Star Wars: A Ascensão Skywalker explica ligação entre Kylo Ren e Rey

Algo mal explicado ou um segredo que esteve na nossa frente durante anos?

Felipe Vinha Publicado por Felipe Vinha
Star Wars: A Ascensão Skywalker explica ligação entre Kylo Ren e Rey

[Atenção! Spoilers do Episódio IX abaixo!]

Em Star Wars: A Ascensão Skywalker, vemos que o Imperador Palpatine tem o conhecimento de um poder da Força que, em tese, foi pouco mostrado ao longo dos filmes da série. Esse poder é chamado de Díade da Força, e é usado para explicar como os poderes de Rey e Kylo Ren são tão unidos, permitindo até mesmo comunicação à distância. Apesar de parecer algo novo, esta Díade, na verdade, sempre esteve presente no universo de Star Wars.

A mais recente Díade da Força: Kylo Ren e Rey

Uma “díade” é, basicamente, um par, um grupo igual, composto por dois elementos. É quando uma coisa é totalmente equivalente à outra, ao menos na maioria dos aspectos. Na trilogia dos Episódios VII, VIII e IX, essa equivalência aparece na dupla Kylo Ren e Rey. Nenhum dos dois é Mestre na arte da Força, seja como Jedi ou Sith, apenas têm grande poder sobre ela e usam conforme seus objetivos. Como ouvimos no trailer de Star Wars: O Despertar da Força, “houve um despertar”, e este despertar é justamente quando a Força começa a se manifestar em Rey, enquanto Kylo Ren já trilhava o caminho.

Apesar de ter sido nominalmente citada apenas neste filme, a Díade da Força pôde ser vista desde os primeiros longas, de certa forma. Luke Skywalker e seu pai, Darth Vader. Antes, Obi-Wan Kenobi e Anakin Skywalker. Indivíduos que foram muito próximos um do outro, ao ponto de que, durante suas lutas, a Força se manifestava de maneira extremamente poderosa, capaz de tomar proporções destrutivas em muitos níveis.

De certa forma, Obi-Wan e Anakin também formavam uma Díade

No Universo Expandido, também vemos a Díade se manifestar em outros personagens, principalmente nas histórias em quadrinhos e nos jogos.  Alguns exemplos de Díades são: Ahsoka Tano e Anakin Skywalker em Star Wars The Clone Wars; Kanan Jarrus e Ezra Bridger em Star Wars Rebels; Aayla Secura e Quin Lan Vos em alguns quadrinhos da franquia; e até mesmo Darth Plagueis e Darth Sidious, no livro de Darth Plagueis, presente no antigo cânone — ainda que não conte mais para a trilogia. Em todos os casos citados, vimos exemplos de poderes nunca antes explorados e pouco comuns entre Jedi e Sith – como quando Anakin dá sua energia para reviver Ahsoka, em um dos episódios de Clone Wars.

Nesta nova trilogia, a Díade da Força se intensifica por um motivo bem simples: os atuais grandes usuários são pessoas remanescentes das duas famílias que protagonizam sua dualidade desde o surgimento do Império: Skywalker e Palpatine. Assim, Rey e Kylo Ren conseguem alcançar feitos antes impossíveis, como lutas à distância, comunicação projetada e disputa de poderes por igual, por mais que os treinamentos de ambos não tenham ocorrido no mesmo nível.

O poder explica uma das melhores lutas de A Ascensão Skywalker

Vale lembrar que a Força não é um poder absoluto, não há registros de sua total compreensão em todo o atual cânone de Star Wars — por mais que existam livros e “manuais” presentes em algumas produções, como os livros Jedi que vimos em Star Wars: Os Últimos Jedi. Justamente por ser algo fora do comum e até com bases místicas, não é estranho que novos poderes surjam ou sejam introduzidos ao longo de novos filmes e aventuras dentro deste universo.

Star Wars: A Ascensão Skywalker está em cartaz nos cinemas. Leia a nossa crítica!