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E3 2017 | Conversamos com a equipe criativa de Assassin’s Creed Origins

A cobertura da E3 2017 não para! Tivemos a oportunidade de conversar com Ashraf Ismail, diretor de Assassin’s Creed Origins e com Julien Laferriere, produtor do jogo. Na entrevista, falamos sobre a reação dos fãs, sobre o sotaque do Antigo Egito e sobre a experiência de se jogar o game em um Xbox One X ou em um PlayStation 4 Pro.

Jovem Nerd News: Estávamos conversando ali nos bastidores e eu disse que você era como um astro de cinema, você trabalha três anos em um jogo e faz turnê, entrevista, muitas pessoas te perguntam a mesma coisa. Como você se sente com isso?

Ashraf Ismail: Cara….como é bom poder falar do jogo finalmente! Três anos e meio é muito tempo, trabalhamos nisso e queremos que as pessoas vejam, joguem, estou agora numa parte muito legal do trabalho!

JNN: É o décimo aniversário da franquia, as pessoas amam, Assassin’s Creed tem uma base incrível de fãs e tudo o mais. Por que escolher o Egito como cenário?

AI: Nós queríamos dar um novo começo para Assassin’s Creed, não em termos da mitologia, queríamos reinventar a experiência do jogo, criar um jogo autêntico e coerente com os outros. Então decidimos mostrar a origem da Ordem dos Assassinos, uma história de origem. Então pensamos no berço da civilização, esse lugar vibrante que é o Egito. Eu fiquei muito feliz, porque queria levar a franquia para lá há muito tempo. É um lugar incrível, algumas das maiores conquistas da humanidade surgiu lá. Até hoje o Egito tem uma atmosfera que desperta algumas imagens no inconsciente das pessoas, e jogar com isso e colocar esse misticismo, mostrando como esse lugar ajudou a Ordem a nascer, é incrível. Temos muitos animais, cenários novos. Fez sentido para nós.

Julien Laferriere: O Egito estava na nossa cabeça desde o começo, desde quando terminamos Black Flag. Sabemos que os fãs gostam de especular onde o próximo jogo vai se passar e sabíamos que o Egito era um dos mais pedidos. Mas queríamos fazer do jeito certo, precisávamos de tempo, o antigo Egito é incrível, com grandes cidades, com diferentes biomas. E queríamos fazer isso direito. Precisávamos de tempo para fazer esse grande país parecer vivo.

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JNN: Muitas vezes, algo sobre algum jogo vaza e os fãs reagem, alguns amam, outros odeiam. A reação do público na internet influencia o jogo de alguma forma?

JL: É o décimo aniversário de Assassin’s Creed, temos uma boa base de fãs que se engajam conosco. Eles fizeram livros, enciclopédias. Eles são ótimos. É sempre bom encontrar um fã que conhece e gosta do seu trabalho. Quando lançamos um jogo, sempre lemos as críticas, os fóruns, os comentários, tudo, e então partirmos desse ponto e pensamos em como fazer o próximo projeto. Por isso esperamos tanto para o Egito, o momento foi certo também.

JNN: Uma coisa que eu gostei no trailer é que o protagonista tem uma voz bem grossa e eu queria falar sobre o sotaque dele. No Brasil, temos muitas novelas que se passam em outros países, e temos atores que falam português com o sotaque desses países. Vocês estão fazendo um game em inglês e o sotaque do Egito precisa ser preservado, como foi isso, já que não sabemos como eles falavam nessa época?

AI: Foi importante para nós preservar os dialetos do Antigo Egito, fazer com que os jogadores se sintam lá. Então trabalhamos com vários egiptólogos e historiadores que nos ajudaram a traçar mais ou menos como o idioma deles soava. Mesmo sem sabermos como ele exatamente soava, trabalhamos com uma aproximação. E então começamos a buscar pessoas que pudessem ter uma correlação com essa cultura e encontramos a voz do nosso protagonista, ele tinha uma voz muito poderosa e desde o começo sabíamos que ele era o nosso cara. Então ensinamos o dialeto para ele, um treinador que estava conosco na pesquisa o ajudou na pronúncia e sua voz ficou muito boa no jogo.

JL: Nosso time de historiadores e linguistas criaram o que nós chamamos de “Ritmo Egípcio”, é uma forma de se falar que lembra o árabe e o grego e que soava um pouco com o que deveria ter sido a linguagem do Egito.

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JNN: O Egito é uma ótima oportunidade de se criar um visual muito bonito, com cenários, plantas, cidades e tudo o mais. Mas nem todos os lugares do mundo têm acesso a uma tecnologia 4K e ao PlayStation 4 Pro ou o Xbox One X, como vocês lidam com esse fator?

JL: Nosso time de arte passou um bom tempo recriando o Antigo Egito. É um lugar com diferentes biomas, você tem o deserto, mas também tem lagos, rios e diversas formas de vida. Se você tiver um Xbox  One X para jogar, ótimo. Mas se não tiver, tenha em mente que nossa equipe tenta igualar a experiência de jogo para todas as plataformas, Xbox One, Xbox One X, PlayStation 4, PlayStation 4 Pro, são todas iguais. Nós temos uma tecnologia que otimiza o gráfico de acordo com a plataforma do jogador, você terá a mesma diversão em qualquer plataforma.

JNN: A cada jogo da franquia, temos algumas modificações no “Leap of Faith”. Como esse momento icônico será mostrado em Origins?

AI: Teremos algumas modificações nesse jogo, eu não quero soltar nenhum spoiler, mas nós jogamos um pouco com a ideia de porque o “Leap of Faith” existe e é feito daquela forma, não vou falar muito….


Assassin’s Creed: Origins será lançado em 27 de outubro de 2017 para PC, PS4 e Xbox One.

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