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League of Legends | Iniciativa universitária incentiva faculdades a terem clubes de esports

A iniciativa universitária de League of Legends chamada de UNILoL está rendendo frutos — até mesmo sendo tratado como estágio em uma faculdade de Minas Gerais.

Com mais de 87 clubes registrados no programa, que tem pouco mais de um ano, a história da FUMEC (Fundação Mineira de Educação e Cultura) ganha destaque justamente por oferecer uma remuneração para os alunos que fazem parte do time de esports da faculdade. Os atletas ganham um salário referente a estágio e o benefício de vale-transporte. A atividade também conta para as horas complementares obrigatórias, e pede disponibilidade para viagens eventuais.

Estudantes dos cursos de Computação Gráfica, Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Sistemas de Informação EAD, Gestão da Tecnologia da Informação, Jogos Digitais e Redes de Computadores podem participar das seletivas para o time. É necessário também ter disponibilidade de horários durante a semana — de segunda a sexta, das 12h às 18h — para poder participar.

O time atualmente é composto por seis jogadores, que também atuam como seus próprios técnicos — a universidade até tentou outro modelo, mas acabou mudando. “No primeiro semestre da equipe, contratamos cinco jogadores e um treinador (que também tinha a função de reserva quando necessário). Mas esse modelo não se mostrou muito eficiente, então adotamos outra estratégia. O técnico passou a treinar juntamente com os outros jogadores e era utilizado dependendo da estratégia da equipe. E a sua função de técnico foi substituída por uma construção colaborativa da equipe, onde todos participam desse desenvolvimento”, diz Allan Borges, responsável pela coordenação do projeto da FUMEC, que completa um ano em novembro de 2017.

Arthur Mares, de 23 anos, estuda Ciência da Computação e está no time há pouco mais de 1 ano. Jogando na selva, ele compartilha de várias vitórias e boas colocações em campeonatos: 5º lugar na TUES, 3º na Campus Party 2016 e 1º lugar na LUE Summer Cup. Além disso, ele revela que tentou a vida de jogador profissional entre os anos de 2012 a 2014, quando mal existia o CBLoL. “Conheço toda a galera da época”, diz ele. “Alguns são amigos meus até hoje”.

Arthur conta como é o processo de seleção para entrar na equipe. “O processo seletivo foi composto por 3 etapas. A primeira era análise de perfil do jogador. A segunda era teste individual de habilidade e a terceira era teste em grupo com outros possíveis parceiros de time”. Ele também fala que os treinos, apesar de sempre durarem seis horas, são bem flexíveis e funcionam tanto como um espaço para melhorar as habilidades individuais quanto treinar em equipe.

A iniciativa mineira é uma dentre muitas outras que estão surgindo com o UNILoL, e a ideia é que isso continue crescendo. Fabricio Santos, especialista em projetos da Riot Games Brasil, falou um pouco sobre o projeto:

Entre os objetivos do UNILoL está instigar as universidades a, no futuro, oferecer bolsas para jogadores de esports, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento esportivo, bem como ocorre com os esportes tradicionais. Acreditamos que incentivar a criação de clubes universitários de LoL engaja a comunidade de estudantes, que passam a transitar neste momento da vida em um outro ambiente social. Nesse sentido, apoiamos torneios universitários e desenvolvemos programas que auxiliem na formação profissional dos estudantes. Desde o início do projeto, estamos nos aproximando das equipes de esports no cenário universitário e incentivando os diretórios acadêmico a criar seus clubes. Recentemente, anunciamos apoio à Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), que levará League of Legends ao JUBs 2017 (Jogos Universitários Brasileiros).

E os times universitários de League of Legends estão começando a ganhar mais espaço: um torneio com quatro times convidados foi realizado durante a Brasil Game Show 2017, e teve como campeã a equipe da UFBAC, a Storm.

O time universitário conquistou a premiação de R$ 7 mil, após disputar partidas contra a Unicamp Tritons e a grande final contra a UTFPR WasDevils — tudo isso sem perder um jogo sequer.

A iniciativa do UNILoL é recente, mas já está se provando valiosa — alguns ex-jogadores profissionais voltaram a estudar e participam dos clubes, enquanto outros profissionais estão sendo formados e ganhando experiência no ramo dos esportes eletrônicos. Além disso, os pais estão aceitando melhor a “jogatina” dos filhos e compreendendo melhor esse novo mercado.

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