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Warcraft III é um dos pilares do gênero RTS; saiba mais sobre a franquia
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Warcraft III é um dos pilares do gênero RTS; saiba mais sobre a franquia

O game influenciou diversos outros títulos ao longo dos anos

Eidy Tasaka
Eidy Tasaka
28.jan.20 às 10h55
Atualizado há mais de 1 ano
Warcraft III é um dos pilares do gênero RTS; saiba mais sobre a franquia

O lançamento de Warcraft III: Reforged chega para preencher uma lacuna no coração dos fãs da série, dezoito anos depois da versão original. O título, que recria Warcraft III: Reign of Chaos e sua expansão, The Frozen Throne, traz gráficos aprimorados e um modo campanha com mais de 60 missões, perfeitos para jogadores que não puderam experimentar a versão original e também para os mais saudosistas. Eu me encaixo no segundo grupo e aproveitei a oportunidade para fazer um pequeno tour pela história da série.

Primeiros passos em Azeroth

Conheça a história da franquia Warcraft Imagem do primeiro Warcraft, lançado em 1994

Humanos e orcs estão em pé de guerra no mundo de Warcraft desde 1994, quando o primeiro título da série foi lançado. Mesmo sem ser o pioneiro no gênero de estratégia em tempo real (RTS), Warcraft: Orcs & Humans aproveitou todo o legado de Dune II (Westwood) e Herzog Zwei (Technosoft) para se transformar em um marco na história dos jogos.

Sua continuação, lançada no ano seguinte, foi ainda mais fundo. Warcraft II: Tides of Darkness foi febre nas jogatinas em rede e online, e tornou o gênero muito mais popular. Seu sucesso foi tamanho, que Warcraft II chegou a ganhar versões para Sega Saturn e PlayStation, além de uma expansão, chamada Beyond the Dark Portal.

Conheça a história da franquia Warcraft Warcraft II: Tides of Darkness, de 1995

Criar seu povoado, controlar e expandir seus exércitos, tudo isso com poucos cliques, pode parecer simples. Entretanto, a magia do gênero está no número quase infinito de variantes com que o jogador precisa se preocupar, gerenciando construções, soldados e recursos naturais. Um bom jogo de RTS funciona como uma espécie de xadrez em que você não sabe quais peças terá disponíveis desde o começo da partida. Em vez disso, você precisa criá-las manualmente, antes de começar a jogar. Uma pequena decisão equivocada põe em risco toda a sua estratégia. Como não gostar disso?

Apesar do sucesso da franquia, a Blizzard tirou o pé do acelerador e investiu em outros games igualmente aclamados como Diablo, de 1997, e StarCraft, outro ícone do gênero RTS, lançado em meados de 1998. Houve tempo ainda para que Diablo recebesse uma continuação, em junho de 2000, antes do anúncio oficial de Warcraft III: Reign of Chaos.

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O lançamento de Warcraft III

O terceiro título da franquia foi lançado em julho de 2002, com o objetivo de reconquistar o topo do gênero RTS. Nesses sete anos de hiato, o mercado recebeu uma enxurrada de games que bebiam da fonte de Warcraft. O novo lançamento passou a concorrer com jogos das séries Command & Conquer (Westwood), Age of Empires (Ensemble/Microsoft), Total Annihilation e outros nomes de peso.

Warcraft III também trouxe uma mudança importante que corrigiu com excelência uma das principais críticas com relação aos dois títulos anteriores: a similaridade entre as unidades humanas e orcs. Nas versões anteriores, os games não levavam em consideração peculiaridades de cada povo, como se fossem apenas skins diferentes de um mesmo personagem.

Facções disponíveis no jogo

Conheça a história da franquia Warcraft As quatro principais facções de Warcraft III

O jogador agora pode escolher entre Humanos, Orcs, Mortos-Vivos, Elfos Noturnos e Nagas – esta última, apenas no modo campanha. Cada facção lida de forma diferente com o uso de recursos, suas unidades e com o terreno ao seu redor. As construções dos Elfos Noturnos, por exemplo, podem se mover livremente pelo mapa, mesmo que lentamente. Dessa forma, você pode proteger melhor as suas unidades e minimizar os danos de ataques adversários.

Outra peculiaridade interessante vem dos Mortos-Vivos, que corrompem o solo conforme vão se expandindo. Algumas de suas construções só podem ser criadas em terrenos cujo solo esteja contaminado. Essas minúcias já haviam sido implementadas em StarCraft e caíram como luva no universo de Warcraft. Confira todas as facções disponíveis no jogo:

Humanos

Conheça a história da franquia Warcraft

Pensando nas mecânicas, essa é a raça que mais se aproxima das versões anteriores na franquia. Representando a tradição da Aliança, humanos, elfos e anões lutam juntos para proteger Azeroth e Lordaeron.

Orcs

Conheça a história da franquia Warcraft

Corrompidos pela magia da Legião Ardente, os Orcs foram atraídos para o mundo de Azeroth através de um portal dimensional, para entrar em guerra com a Aliança. Suas unidades possuem alto poder de defesa e suas construções possuem espinhos, capazes de causar danos nos inimigos. Eles lutam ao lado de trolls e taurens.

Elfos Noturnos

Conheça a história da franquia Warcraft

A primeira raça a despertar no mundo de Warcraft e os primeiros a estudar magia, milênios antes dos eventos do primeiro jogo da série. Os Elfos Noturnos têm como aliados as dríades, hipogrifos e outros seres das florestas. Suas construções podem caminhar pelo mapa e seus peões são espíritos que não derrubam as árvores, apenas extraem sua essência. À noite, os soldados dessa facção recebem bônus em regeneração e poder de camuflagem.

Mortos-vivos

Conheça a história da franquia Warcraft

Um exército de cadáveres, almas penadas e outras abominações, criado pela própria Legião Ardente para trazer terror à Azeroth. Governados por Ner’zhul, senhor do reino gelado de Northrend, e posteriormente por uma versão corrompida de Arthas, ex-príncipe de Lordaeron. Quando seus soldados estão sobre o solo contaminado pela peste, ganham bônus em regeneração.

Nagas

A facção dos mares, formada por seres que se assemelham a tritões. Só podem ser controlados pelo jogador durante o modo campanha.

Além das unidades básicas, Warcraft III trouxe personagens únicos, cujas habilidades são mais poderosas e decisivas nas partidas. Conhecidos como Heróis, eles seguem um esquema similar aos de jogos de RPG tradicionais, com barra de experiência, aumento de nível e uma árvore de habilidades, que pode ser desbloqueada e aprimorada. Eles também podem coletar itens mágicos que melhoram seus atributos e ainda influenciar diretamente as unidades que estão ao seu redor, aumentando status ou com bônus de regeneração.

Pelos mapas, além dos combates contra os inimigos, também é possível encontrar criaturas controladas pelo computador, que dão experiência aos heróis quando derrotadas e guardam tesouros bastante úteis em sua jornada.

A história resumida de Warcraft III

A campanha de Warcraft III é dividida em capítulos, sempre com uma das facções em destaque. Após uma breve introdução ao universo da série e suas mecânicas, você assume o controle de cada uma das raças em uma série de missões. O mesmo recurso é utilizado na expansão The Frozen Throne, que foi lançada um ano depois da versão básica.

Diferente dos jogos anteriores, em Warcraft III a guerra não envolve apenas humanos e orcs, mas uma força muito maior e mais devastadora, a Legião Ardente. Seu primeiro passo para destruir Azeroth é enfraquecer suas defesas, e para isso, foi enviado um grande exército de mortos-vivos.

Pelo lado dos humanos, o jovem Príncipe Arthas decide investigar a contaminação do solo e propagação da peste nas aldeias mais próximas. Com a ajuda de Jaina Proudmoore, o paladino descobre que a infestação é fruto da influência de Mal’Ganis, um Dreadlord. Contudo, o que Arthas não esperava é que a contaminação começasse a transformar os homens em mortos-vivos, aumentando ainda mais o exército inimigo. Vendo-se sem muitas opções, e contrariando os desejos do seu povo, Arthas é obrigado a dizimar os aldeões, antes que eles terminem de se transformar.

Tomado pelo desejo de vingança, o príncipe parte em uma jornada aos extremos para derrotar Mal’Ganis, mesmo que o preço seja a sua própria alma. Assim, ele parte para as terras geladas do Norte atrás da espada Frostmourne, que pode ajudá-lo a derrotar o Dreadlord, mas cobrará um alto preço por isso. Assim que Arthas derrota Mal’Ganis, ele automaticamente perde a pouca sanidade que o restava e decide passar para o lado dos mortos-vivos e da própria Legião Ardente.

Ao mesmo tempo, os poucos orcs que ainda vivem em Azeroth, liderados pelo Xamã Thrall, e os Elfos Noturnos, liderados por Tyrande Whisperwind, entendem que a sua real batalha é contra a Legião Ardente, formando assim uma grande aliança para deter um mal maior.

O legado

Mesmo depois de tantos anos após o seu lançamento, o modo multiplayer de Warcraft III: Reign of Chaos manteve um público fiel e recebe mapas novos diariamente, feitos através do editor de mapas incluso no game, que são postados em sites especializados, como o Epic War.

Também surgiram nas jogatinas de Warcraft III as primeiras partidas de DotA (Defense of the Ancients), com um mapa adaptado que deu origem ao gênero de arena de batalha multiplayer online (MOBA). Daí nasceram clássicos imediatos como o próprio Dota 2 (hoje propriedade da Valve Corporation) e League of Legends (Riot Games). Enquanto isso, a Blizzard apostou suas fichas em Heroes of the Storm, que reúne personagens dos universos de Warcraft, Diablo e StarCraft.

E assim concluímos o nosso breve passeio por Azeroth e pelo mundo de Warcraft III. Pincelamos algumas informações básicas, mas é óbvio que esse universo é muito maior e repleto de informações. Conhecer a fundo cada uma das facções e seus Heróis é fundamental para ser bem sucedido em suas jogatinas, além de abrir um mar de novas informações a cada partida. Warcraft não criou o gênero dos RTS, mas certamente é um dos pilares de um gênero muito rico, em especial nos PCs.

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Warcraft III: Reforged já está disponível para compra nas versões Standard (R$79,00) e Spoils of War (R$159,00). A segunda traz alguns itens extras que podem ser utilizados em Warcraft III e em outros jogos da Blizzard, como Overwatch, StarCraft II e World of Warcraft. Ambos os pacotes dão acesso imediato às versões clássicas de Warcraft III.


Eidy Tasaka é o editor e criador da Revista Jogo Véio, publicação impressa voltada para os jogos retrô. Coleciona revistas de games desde a infância e tem um carinho especial por JRPGs.

O texto não reflete necessariamente a opinião do Jovem Nerd ou do NerdBunker.

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