Jogamos as três primeiras horas de Doom Eternal e já queremos mais!

Fomos a Nova York para testar o próximo jogo da id Software

Tayná Garcia Publicado por Tayná Garcia
Jogamos as três primeiras horas de Doom Eternal e já queremos mais!

Doom é um daqueles games que, antes mesmo de colocar as mãos, já temos uma ideia do que esperar — o que, normalmente seria considerado algo ruim por cair no previsível. Só que não aqui. A franquia desenvolvida pela id Software consegue dar a volta e usar isso ao seu favor.

Desde que foi anunciado, Doom Eternal já carregava a pressão de ser a sequência do excelente reboot de 2016. Seu antecessor surpreendeu por dar uma nova cara à franquia, então é difícil entregar algo que chegasse à altura.

Então, a pergunta que pairava em minha cabeça quando fui jogar as três primeiras horas do jogo em Nova York, a convite da Bethesda, era: “Como a sequência pode surpreender e ser tão boa quanto o reboot?”

A resposta acabou sendo bem mais simples do que eu imaginava. Doom Eternal não quer ser comparado, mas sim considerado como uma extensão do reboot, que expande suas possibilidades de jogabilidade e game design.

O inferno na Terra

O jogo está caótico, no melhor sentido possível. A trama agora se passa em uma Terra que foi invadida por demônios e restou para Doom Slayer arrumar o estrago. Comparado aos outros títulos da franquia, a história está mais elaborada e dedicada, uma vez que até mesmo o passado do protagonista começou a ser explorado.

No entanto, não é segredo que muitas pessoas se interessam por Doom pela jogabilidade e não pela história. Pensando nisso, o produtor Marty Stratton explicou que o game respeita a decisão do jogador, por isso é possível pular todas as cutscenes e só partir para a porradaria.

Mas calma, pois avançar sem pensar só vai garantir a sua própria morte! O jogador terá que enfrentar hordas extensas de inimigos variados, que vão desde humanos possuídos até enormes aranhas demoníacas, e é preciso de uma estratégia para derrotá-los.

Cada inimigo tem um ponto fraco e ainda é preciso racionar munição e gasolina para não ficar sem armas no meio da batalha. Por exemplo, alguns monstros são rápidos demais para serem atingidos, então precisam ser parados com uma granada de gelo. Já outros abrem tanto a boca, que dá a oportunidade perfeita de jogar um explosivo para ele engolir. A ideia é sempre observar e ver qual é a maneira mais rápida e eficaz de eliminar cada um.

doom eternal primeiras impressões
É preciso prestar atenção nos pontos fracos dos inimigos e ainda racionar munição

Matar, esmagar e triturar demônios nunca foi tão prazeroso quanto aqui. O combate é fluido e os comandos são intuitivos, gerando um gameplay simples, mas viciante e frenético. O jogador ainda precisa ser criativo para ser estiloso nas finalizações, porque diferentes mortes geram diferentes loots.

Ao avançar pelos capítulos, as possibilidades de combate ainda são expandidas. Isso porque os pontos de habilidade podem ser usados em modificações nas armas ou para ganhar novas habilidades e equipamentos para o protagonista.

Certos ambientes também podem ser um inimigo à parte. Algumas áreas contam com obstáculos para atrapalhar o jogador no meio de hordas. Um dos que encontrei era um local cheio de gosma roxa (que prefiro nem saber o que é), que limita a mobilidade do protagonista, tornando-o um alvo fácil.

É então que entramos em um dos elementos mais diferenciais do título, o seu game design. Algumas áreas contam com puzzles gigantes, que forçam o jogador a saltar, escalar e correr para encontrar uma saída. Esse aspecto, conforme explicou o diretor criativo Hugo Martin, foi inspirado em jogos do gênero Metroidvania, principalmente nos clássicos da Nintendo, como Metroid.

doom eternal primeiras impressões
Os gráficos do jogo me “doominaram” completamente (perdão pelo trocadilho)

O visual do jogo também está impressionante. Quando o jogador dispara em um demônio, a parte atingida despedaça, sangra e faz um estrago. É nojento e bizarramente satisfatório! Já os detalhes nos ambientes me fizeram parar alguns segundos para admirar, parecia realmente um planeta destruído por seres sobrenaturais.

No fim, Doom Eternal continua familiar por mostrar que usa a mesma “estrutura” do reboot de 2016, mas isso não acaba sendo ruim porque ele também mostra potencial para expandir os principais elementos da franquia, sem apenas ser mais do mesmo.

Desde o anúncio, a id Software bate na tecla de que esse será o melhor jogo já lançado pela desenvolvedora. Antes, eu tinha dúvidas sobre essa afirmação, mas se a versão completa manter o mesmo ritmo das primeiras horas, imagino que serei obrigada a concordar com eles no futuro. Que venha março!


Doom Eternal será lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC no dia 30 de março de 2020. Já a versão de Nintendo Switch ainda não tem data definida.