Jovem Nerd

E3 2017 | Nintendo se destaca; novo formato, aberto ao público, veio para ficar

Antes de entrar, perguntei se a fila “era aquela gigante mesmo?” e o pessoal do credenciamento respondeu com simpatia: “É, sim! Mas é só enquanto o evento está fechado, quando o evento abrir, ela desaparece.”.

Entrei com todo mundo, no meio do caos – que não é nada comparado ao CAOS mesmo (com letras maiúsculas, que se enfrenta em estádios de futebol ou grandes shows). É um caos pequeno, humilde, organizado, recheado de “I’m sorry” a todo instante.

A fila realmente sumiu, como previu o pessoal do credenciamento – muitas portas de entrada verificando apenas os crachás, liberando rapidamente e, minutos depois, o trânsito estava livre. Mas parece que a multidão se concentrou em outro lugar logo no início do evento: no estande da Nintendo! Precisamente, nas filas para jogar Super Mario Odyssey.

O tal destaque da E3…

Se for para escolher, se tiver a obrigação de escolher mesmo uma empresa destaque, a Nintendo leva esse “prêmio”. O melhor estande, mais bonito e interativo, preparado para o novo formato da E3 (aberto ao público). Vale ressaltar que não foi essa maravilha desde o primeiro dia, quando, apesar do esforço e da imponência da Big N, a desorganização era notória com pessoas amontoadas e desorientadas. A “magia da praticidade norte-americana”, no entanto, solucionou a questão com nichos para as filas e mais pessoal dedicado apenas a organizar tudo.

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Sem dúvida, Super Mario Odyssey foi o responsável por essa loucura (foi também o tema da decoração do estande, de maneira geral). Cada pessoa tinha dez minutos de demo para testar, ou seja, seis pessoas por hora. Então, se realmente quisesse jogar o novo da Nintendo, teria de esperar, no mínimo, duas horas. O mesmo não valia para os outros jogos como Splatoon 2Pokkén Tournament DX, entre outros.

Impossível não citar também o estande da Warner Games, com um dragão incrível (você poderia montar e tirar uma foto) para promover Shadow of War; as filas gigantes para jogar Call of Duty WWII e Destiny 2 na Activision; o estande da Playstation com o helicóptero do Spider-Man e apresentações (muito pontuais) de parte dos jogos anunciados em teatros especiais para o público; o enorme estande da Microsoft mostrando o Xbox One X e os títulos anunciados na conferência; além da Ubisoft, que montou um espaço amplo, com exposição de figures e, claro, jogos para experimentar.

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Spider-Man foi um dos destaques da E3

Público X Imprensa

Essa foi a primeira edição do evento aberta ao público. Foi também a minha primeira E3 in loco, então não seria justo comparar com edições anteriores com base em outros textos e experiências. Por isso, segue a minha visão:

O público sempre quis ir ao evento: é o maior do mundo exclusivamente de games. Era uma evolução natural, uma demanda crescente e uma mudança inevitável para a feira. Conversei com pessoas de outros países e norte-americanos de outras cidades que viajaram horas (do mesmo jeito que acontece no Brasil) só para pegar um autógrafo na capa de algum jogo ou tirar uma foto e se emocionaram ao ver os ídolos no Coliseum, enfrentaram filas enormes para pegar brindes… Enfim, tudo aquilo que os fãs sempre fazem.

Mais gente, mais filas, claro — o que não quer dizer mais bagunça: vi um evento organizado, mutável, se adaptando e corrigindo problemas em tempo real, sem deixar para o “ano que vem”.

O que estava errado, era corrigido no mesmo dia. A área em frente ao estande da Activision, por exemplo, estava intransitável porque as pessoas paravam na curva que vinha adiante para assistir aos jogadores. Isso aconteceu uma vez. Mais tarde, já havia pessoal para fazer a multidão caminhar de forma fluida. Não dava para aumentar o corredor durante o evento, mas o que era possível ser feito para melhorar em tempo real a experiência, eles faziam.

Estande da Ubisoft “tranquilão”

A imprensa não teve acesso diferenciado, como disse no começo do texto, então, acredito que todo mundo teve suar mais um pouco para conseguir cumprir a agenda transitando em meio a multidão, mas nada que alguns “excuse me” não resolvesse… Comer alguma coisa entre um compromisso e outro foi complicado: melhor segurar a fome e aguentar até o fim do dia, com tudo menos cheio — o que de fato aconteceu em todos os dias: 16h em diante, sempre sem filas!

E 2018?

Tudo indica que o formato aberto ao público será mantido e ampliado. Então, teremos uma E3 ainda mais bonita, possivelmente com menores filas para experimentar os jogos (torço que coloquem mais estações para as pessoas jogarem) e uma experiência melhor para público: o evento será mesmo para o público, muito mais do que para imprensa.

Ao final, estava sentado em algum lugar que achei para sentar (e que não faço ideia onde foi), quase sem energia, quando o anúncio de encerramento começou. Uma voz animada por cima de uma música alta se despedia do público e já convidava para a próxima edição (que será de 12 a 14 de junho de 2018).

Mas, para falar a verdade, nem precisava de convite.

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