Roteiro original de The Cloverfield Paradox era (muito) diferente da versão final

Principais diferenças estão nos personagens e no desfecho do longa

Tayná Garcia Publicado por Tayná Garcia
Roteiro original de The Cloverfield Paradox era (muito) diferente da versão final

The Cloverfield Paradox foi lançado de surpresa depois do último Super Bowl, mas parece que o resultado final que foi lançado na Netflix era bem diferente do roteiro original — que vai bem além de apenas seu título, que antes era Partícula de Deus.

[Atenção! A partir de agora, spoiler de The Cloverfield Paradox]

A base da trama é basicamente a mesma no roteiro original e na versão final: um grupo de astronautas que estão presos em uma estação após mexerem com um acelerador de partículas e pensar que fizeram algo para destruir a Terra sem querer. Mas as principais mudanças estão nos personagens e no desfecho do longa.

A primeira diferença é que há muitos personagens que foram cortados e outros adicionados. No original, todos eram americanos e havia apenas uma mulher na nave Dandelion, a Ava Hamilton (Gugu Mbatha-Raw). Ao contrário do que é apresentado na versão final, na qual tem pessoas de vários países e duas mulheres. Schmidt e Tam também não estavam presentes na nave no início.

Volkov, o russo, não existia no original e haviam três outros homens em seu lugar: Flynn, Martinez e Cosb — três astronautas que também são militares. E ainda tinha mais um tripulante, um cachorro chamado Duke (que acabava morrendo). Além disso, Hamilton não tinha filhos ou marido na Terra e namorava Kiel (David Oyelowo), o que mudava a dinâmica do grupo deixando tudo mais tenso entre os homens.

No roteiro original, a linha do tempo se estendia e não existia dimensão alternativa. Depois de testarem o acelerador de partículas e a Terra desaparecer, a equipe ficaria por dois meses pensando que destruíram seu planeta natal. Não tem nenhum dano na estação (como em Paradox), então eles ficavam sobrevivendo normalmente no espaço com a esperança de ainda poder voltar para casa.

Todos ficavam desesperados com o tempo até que começavam a questionar sua fé na ciência e em Deus. Hamilton chorava constantemente e considerava se suicidar devido à posição difícil de ser a única mulher a bordo, tendo que ouvir piadas machistas de seus companheiros ciumentos de sua relação com Kiel.

Após algum tempo, outra nave chamada Lilly aparece de repente e nela estão vários tripulantes desconhecidos — entre eles estão Schmidt (Daniel Brühl) e Tam (que na verdade, é um homem aqui). E a partir daí as duas equipes agem cautelosamente uma com a outra e as diferenças entre elas começam a surgir.

Você pode conferir tudo o que foi mudado no roteiro original na matéria original do ScreenRant.

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