Bleeding Edge mistura ação em terceira pessoa com competitividade entre times

Conversamos com Rahni Tucker, diretora do game

Priscila Ganiko Publicado por Priscila Ganiko
Bleeding Edge mistura ação em terceira pessoa com competitividade entre times

Bleeding Edge foi anunciado oficialmente durante a E3 2019. O novo jogo da Ninja Theory se afasta um pouco do que a empresa já havia mostrado até agora em títulos como DmC e Hellblade, focando em uma experiência multiplayer.

Com visual inspirado por grandes obras de animação japonesa e a promessa de um bom balanceamento, o jogo parece promissor também nos esports — ainda que nem tenha uma data de lançamento marcada.

Para conhecer a história de como Bleeding Edge se tornou realidade, conversamos com Rahni Tucker, a diretora do jogo, que nos contou como o projeto começou e o que podemos esperar do futuro do game.

NerdBunker: Como surgiu a ideia de criar o Bleeding Edge?

Rahni Tucker: Bleeding Edge tem ação em terceira pessoa, que é algo que eu amo fazer — aprendi a fazer isso em DmC, passei um bom tempo nisso, e queria fazer mais. Na época, eu jogava jogos competitivos e sentia que não existia esse jogo que unia o que eu gostava de jogar em casa com o que eu gostava de fazer no trabalho, e pensei “por que a gente não faz isso?”.

Dei a ideia do projeto, e três anos e meio depois o meu time ficou livre, me perguntaram se eu ainda queria fazer este jogo e eu aceitei. Então é daí que vem o jogo, da combinação de jogos competitivos com o jogo de ação em terceira pessoa.

Senti que um pouco do trabalho em equipe é mais parecido com jogos do estilo MOBA, por ter personagens corpo-a-corpo, suporte — como é balancear tudo isso?

Esse é um dos maiores desafios do jogo. Fizemos muitos protótipos no começo. Eu queria apenas duas coisas: que fosse ação em terceira pessoa e que fosse de equipes. O que funciona? Como criar algo que faça sentido? Quantos jogadores estão lutando, são 3 ou 6? Quantas habilidades temos, quais tipos de combos podemos fazer, podemos colocar personagens que atacam a distância contra aqueles que atacam corpo-a-corpo? Não sabíamos nada disso quando começamos, então testamos tudo. Tentamos todas as combinações, com mais especiais, menos especiais, tentamos com todo mundo sendo melee, testamos 6v6 e 3v3, e meio que fomos aprimorando e deixamos o jogo se tornar o que é.

Rahni Tucker, diretora de Bleeding Edge

É possível customizar os personagens, você pode falar mais sobre isso? 

Cada personagem vem equipado com três modificadores, e eles não mudam as habilidades especiais ou nada do tipo, eles fazem pequenas alterações no jeito de jogar. Quanto mais você joga com um personagem, maior será seu nível com ele, mas os níveis não fazem você ficar mais forte — eles estão ali só para marcar o progresso. Conforme você vai subindo de nível, vai desbloqueando esses mods. Eles servem para ajustar a experiência ao seu estilo de jogo. É possível mudá-los para combinar com a sua composição de time — talvez você esteja num time com dois healers, e então você decide tirar um mod de vida extra porque você já tem cura o suficiente e aí troca isso por dano extra, e não é possível juntar mais mods, você tem que substituí-los.

Como o jogador consegue esses chips?

Jogando. Quando você sobe de nível com um personagem, você ganha um mod para ele. Eventualmente, é possível ter todos os chips. E se o jogador pegar um e decidir que nãogosta dele, poderá destruí-lo para pegar um pouco de material e construir um novo. Uma das moedas do jogo, a azul, é usada para isso, para construir mods. Se você pegar um mod repetido, ele será transformado em partes pega dois mods repetidos, ele te dá essa moeda azul no lugar. O jogador pode salvar até três combinações diferentes, e pode trocar entre elas durante o jogo.

Enquanto estava jogando, fui atropelado por um trem…

Ah, o trem. Ele é divertido! Descobrimos que o que funciona muito bem é ter esse tipo de ameaças do próprio mapa no jogo para causar uma disruptura nos objetivos. Se há um time inteiro no objetivo, é muito difícil começar uma luta contra ele porque ele tem a vantagem da posição fixa. Então jogamos isso como um fator externo para quebrar essas situações e criar uma oportunidade para os times que estão tentando voltar para a partida. Também é possível usar o trem para ir de um ponto a outro do mapa.

E sobre os modos de jogo? Jogamos o controle de objetivo…

Além desse, teremos mais um no lançamento do alfa técnico, chamado de Power Collection. O modo é composto por duas fases: em uma delas os times coletam Power Cells ao redor do mapa, e na segunda fase aparecem entre uma e três dropzones para que os jogadores entreguem essas Cells. Caso um jogador que esteja carregando Power Cells seja abatido, os outros poderão pegar as Cells que estavam com ele.

Essa demonstração teve dez personagens disponíveis — quantos serão no lançamento?

Nós vamos lançar o alfa técnico com dez personagens, mas colocaremos mais no futuro.

Bleeding Edge ainda não tem uma data de lançamento definida, mas seu alfa técnico está marcado para 29 de junho.


Matéria feita com informações de Jefferson Kayo, direto da E3 2019, em Los Angeles.