsivo nos anos anteriores, que viu contratações massivas para lidar com um mercado bastante aquecido, e mudar o foco de jogos como serviço e outras tendências que já não dão retornos tão imediatos quanto antes.

O mercado continua movimentado, com bastante dinheiro fluindo. Jogos batem recordes de venda, consoles da atual geração têm grande número de usuários, e diversos games se tornam sucesso de crítica, de vendas e de público. Ainda assim, as demissões em massa acontecem.

Vários desenvolvedores, analistas e críticos apontam que o movimento não só é uma “reestruturação”, mas também uma forma de cortar custos para aumentar o lucro de acionistas e executivos.

Seja como for, a crise trabalhista na indústria de games não deve acabar tão cedo. Fique ligado no NerdBunker para todos os desdobramentos. Aproveite e conheça todas as nossas redes sociais, entre em nosso grupo do Telegram e mais - acesse e confira.

Fonte: GamesIndustry.biz

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