The Witcher | Vale a pena ler os livros depois da série e dos jogos?

Explicamos porque a saga literária é importante para quem quer cair de cabeça nesse universo

Tayná Garcia Publicado por Tayná Garcia
The Witcher | Vale a pena ler os livros depois da série e dos jogos?

O universo cheio de monstros, feiticeiros, bruxos e criaturas mágicas de The Witcher nasceu dos livros do escritor polonês Andrzej Sapkowski, mas muitos fãs conheceram a franquia por meio de adaptações, como os jogos da CD Projekt Red ou a série da Netflix.

Com tanto conteúdo atual do bruxeiro, é normal se ver com dúvidas se ainda vale a pena se aventurar pelas páginas das obras — que, acredite, são ainda mais enriquecedoras do que parecem.

Para entender um pouco qual o diferencial, é preciso explicar um pouco sobre as adaptações. A série é baseada nos livros e explora três linhas temporais ao mesmo tempo, o que pode gerar uma certa confusão na cabeça dos espectadores. Enquanto isso, os jogos se passam depois dos acontecimentos das obras, sendo até uma história fora do cânone da franquia.

Tudo isso faz com que a leitura sirva para completar as lacunas e realmente se aprofundar em detalhes mais minuciosos desse universo, sem contar que é uma maravilha para finalmente entender a ordem não-linear dos eventos na série.

Os oito livros

A saga literária de Geralt de Rívia teve início em 1985, quando Sapkowski publicou pequenas histórias soltas do bruxeiro para participar de um concurso de contos fantásticos.

Apesar de não ter vencido, as publicações foram um sucesso, os leitores começaram a pedir por mais, e o pedido acabou sendo atendido. Ao todo, o escritor polonês escreveu treze contos que posteriormente foram compilados em dois livros, os primeiros da saga: O Último Desejo e A Espada do Destino.

Os contos, que se passam em várias linhas temporais diferentes, são responsáveis por introduzir o universo The Witcher, contando aventuras ocasionadas pela busca de trabalho do bruxo, que precisa derrotar monstros para ganhar moedas para viver e cumprir seu propósito.

É aqui que conceitos e personagens importantes são apresentados pela primeira vez, como a feiticeira Yennefer, o bardo Jaskier, criaturas mágicas como dopplers e estriges, poções dos bruxos, profecias e por aí vai.

Com tanto sucesso, o autor passou a escrever romances para a saga do bruxeiro, que teve seis volumes ao todo, publicados entre 1994 e 1999. São eles: O Sangue dos Elfos, Tempo do Desprezo, Batismo de Fogo, A Torre da Andorinha, A Senhora do Lago (dividido em dois volumes) e Tempo de Tempestade.

Tomando como base o universo apresentado nos contos dos dois primeiros livros, os romances se aprofundam na história de Geralt, dando continuidade à profecia que envolve Ciri com uma história linear de apenas uma linha temporal contínua até o desfecho da história no quinto livro, A Senhora do Lago.

Tempo de Tempestade, o sexto volume, ainda se trata de um romance, mas volta no tempo para focar inteiramente em Geralt e sua história de origem, servindo como uma espécie de prelúdio que se passa entre O Último Desejo e A Espada do Destino.

Todos os livros da saga The Witcher

Ao todo, são oito obras, sendo duas compilações de contos e seis romances. É possível ler os dois primeiros separadamente sem prejudicar a leitura, mas é recomendável seguir a ordem de lançamento nos restantes:

Já faz mais de 30 anos desde que Geralt de Rívia está no caminho do Lobo enfrentando criaturas bizarras, e parece que ainda veremos muito de The Witcher por aí, uma vez que a Netflix já tem uma minissérie encomendada e a CD Projekt ainda tem planos para lançar jogos no mesmo universo. Então nada melhor do que se atualizar com os livros para só ficar esperando pelas novidades.