Review | Resident Evil 7: Biohazard

Você está pronto para encarar a família Baker?

Marina Val Publicado por Marina Val
Review | Resident Evil 7: Biohazard

Com tantos bom jogos de terror surgindo nos últimos anos, Resident Evil precisava mais do que nunca se reinventar. Sendo uma franquia tão extensa, com algumas dezenas de títulos em seu catálogo entre a série principal, spin-offs e remakes, ela também tinha o desafio adicional de não perder suas raízes e continuar agradando os fãs fieis. Para quem estava preocupado com as mudanças que aconteceram, e com o fato de a visão agora ser em primeira pessoa, saiba que o experimento Resident Evil 7: Biohazard foi muito bem sucedido.

Apesar de os trechos trazidos na maioria das demos terem foco em explorar ambientes e fugir de inimigos, você não será totalmente indefeso. Durante a sua jornada, será possível encontrar as armas básicas de qualquer Resident Evil, como faca, pistola, escopeta, Magnum, além de alguns itens surpresa.

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O game é bastante generoso com balas no modo “Normal” e, mesmo errando a mira em alguns bichos mais ágeis, ainda é possível chegar ao fim da história com recursos sobrando. As armas brancas ainda são problemáticas, no sentido de que é um pouco complicado acertar inimigos não-humanóides, mas são consistentes com tudo que já vimos em outros títulos da franquia Resident Evil em termos de lutar contra criaturas pequenas.

Groovy!

A variedade de inimigos comuns nesse jogo não é muito grande e a tensão que eles causam acaba sendo mitigada depois que você entende como eles se movimentam e como escapar deles, mas o jogo não é sobre encontrar com eles a todo momento, é também sobre silêncios e exploração. O que acaba sendo realmente divertido em termos de combate são as lutas contra chefes, que trazem um design bem criativo, opções de armas diferentes e até algumas referências bem claras a filmes de terror.

Aliás, o jogo traz as mais diversas homenagens a alguns longas do cinema de gênero, como Massacre da Serra Elétrica, A Morte do Demônio, Jogos Mortais, Phenomena e Quarentena, e em nenhum momento parece forçado. Tudo se encaixa na história e ajuda a colaborar com a ambientação, que é um dos aspectos que mais conseguiu se manter fiel ao que conhecemos de Resident Evil.

Entrando para a família

Durante a história de Resident Evil 7: Biohazard, é possível encontrar algumas fitas VHS para entender alguns eventos que já aconteceram na propriedade da família Baker. É possível interagir com o conteúdo delas e isso serve como dica para os puzzles que estão por vir. As fitas de vídeo também são uma maneira criativa de fazer com que o jogador revisite ambientes, sem que eles fiquem repetitivos, já que algumas gravações foram feitas cerca de três anos antes dos eventos que você testemunha e os cômodos mudaram bastante nesse tempo.

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Na trama, tudo se conecta, então é realmente essencial ver os papeis espalhados na casa, os jornais, os vídeos e também prestar atenção nos diálogos dos personagens. A localização das legendas em português brasileiro conseguiu adaptar bem nuances e sotaques. Jogar novamente, mesmo depois de saber todos os mistérios que o jogo esconde, traz um ponto de vista completamente diferente, já que os diálogos meio sem sentido ganham novas cores.

Aceite o presente dela

Apesar de alguns trechos mostrados nas demos de Resident Evil 7: Biohazard levarem a crer que ele iria pegar mais a fundo elementos de games como Amnesia e Outlast, não se engane: este ainda é um jogo da Franquia Resident Evil como conhecemos. Existem momentos que é possível levar sustos, mas o foco não é fazer com que o jogador morra de medo e isso não é um demérito.

As mudanças feitas são uma nova forma de encarar survival horror, a evolução natural de uma franquia com mais de duas décadas de existência e também uma alteração necessária para que Resident Evil se mantenha relevante. Se você em algum momento você foi fã da franquia, mas ficou desiludido ao longo do caminho, está na hora de voltar ao lar.


A cópia de Resident Evil 7: Biohazard foi cedida antes do lançamento pela CAPCOM para fins de review. Terminamos o jogo no modo “Normal” em cerca de 9 horas no PlayStation 4.