Jovem Nerd

NerdBunker

Jogamos! State of Decay 2 aposta no gerenciamento para se destacar em mercado saturado

Apesar de não ser possível lutar contra zumbis na vida real (ainda!), são muitas as opções para quem quer exterminar os mortos-vivos nos videogames: temos jogos em primeira e terceira pessoa, de tiro, de terror, de sobrevivência, tower defense, com aventuras épicas e até mesmo point-and-click. Parece que ano após ano aparecem mais jogos desse tema, e foi nesse mercado saturado que a Microsoft anunciou State of Decay 2, continuação do jogo de 2013, durante sua conferência na E3 2016.

Foi com esse pensamento que fui até São Francisco, EUA, jogar State of Decay 2, a convite da Microsoft, e devo dizer que saí de lá bastante surpreendida com a experiência que tive. O clima do jogo não é tão tenso quanto em outros títulos mais voltados para o terror, e sua narrativa não segue uma dupla de personagens assolados pelo fim dos tempos. State of Decay 2 desenvolve a história conforme você vai jogando, seja sozinho ou com amigos, e abre um mundo de possibilidades para que você construa seu próprio destino — quase que literalmente.

Tem algumas pessoas meio decompostas no caminho, mas faz parte

O primeiro título da franquia chegou quando zumbis ainda estavam em alta, recém-saídos das covas, e conquistou um público diferente do resto dos jogos do gênero por seu foco pesado em sobrevivência. Em State of Decay 2, a Undead Labs vai além e aprimora os pontos fortes do jogo original, entregando gráficos melhorados e um novo desafio na forma de blood plague — a praga do sangue, em tradução livre –, uma nova doença que pode complicar (e muito) seu progresso.

Richard Foge, responsável pelo design de todo o jogo, diz que, apesar do gênero estar batido, a sequência ainda tem seu espaço:

Nós [da Undead Labs] sentimos que o jeito que estamos lidando com o assunto importa, o jeito que estamos estamos lidando com jogos de zumbis é novidade. Não existe uma outra experiência de jogo que seja parecida como que estamos entregando.

E é verdade. State of Decay 2 mistura ação e gerenciamento de recursos, além de lidar com inúmeras variáveis através de seus personagens únicos. É dever do jogador montar sua própria comunidade e recrutar pessoas para ela. Cada escolha conta: existem diferentes especializações e habilidades que interferem diretamente na construção da base principal, na hora de recrutar aliados ou de matar zumbis.

Você pode jogar com qualquer personagem da sua comunidade

Foge também conta que uma das preocupações da equipe de desenvolvimento foi tornar todos os personagens que aparecem no jogo coerentes e verossímeis. “Você não vai encontrar um personagem que tem, por exemplo, asma e é um maratonista”, disse ele. O jogo conta com centenas de personagens diferentes, e você pode (e deve!) jogar com vários deles: o sistema de fadiga faz com que seja necessário trocar o personagem que se está controlando de tempos em tempos, obrigando o jogador a se colocar no lugar de diversas pessoas e conhecer suas motivações e histórias.

As personalidades de cada um também interferem na comunidade do jogador num geral — se duas pessoas tiverem personalidades conflitantes, é provável que elas discutam e que isso influencie outras pessoas que também estiverem na base.

O sistema de criação de base é muito importante, pois é nela que os personagens podem se curar, melhorar suas armas e estocar mantimentos. O jogador é responsável por tudo: é ele quem decide o que construir, o que aprimorar, quais territórios conquistar, quem será o líder, quem recrutar. Isso aumenta a dificuldade do jogo de forma exponencial, mas também faz com que cada história seja única, criada através das escolhas de cada um — e Foge disse que essa era uma parte essencial do plano.

Um dos nossos objetivos era fazer com que, especialmente para os jogadores que transmitem sua experiência para o público ou que dividem essa experiência com outras pessoas, que a história fosse única para eles. E era como se eles tivessem seu próprio programa de TV, sua própria série do que está acontecendo com aquela comunidade. E quando eles perdem alguém, queremos que todo mundo que estiver conectado com essa experiência também sinta a perda.

O diretor de design usou muito as palavras “consequência” e “perda” durante nossa conversa, mas a que mais me chamou a atenção foi a palavra “simulação”. Quando perguntei se ele achava que, no caso de um apocalipse zumbi, o jogo realmente ajudaria a melhorar as chances de sobrevivência de alguém, Foge riu e disse que nem mesmo ele, que trabalha há anos nesse universo pós-apocalíptico, estaria preparado.

Imagina ter que amassar o crânio de um zumbi assim?!

game tem um modo multiplayer cooperativo, em que até três jogadores podem entrar na sessão de outra pessoa para ajudá-la em suas missões. Quando nesse modo, cada personagem é representado por uma cor que indica quais recompensas ele pode pegar no mapa. Um jogador não pode vasculhar objetos designados para outro, o que faz o balanceamento de itens e espólios de maneira sutil, para não haver nenhum tipo de disputa. Esse clima de cooperação do modo multijogador condiz com o final de nossa conversa.

Foge afirmou que State of Decay 2 é, na verdade, um jogo sobre esperança. “É um jogo sobre esperança e perseverar no contexto desse apocalipse, como a humanidade precisa se unir para sobreviver porque não podemos fazer isso sozinhos”. Eu, por exemplo, saí de lá com as esperanças no gênero de zumbi renovadas (ou quase isso!).


Confira nosso vídeo com o gameplay do jogo!

State of Decay 2 será lançado para Xbox One e PC, em 22 de maio de 2018.

Lista de atalhos

Acesso rápido

Controles do player