Immortals: Fenyx Rising apresenta a mitologia grega com humor e uma jornada heróica

Jogamos as primeiras horas do jogo, domamos um unicórnio e ajudamos Afrodite

Priscila Ganiko Publicado por Priscila Ganiko
Immortals: Fenyx Rising apresenta a mitologia grega com humor e uma jornada heróica

Apresentando uma jornada do herói (ou heroína) com altas piadas infames e referências à histórias famosas da mitologia grega, Immortals: Fenyx Rising aposta em comédia para se diferenciar de outros jogos de mundo aberto.

Depois de testar o game pela primeira vez em setembro (confira aqui nossas primeiras impressões), participamos de uma nova demonstração e tivemos quatro horas para explorar toda a vastidão das primeiras áreas e missões da campanha.

O início da sessão foi justamente com o começo de Immortals: Fenyx Rising. Uma cutscene apresentou o titã e vilão do jogo, Tifão, e também os narradores da aventura: Zeus e Prometeus. Além de contar um pouco da história de cada um dos personagens, a introdução aproveita para dar o tom cômico do game.

Apenas uma conversa amigável (?) entre Zeus e o titã Prometeus

O jogador pode personalizar Fenyx, a personagem protagonista, mudando gênero, tom de pele, cor de cabelo e penteado, entre outras opções. O visual também pode ser alterado no meio da campanha, e é refletido nas cenas animadas.

Fenyx inicia sua jornada com uma constatação aterrorizante: quando acorda, está sozinha e todos seus companheiros viraram pedra. O histórico da personagem até ali é contado enquanto vamos ajudando-a a encontrar armas e a se defender dos inimigos. Apesar de ser apenas uma escudeira sem experiência em batalhas, seu irmão, Ligyron, era um soldado reconhecido por sua bravura e tinha uma espada sagrada dada por Aquiles — e é essa a espada que a protagonista usa para lutar.

Enquanto explora os arredores, Fenyx se depara com uma câmara misteriosa que a leva para o Tártaro, uma dimensão paralela cheia de quebra-cabeças para resolver. Completando os desafios, a recompensa é um fragmento do Raio de Zeus, que pode ser utilizado para comprar aprimoramentos mais para frente.

A primeira área, Simpléglades, é relacionada ao deus Hermes e funciona como um grande tutorial, mas não demora muito para que o jogador consiga completar a missão principal da região e passe para a próxima, chamada de Vale da Eterna Primavera.

Vale da Eterna Primavera

Chegando nessa área, é possível sentir a dimensão do game. O vasto mapa conta com variações de terreno, belas construções, segredos e inimigos espalhados por toda parte, claro. Os campos verdejantes possuem uma boa dose de recursos coletáveis, como frutas e cogumelos que podem ser utilizadas para criar poções.

É na região que somos apresentados ao Salão dos Deuses, local que serviu de morada para as divindades antes que Tifão acabasse com eles. O Salão funciona como uma base de operações para o jogador, que pode comprar itens, aprimorar habilidades, mudar sua aparência e fortalecer Fenyx usando materiais encontrados ao longo da jornada.

O Salão dos Deuses já viu dias melhores…

Cada região possui uma estátua do deus que a representa, e subindo nessas estátuas o jogador libera o mapa do local e encontra pontos de interesse — como a sincronização da franquia Assassin’s Creed.

Caso você queira descobrir se há recursos ou desafios por perto, não é obrigatório estar em uma estátua para procurar possíveis objetivos — Fenyx é capaz de usar um “zoom especial” de qualquer lugar, embora seja recomendado subir em algum lugar alto, como um telhado ou montanha, para ter uma visão mais ampla do local.

Se na primeira vez que testei o game estava enfrentando construtos e máquinas nas terras de Hefesto, desta vez meus adversários eram criaturas mitológicas como ciclopes e harpias.

E por falar em criaturas saídas diretamente dos contos e lendas, um dos destaques da minha sessão de gameplay foi, sem dúvidas, encontrar e domar um unicórnio.

Fenyx cavalgando um unicórnio roxo, o que mais eu poderia querer?!

O unicórnio é uma montaria única e épica, contando com mais vigor e permitindo que o jogador use a corrida por mais tempo. Também domei um Pégaso no primeiro mapa e, levando em consideração que usei um cavalo mecânico na demonstração da região de Hefesto, é bem possível que o jogo final tenha um para cada área.

Progressão

É possível ajustar a dificuldade do game. Para quem quer apenas conhecer o enredo de Immortals: Fenyx Rising, há uma opção de dificuldade de “história”, além das tradicionais Fácil, Normal e Difícil. Há um nível adicional chamado de Pesadelo, mas não estava disponível na demonstração. As minhas impressões foram escritas com experiências na dificuldade Normal do jogo.

A promessa é de que todas as áreas estarão acessíveis desde o começo, mas isso não significa que você consiga andar livremente por aí sem se deparar com monstros muito mais fortes do que você, por exemplo. A força dos inimigos é indicada pela “cor” do brilho deles — encontrei inimigos com brilho vermelho, azul e verde.

Esse javali era mais poderoso dos que eu havia enfrentado, e não estava feliz em me ver…

Até mesmo em Simpléglades, que é a primeira região, há inimigos de nível elevado em alguns lugares, portanto, é importante estar sempre ciente do seu poder de luta ou disposto a tentar novas estratégias para entrar em combate com oponentes mais poderosos.

A evolução da personagem leva tempo e investimento de recursos, e são necessárias boas doses de exploração e coleta de materiais para que o jogador consiga evoluir Fenyx e lutar de igual para igual contra todos os inimigos, as sombras e Tifão.

Porém, há várias maneiras de melhorar a protagonista, como coletando Ambrosia ou se empenhando em aprimorar as armas, armaduras e habilidades. O foco em exploração tira um pouco da necessidade de sair por aí dando espadadas em todo mundo e recompensa o jogador por resolver mistérios, solucionar quebra-cabeças ou simplesmente escalar bem alto.

Mitologia

Immortals: Fenyx Rising tem um bom gameplay, combate divertido e desafiador e um visual ótimo, mas seu grande diferencial é todo o universo de contos e lendas em que se apoia.

Com a quantidade de adaptações, releituras e conteúdo produzido em cima de elementos da mitologia grega, é bastante improvável que alguém chegue ao game sem nenhum conhecimento sobre Zeus, Hades e as outras divindades que compõe o panteão. E, mesmo se esse fosse o caso, acredito que essa pessoa sairia de Immortals: Fenyx Rising querendo saber mais.

Depois de ajudar Afrodite, ela me deu uma mãozinha – quase literalmente

As histórias clássicas aparecem adaptadas, resumidas de forma mais simples ou até mesmo na íntegra — algumas até mesmo viraram animações dentro do jogo — e as referências são apresentadas ao jogador com frequência.

Criaturas, monstros e figuras importantes da mitologia também aparecem no jogo. Górgonas, minotauros e lutadores como Aquiles e Dédalo são representados no game como inimigos e inspirações para as armas e armaduras.

Há referências até mesmo às controversas e, por vezes, sanguinárias, criações dos deuses. Uma das missões que completei na demonstração pedia para que recriasse o nascimento de Afrodite. Quem conta a versão do jogo é Zeus, mas o titã Prometeus deixa bem claro que a história é, na verdade bem diferente e mais violenta (sim, eu fui procurar logo depois da sessão de jogatina).

Para desvendar as lendas da Grécia e ajudar os deuses a se livrarem de Tifão, porém, os jogadores terão que esperar até o dia 3 de dezembro, quando Immortals: Fenyx Rising chega aos consoles e PC. Versões para a geração atual e a próxima estão confirmadas, além de uma versão para Google Stadia. Legendas e dublagem em português do Brasil estarão disponíveis desde o lançamento.