The Imaginarium of Doctor Parnassus em Cannes

Críticos em Cannes estiveram entre os primeiros a ver, ontem, o desempenho de Heath Ledger no último papel de sua carreira em “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, o longa-fantasia que ficou pronto com atraso devido à sua morte. As críticas ficaram divididas, na melhor das hipóteses. “O desempenho de Ledger oferece um adequado último suspiro […]

Tharcy Publicado por Tharcy
The Imaginarium of Doctor Parnassus em Cannes

Críticos em Cannes estiveram entre os primeiros a ver, ontem, o desempenho de Heath Ledger no último papel de sua carreira em “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, o longa-fantasia que ficou pronto com atraso devido à sua morte. As críticas ficaram divididas, na melhor das hipóteses.

“O desempenho de Ledger oferece um adequado último suspiro para os leais fãs de peregrinações aos cinemas deste outono,” Charles Gant escreve para o The Independent. “Mas muitos irão sair coçando suas cabeças.”

Dirigido por Terry Gilliam, o filme é um conto moral fantástico, que gira em torno de um médico imortal e seu espelho mágico que permite explorar os mais sombrios reinos da imaginação. Christopher Plummer interpreta o Doutor, enquanto Ledger estrelou como um trambiqueiro que o ajuda com um pacto com o diabo. Muitos parecem ter um problema com a estrutura narrativa do filme, no entanto, e James Christopher, do The Times é um dos que afirma que é “impossível decifrar o que tudo aquilo significa.”

Todd McCarthy, da Variety, parece resumir o consenso geral:

“Especialmente tendo em conta o trauma e as dificuldades decorrentes da morte de Heath Ledger durante o processo de produção e o fato de que Terry Gilliam não dirigia um bom filme há mais de uma década, o diretor fez uma coisa bastante boa de uma situação muito ruim.”

O tipicamente inflexível novo filme de Gaspar Noe, “Enter the Void”, por outro lado, deixou os críticos boquiabertos – com sua característica sexualmente explícita e de embrulhar o estômago – e, ao mesmo tempo, impressionados. O guia de Cannes convida os espectadores para um “alucinatório redemoinho” e, a julgar pela reação geral, parece ser uma apropriada definição para o filme.

A história gira em torno traficante Oscar e sua inseparável irmã Linda. Recém-chegados em Tóquio, Oscar é pego em flagrante com drogas e acaba assassinado pela polícia. Seu espírito se recusa a abandonar Linda, e então vagueia pela cidade, em uma série de cenas visualmente deslumbrantes.

Mike Goodridge, escrevendo para o Screen International, convida as pessoas para “uma selvagem e alucinatória mindfuck (técnica cinematográfica utilizada para conduzir a uma conclusão que é, à primeira vista, completamente inesperada ou contraditória, mas coerente e razoável dada a retrospectiva e cuidadosa observação das pistas apresentadas ao longo do filme. Ex: Amnésia, Fight Club) para adultos”. Ele acrescenta que o filme é “[…] mais do que uma experiência narrativa, te levando para dentro e para fora da história e dos domínios visuais e de humor que são, nada menos, que hipnóticos”.

Via Rotten Tomatoes


Tharcy vai esperar o seu estômago se recuperar de “Irreversível” para ver “Enter the Void”.

.