Supergirl | Conversamos com Melissa Benoist, a própria Supergirl

A atriz revelou um pouco sobre as mudanças que aconteceram na série

Marina Val Publicado por Marina Val
Supergirl | Conversamos com Melissa Benoist, a própria Supergirl

Estivemos no set de Supergirl em Vancouver, no Canadá, a convite da Warner Channel para conhecer um pouco dos bastidores da série. Na ocasião, tivemos oportunidade de conversar com Melissa Benoist, a Supergirl, em uma mesa redonda junto com outros jornalistas da América Latina.

A atriz revelou um pouco sobre como se sente sendo considerara um modelo para meninas do mundo inteiro e também sobre as mudanças que aconteceram na série, com a introdução de novos personagens e a mudança de canal.

O que você aprendeu com a personagem?

Melissa: O que eu gosto sobre os Supers, Superman e Supergirl, é aquilo que eles defendem, o quão bons eles realmente são. Eu acho que aumenta as expectativas daqueles que trabalham no programa porque ela é muito boa, porque ela é cheia de esperança e otimista. Isso é algo que aprendi com ela, de sempre encontrar o lado positivo correndo o risco de soar extremamente séria, o que eu sempre soo, eu acho que essa é uma lição muito valiosa.

Se você tivesse a escolha de ter poderes como a Supergirl nesse momento para mudar nosso mundo, o que esses poderes seriam?

Melissa: Eu queria que houvesse um poder que fosse um botão que fizesse todo mundo se dar bem um com o outro. (risos) Por mais que soe simples, eu gostaria que paz fosse um super-poder.

Como você se sente sendo a única heroína feminina protagonizando um programa?

Melissa: Eu não serei a única por muito tempo (risos), é assim que eu me sinto.

Mas como você se sente sobre isso agora?

Melissa: É um bom sentimento. Eu tento não elevar muito… eu acho que é tudo importante, mas eu tento não pensar dessa forma. Porque essa deveria ser a norma e eu acho que estamos nos movendo nessa direção. Você tem coisas como a Capitã Marvel surgindo [nos cinemas].

Além disso, Lynda Carter estava aqui muito antes e ela que preparou o terreno. Ter ela aqui foi realmente incrível e eu aprendi muito com ela, fui realmente inspirada pela atitude que ela tem sobre tudo isso, como ela realmente abraçou o ato de ser a Mulher-Maravilha e ela meio que me deu esse conselho. Você tem que realmente abraçar esse personagem, quem ela é e como as pessoas respondem a ela.

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Quando o programa começou ele era direcionado principalmente para meninas. Agora que estamos indo para a temporada 2, você sente que se tornou um modelo para meninas?

Melissa: Eu realmente acho que é isso que a Supergirl representa. Ela deve ser um modelo a todos. Eu não acho que isso deva ser exclusivo para meninas, mas fico feliz por achar que ela alcançou muitas delas. Eu ainda consigo conhecer muitas quando estamos em uma locação e consigo ver isso na prática… é sempre quando estou usando o uniforme que eu realmente sinto isso. Então de algumas formas, sim, eu sinto que sou um modelo para meninas.

Você falou sobre ser um modelo, mas você acha que às vezes a mídia e a sociedade colocam muita pressão em atrizes para que elas sejam modelos para crianças, e você não acha isso um pouco injusto já que você tem sua própria vida?

Melissa: Sim, eu acho que agora, especialmente com redes sociais, há uma enorme pressão para qualquer um em uma posição pública em ser um bom modelo para crianças. Mas eu acho que isso traz junto uma grande liberdade para que você seja você mesmo e compartilhe quão empoderador pode simplesmente ser sincero sobre o que você é de verdade o tempo todo. E eu acho que é fácil, sabe, você precisa simplesmente separar um pouco da sua privacidade. Você tem que guardar um pouco de você para você mesmo. De uma maneira bem parecida com que a Kara faz, com a Supergirl.

Como a Supergirl mudou sua vida? Você se sente confortável em seu uniforme? Ele é fácil de vestir?

Melissa: Minha vida não parece externamente ter mudado muito. Eu consigo fazer um trabalho que tenho feito pro praticamente toda a minha vida e que sempre amei fazer, e isso me deixa muito feliz.

Eu não sei o quanto que realmente mudou na minha vida ou quem eu sou. Mas só mudou para melhor. O uniforme (risos) é incrível. Eu não consigo vesti-lo sozinha. Demora um pouquinho e um pouco de esforço para colocá-lo e retirá-lo.

Do que você mais gosta sobre o papel?

Melissa: Essa é uma pergunta difícil. Essencialmente, quando você pode ser esses super-heróis que têm seus alter-egos é realmente como ter dois papéis diferentes, enquanto você vai explorando cada pedacinho desse personagem. Como ela é quando se sente verdadeiramente confiante e como ela é quando está escondendo uma parte dela. Então eu me sinto muito feliz de poder fazer isso.

Minha parte favorita do papel, eu adoro ser a Kara no escritório. Essas são as cenas mais divertidas para mim porque ela é uma bobalhona. É tão divertido, ela é contagiante para mim e eu me divirto… Toda cena assim em CatCo, na qual ela é a Kara, sendo a Kara bobalhona, que eu leio, eu quero imediatamente levantar e já ensaiar.

Nessa temporada tem bastante coisa acontecendo. Tem o Superman, o Snapper Carr, seu novo chefe. Como a Kara irá reagir a todas essas mudanças?

Melissa: Isso que é legal nas mudanças. Na última temporada nós a vimos realmente se ajustar como Supergirl, e elas estava aprendendo como se estabelecer como uma heroína. Nesta temporada, ela está tendo de se acostumar ao fato de que está tudo mudando monumentalmente ao seu redor e não é necessariamente algo que a deixa feliz. Eu acho que ela é uma criatura de hábitos e ela quer as coisas do seu jeito, então tudo mudar é um pouco chocante para ela. Mas há muito espaço para se crescer a partir daí.

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O que você pode nos contar sobre o Superman?

Melissa: Ele está aqui para gravar dois episódios. Ele definitivamente anima e complica as coisas. Há uma dinâmica familiar muito bonita entre os dois kriptonianos. Eu estou muito animada com o fato de Tyler [Hoechlin] estar no programa, a relação deles foi uma atuação recompensadora.

Considerando o fato de que você tem um background musical, o que podemos esperar do episódio musical?

Melissa: Eu mal posso esperar pelo episódio musical. Eu acho que estamos em boas mãos com Greg Berlanti que é um amante de musicais também e eu mal posso esperar para ver o que eles irão criar. Eu acho que é uma ideia excelente, esses personagens… o Flash e a Supergirl são tão contagiantes e alegres que eu acho que através da música eles serão ainda mais.

Como você lida com a reação dos fãs nas redes sociais?

Melissa: Essa é a coisa mais valiosa delas, eu acho. Rede sociais podem ser um lugar muito assustador, mas eu acho que temos sorte de termos uma enxurrada de energia positiva. E os fãs do programa e da personagem, de sua mitologia, eles são tão apaixonados e nos apoiam tanto. É uma boa maneira de medir se o que você está fazendo está à altura.

Qual você diria ser a maior mudança de se mudar de Los Angeles para Vancouver?

Melissa: O clima (risos), eu sinto falta do sol. A maior diferença é a mudança de canais. Na CW, nossos roteiros parecem passar a impressão de que o mundo expandiu e o nosso horizonte é muito mais vasto. Isso em termos das histórias nas quais podemos mergulhar, desenvolver o personagem. Parece que cada um dos personagens realmente têm suas próprias histórias em desenvolvimento, caminhando lado a lado em direção a esse novo horizonte. Isso é muito animador, nossos roteiros têm sido incríveis este ano.


A segunda temporada de Supergirl estreia no Brasil em 26 de outubro (quarta-feira), às 22h30, no Warner Channel.