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E3 2017 | Entrevistamos Xavier Manzanares, de Mario + Rabbids Kingdom Battle

Estamos aqui em Los Angeles para cobrir a E3 2017 e tivemos a oportunidade de entrevistar Xavier Manzanares, um dos produtores de Mario + Rabbids Kingdom Battles. Na conversa, falamos sobre como essa ideia surgiu, sobre a zuera sem fim no jogo e também um pouco sobre representatividade feminina:

Jovem Nerd News: Deve ser uma grande responsabilidade trabalhar com duas franquias grandes como Mario e Rabbids, você está com medo da reação do público, como você se sente com isso?

Xavier Manzanares: É verdade, é louco, mas estamos trabalhando no jogo há mais de três anos, desde o começo percebemos que são duas IPs grandes, somos fãs das duas. Mas quando começamos a trabalhar nessa ideia, lembro muito bem que tínhamos um grande pôster com todas as funcionalidades que queríamos apresentar para o Sr. Miyamoto e sua equipe, também tínhamos um protótipo que já funcionava muito bem, mesmo há três anos. Desde então, nós e a Nintendo temos um respeito mútuo e eles amam o jogo, nos dão feedback construtivo, testam o jogo, eles são parte do time. Então, está indo tudo bem. É assustador trabalhar com o Mário, mas estamos construindo algo forte, no final temos muito respeito uns pelos outros.

JNN: Como surgiu a ideia? Foi a Ubisoft? Como veio esse conceito de misturar as duas franquias?

XM: Na Ubisoft, sempre temos um jogo pronto para quando um novo console da Nintendo é lançado, sabe? Zombie U, Rabbids, Just Dance e agora Mario + Rabbids Kingdom Battle, temos uma boa relação com a Nintendo. Quando o Sr. Miyamoto disse que amava os Rabbids, ele disse que teríamos de fazer algo inédito e surpreendente. Então começamos a pensar nisso, não queríamos fazer um Mario Kart com os Rabbids, não queríamos um jogo de luta, então chegamos nesse conceito com a equipe. Então decidimos fazer o tipo de jogo que gostamos e funcionou…três anos depois estamos aqui.

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JNN: É um jogo muito divertido, com personagens que fazem piadas entre si, como essa parte funciona? Existe um time de roteiristas por trás dessa comédia?

XM:  [risos] Quando começamos a pensar em juntar Mario e os Rabbids, imaginamos o que isso poderia ser. Fizemos brainstorms e começamos a rir, pensando em como Mario reagiria se visse um Rabbid e como um Rabbid reagiria se visse o Mario. Podemos dizer que Mario é um herói de verdade, ele quer salvar o mundo. E os Rabbids não se importam muito, eles só querem seguir o Mario. E fomos pensando a partir disso, não queríamos que os Rabbids fossem coadjuvantes, eles são personagens e tudo o mais. O jeito que eles olham um para os outros, muito do humor vem da animação. Foi assim que começou, o Sr. Miyamoto gostou muito, ele gosta muito de animações e monitorou todo o processo. Quando olhamos para o jogo hoje, eles funcionam bem juntos.

JNN: Na conferência vimos algo muito importante: Peach tem uma arma. Ela atira e consegue se defender sozinha, isso é um reflexo dos tempos em que vivemos, com movimentos sociais pedindo igualdade entre os gêneros e tudo o mais?

XM: Eu não posso falar pelas mulheres que trabalham na Nintendo e nem pela própria Nintendo, mas desde o começo queríamos que Peach fosse uma personagem jogável e começamos a pensar no que ela poderia fazer. Ela pode pular muito longe, ela é forte, ela é uma das personagens que usa uma escopeta, uma arma muito poderosa. Ela é uma personagem avançada, o jogador precisa ser bom para controlá-la. Ela pode ser usada para defender outros personagens e o próprio reino, nos apaixonamos por esse conceito. Estamos muito felizes por esse conceito.


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