Chefão da Valve fala que pirataria é culpa do serviço, não do preço

Na semana passada, você soube de três notícias da Ubisoft que geraram uma baita discussão sobre a pirataria. A empresa estava retirando versões de PC dos games I Am Alive (que talvez ainda saia para a plataforma) e Ghost Recon: Future Soldier. A culpa seria da pirataria, que realmente afeta as games. Mas Gabe Newell, […]

Stephan Martins Publicado por Stephan Martins
Chefão da Valve fala que pirataria é culpa do serviço, não do preço

Na semana passada, você soube de três notícias da Ubisoft que geraram uma baita discussão sobre a pirataria. A empresa estava retirando versões de PC dos games I Am Alive (que talvez ainda saia para a plataforma) e Ghost Recon: Future Soldier. A culpa seria da pirataria, que realmente afeta as games.

Mas Gabe Newell, co-fundador e CEO da Valve, falou sobre o que realmente motiva a pirataria (na opinião dele). O homem por trás do megaboga Steam diz que a pirataria não é culpa de preços altos ou baixos simplesmente, e que muitas empresas só encorajam a pirataria ao criarem inconveniências para os jogadores.

“Nós achamos que há uma confusão fundamental sobre a pirataria. A pirataria é quase sempre sobre um problema de serviço, e não um problema de preço. Por exemplo, se um pirata oferece um produto em qualquer lugar do mundo, 24 horas por dia, adquirível pela conveniência de seu computador pessoal, e o provedor legal diz que o produto é travado por região, que virá para o seu país 3 meses depois do primeiro lançamento e só pode ser comprado numa determinada loja, então o serviço do pirata tem mais valor.”

“A maioria das soluções de DRM diminuem o valor do produto, seja por restringir diretamente o uso do consumidor ou por criar incerteza.”

“Nosso objetivo é criar um serviço de valor maior que os piratas, e isso foi bem sucedido para nós o suficiente para que a pirataria não se tornasse um problema para a nossa empresa. Por exemplo, antes de entrarmos no mercado russo, nós ouvimos falar de que a Rússia seria uma grande perda de tempo, porque todo mundo pirataria nossos produtos. Agora, a Rússia se tornou o nosso maior mercado em toda a Europa.”

“Nosso sucesso vem de ter certeza de que tanto nossos consumidores quanto nossos parceiros sentem que eles possuem um grande valor através destes serviços. Eles podem confiar que nós nunca nos aproveitaremos desse relacionamento que temos com eles.”

Normalmente, pensamos em nós mesmos como um serviço centrado no consumidor, em vez de centrado na produção. A maior parte das nossas decisões são baseadas em aproveitar oportunidades de rápida evolução para melhor servir nossos consumidores, e não em melhorar para ter uma melhor companhia de games ou um distribuidor digital.”

Através de todas essas ideias, o Steam continuamente faz preços promocionais muitas vezes absurdos, encorajando com que muitas pessoas comprem cada vez mais.

Via IGN


Stephan Martins
Stephan Martins tem uma relação de amor e ódio com o Steam. Que envolve seu desejo por games e a velocidade com que seu dinheiro vai embora.

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