Review | Destiny 2

Apostando no que sabe fazer bem, Destiny 2 é mais do mesmo, porém melhor!

Thiago Machuca Publicado por Thiago Machuca
Review | Destiny 2

Direto ao ponto? O que Destiny 2 faz neste primeiro momento de seu lançamento é aprimorar tudo que o primeiro game não conseguiu aperfeiçoar: não há a sensação de repetição, o jogador navega melhor por seu mundo e a história não trabalha só a ameaça em si, constrói e apresenta melhor os personagens secundários que são importantes para o universo da série.

Faz parte desse pacote tudo de bom que existe no jogo original: missões de patrulha, assaltos cooperativos, batalhas online contra outros jogadores no Crisol, caçada aos engramas, customização de personagem com armas e equipamentos, eventos públicos e muito mais. Nenhuma atividade foi eliminada em relação ao primeiro e novas foram criadas. Tudo retorna, mas com algumas melhorias.

Nunca joguei Destiny: posso começar a partir daqui?

Tirando o fato do game não explicar alguns pontos que foram trabalhados no primeiro – como conceituar quem são as raças inimigas (Vex, Colmeia, Possuídos e Decaídos) ou pontuar com mais exatidão a importância de certos personagens que o jogador só vai ter empatia se tiver jogado o título anterior (como o Porta-Voz) ou até mesmo explicitar a relação dos Guardiões com seus Fantasmas –, Destiny 2 cumpre bem o papel de servir como porta de entrada.

De Destiny, os jogadores só podem trazer a aparência de seus Guardiões: armas, equipamentos, emblemas, naves, pardais, consumíveis, moedas e afins, tudo foi perdido graças ao contexto da premissa da história da nova campanha.

Meu Guardião, criado em 2014, chegando para encontrar uma nova jornada
Meu Guardião, criado em 2014, chegando para encontrar uma nova jornada

Porém ainda é válido jogar o primeiro Destiny, preferencialmente a versão com todo o conteúdo adicional, para experimentar todas as campanhas e conhecer mais detalhes de seu universo. Todo esse conteúdo ainda é divertido e relevante, só não é necessário vê-lo antes de partir para Destiny 2.

Conhecendo o básico

Assim como o primeiro, Destiny 2 exige que seus jogadores estejam sempre online, conectado em seus servidores. Isso porque o mundo do jogo é moldado, de uma forma bem simplificada, para funcionar como jogos do tipo MMORPG (Massively Multiplayer Online Role-Playing Game), com a diferença de que esse conceito está agregado a uma experiência FPS (First Person Shooter).

O resultado dessa fusão de gêneros é um game no qual seu personagem possui um sistema de progressão de nível atrelado as suas armas e equipamentos que compõem a sua armadura, enquanto avança por uma campanha com narrativa semi-linear. Em paralelo, há inúmeras atividades secundárias opcionais para serem realizadas.

Tal como MMORPG, o mundo de Destiny 2 é composto por áreas públicas online, onde jogadores se reúnem para, cooperativamente, enfrentarem ameaças e participarem de eventos coletivos — em nenhum momento jogadores podem atacar outros jogadores.

Há também áreas e missões que funcionam fora destas áreas públicas, onde jogadores podem vivenciar missões individuais de história, como um FPS tradicional. Nesse caso existe a opção de se reunir com amigos formar um esquadrão e executar as tais missões individuais.

Existe também uma terceira área, um Hub Social, uma espécie de praça pública online, na qual jogadores andam à vontade, sem ameaças inimigas, conversando com NPCs que vendem itens ou dão novas missões secundárias e desafios que sempre rendem boas recompensas dentro do sistema de progressão de nível. No primeiro game, esse local é a Torre dos Guardiões; agora, enquanto o jogador estiver fazendo sua jornada pela campanha, o local é chamado de Chácara.

Torre destruída, seu novo refúgio: a Chácara
Torre destruída, seu novo refúgio: a Chácara

Por fim, há ainda duas listas de jogos à parte de todo o ambiente integrado mencionado acima: os Assaltos e o Crisol. Assaltos são missões especiais que reúnem três jogadores para vencerem um estágio especial que sempre termina em uma grande e mais elaborada batalha de chefe. Já o Crisol é a arena de jogadores contra jogadores, a parte competitiva. Batalhe em diversos modos, como dominar áreas ou apenas matar o time adversário para somar pontos a sua equipe.

Experiência aprimorada

A melhor parte de Destiny 2 surge quando o jogador coloca em perspectiva os pontos que a Bungie aperfeiçoou em relação ao primeiro:

  • Navegação

Navegar pelo mundo ficou mais rápido e mais prático. Agora não tem mais a necessidade de sair de um planeta, ficar em órbita para depois escolher um novo planeta. Vá direto para qualquer lugar, independentemente de onde estiver.

Nos planetas há múltiplos pontos de aterrissagem (no primeiro game só havia um), sendo possível fazer Viagem Rápida entre tais pontos, facilitando a mobilidade também dentro dos planetas.

E o mapa está mais informativo. Agora é possível verificar nos planetas, sem que o jogador esteja neles, locais em que estão ocorrendo eventos públicos (se estão prestes a iniciar ou se já iniciaram), como também ver missões de aventuras e setores perdidos. Quer ir para um desses locais? Marque a atividade e o jogo vai lhe dizer onde é o ponto de aterrizagem mais próximo e te indicar o melhor caminho até o local marcado.

Mapa espacial, novos planetas, novas aventuras!
Mapa espacial, novos planetas, novas aventuras!
  • Atividades secundárias

Participar dos eventos públicos ficou mais fácil e prático agora que eles são mostrados no mapa, mas bom mesmo é saber que estes eventos estão mais elaborados e frequentes. Há novas batalhas contra chefes ou desafios de segurar pontos de defesa enquanto hordas de inimigos vão surgindo. Existe até mesmo um modificador que, se realizado enquanto o evento se desenrola, muda para uma dificuldade mais elevada (chamada Heroica), gerando recompensas melhores.

Dentro do leque de novas atividades secundárias existem as Aventuras e desbravamento de Setores Perdidos. Aventuras seriam missões extras da campanha. Não impactam a história, mas a complementa e garante recompensas interessantes, como algumas que dão pontos de aprimoramento para as classes de habilidade dos Guardiões. Já os Setores Perdidos são regiões no mundo aberto marcados por um símbolo que indica a existência de uma entrada escondida para uma espécie de masmorra, onde o jogador irá encontrar um baú de recompensa se conseguir chegar ao seu final e derrotar um poderoso inimigo que guarda a chave desse baú.

Além destas, retornam para a sequência as atividades de Patrulhas, que estão exatamente como no primeiro game, além dos baús escondidos de recompensas normais, que pipocam por essas áreas de forma procedural, nunca nos mesmos locais. Atividades inimigas também estão mais presente nestas áreas, assim como a chance de um inimigo mais poderoso surgir do nada e conceder um baú de recompensa qualquer se for derrotado.

Todas estas atividades geram uma espécie de moeda. Estas moedas são especiais para cada planeta, e cada mundo tem um NPC para recebê-las. Estes NPCs substituem os NPCs de facões que ficavam na Torre no primeiro. Entregue moedas o suficiente para subir o nível da facção deste NPC e ganhe um engrama lendário (arma ou pedaço de armadura) que só pode ser coletado após chegar ao level 20.

  • Campanha e sua história

Destiny, quando lançado, em 2014, foi alvo de várias críticas dizendo que o enredo era muito fraco. Não explicava muito e criava esse monte de personagens que não participavam ativamente da história.

Esse ponto já foi melhorado bastante quando as expansões O Rei dos Possuídos e Ascensão do Ferro foram lançadas para o primeiro game — o que Destiny 2 faz com sua história não é muito diferente, só que em maior duração.

Viajante em apuros!
Viajante em apuros!

A grande novidade fica por conta da presença mais constante dos líderes centrais dos Guardiões dentro da trama, Zavala, Cayde-6 e Ikora, participando ao lado do jogador em alguns momentos pontuais. Há mais cenas em CG, mais contexto. O próprio Viajante tem um papel interessante a desempenhar aqui (e é só o que posso dizer sem entregar spoilers). Há também alguns novos personagens que acabam ganhando carisma ao longo da trama, enquanto outros desaparecem por completo (mas fica aberto a possibilidade de alguns destes retornarem eventualmente em novas expansões).

Só não vá achando que o game irá lhe responder todas as perguntas e mistérios que o universo de Destiny possui. Não vai. Existe muita coisa implícita e ainda não explicada. Não que isso crie furos ou deixe o enredo insatisfatório.

O que merece elogios é o vilão criado para abrir Desiny 2: Ghaul é instigante e interessante. Assim que o jogo começa a apresentá-lo, abre-se uma fina linha de questionamentos sobre suas motivações ou se ele é realmente de todo mal. A Legião Vermelha é uma ameaça conveniente, mas bem pontuada dentro do enredo.

Cabais da Legião Vermelha – parecem assustadores de perto?
Cabais da Legião Vermelha – parecem assustadores de perto?

A campanha de Destiny 2 segue muito a fórmula e padrões das campanhas do primeiro. Avance, ouça história, derrote uma horda de inimigos e avance novamente. Os momentos em que ela consegue ser genial são pontuais, como nos eventos após a derrota do seu Guardião na primeira vez que ele se depara com Ghaul, quando ele o arremessa de sua nave (mostrado no trailer). Todo o ato final da campanha é também de tirar o fôlego. São momentos que brilham quando vivenciados pela primeira vez.

É uma boa campanha: há ambientes incríveis, momentos recheados de desafios de combates e uma história tensa que te prende dentro do senso de urgência que transmite. Não tem como não se deixar levar.

  • Nova classificação das armas

Uma mudança que não me agradou diz respeito ao novos formato de classificação para se equipar as três armas que o jogador pode carregar na aventura. Agora estão estão classificadas entre Cinéticas, Energéticas e Potente (antes eram Primárias, Secundárias e Potentes).

O que significa essa mudança? Quer dizer que armas como Escopeta, Rifle de Precisão e os Fuzis de Fusão agora pertencem à mesma categoria que o Lança-Foguetes, Espadas e Lançador de Granadas. Seis tipos de armas especiais alocadas em uma única categoria: armas potentes, pertencente a categoria de munição roxa, aquelas que iniciam sempre zeradas e dependem dos inimigos derrubarem tal munição.

Fuzil Automático, de Batedor, de Pulso, Canhão de Mão, Submetralhadora e Pistolas agora pertencem a duas categoria: Cinética se não tiver nenhum tipo de dano especial ou Energéticas, que são aquelas que possuem o dano de arco, vácuo ou solar, os três elementos que fortalecem escudos inimigos.

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Particularmente, achei péssimo. O melhor de Destiny são as mais diferentes categorias de armas, mas essa nova forma limita e muito a diversidade. O que torna uma arma cinética realmente boa se há uma equivalente a ela com dano energético? Não sei dizer. No fim, acabei me vendo em boa parte do game com dois Fuzis de Batedor, um Cinético, para poupar munição do meu Fuzil de Batedor Energético (usado para quebrar escudos e em inimigos mais fortes) e um Lança-Foguetes no slot da arma potente, porque não tem nada pior do que precisar de uma bazuca para eliminar um horda de inimigos e estar equipado com um Rifle de Precisão.

Esta mudança parece funcionar para tornar as batalhas contra outros jogadores no Crisol menos caóticas e apelativas, ainda que as tornem mais previsíveis, já que tudo agora se resume a batalhas de Fuzis Cinéticos ou Energéticos por lá.

Só que Destiny é maior do que o Crisol. Essa nova disposição arruína bastante quando se está jogando contra o ambiente, especialmente em atividades mais desafiadoras, como Anoitecer e quem saber as futuras Incursões. Enfim, o futuro dirá se a comunidade vai aceitar bem essa mudança ou se a Bungie terá que mexer. Quem sabe versões destas armas potentes sem dano energético para poder colocar no slot de armas cinéticas. Seria possível.

  • Assaltos e Crisol

Não sei se há algo de relevante a se dizer sobre as missões de Assaltos em Destiny 2. De fato não achei que estas missões especiais cooperativas tão diferentes do que era no primeiro Destiny.

Os novos assaltos parecem menos apressados, sem tantas brechas para os jogadores saírem correndo como loucos pela missão, sem ter que combater os inimigos. Há mais momentos onde se faz necessário parar e limpar a área.

No momento são somente seis assaltos disponíveis, sendo que um deles é exclusivo para PlayStation 4 até a primavera norte-americana de 2018. E eles não mais estão integrados à campanha, nem sequer estão no mapa do game. Só é possível jogá-los em uma playlist própria, tal qual o Crisol.

Construições Vex continuam impressionantes nos assaltos!
Construições Vex continuam impressionantes nos assaltos!

Já o Crisol sofreu algumas mudanças: agora são partidas de apenas quatro contra quatro (no primeiro eram seis contra seis). Gerou mais dinâmica para a modalidade, criando menos caos e integrando mapas menores para funcionar com menos jogadores. A princípio, não achei tão divertido quanto as partidas do primeiro game. Gosto de multiplayer de combate com uma maior quantidade de jogadores. Caos é bom.

Os novos mapas não despertaram muito a minha atenção, exceto por um, chamado Legion’s Gulch, que se passa em uma cidade destruída e possui aquelas turbinas enormes de salto para uma escavadeira Cabal que fica no centro do mapa — genial! Enquanto outros, como um que se passa no planeta Nessus são bem parecidos com alguns dos mapas menores do primeiro game. Espero ainda que a Bungie planeje trazer alguns mapas do primeiro jogo para cá. Não seria de todo mal.

Quanto aos modos de batalha no Crisol também não tenho muito a acrescentar. Dominação, Supremacia e Enfrentamento continuam sendo as melhores modalidades. Não tem como errar com mata-mata em equipe e defesa de bases.

Novidade mesmo apenas o modo Detonação, que consiste em um mapa com dois locais para armar bombas. Um time defende enquanto outro ataca. Não curti a modalidade. São partidas rápidas, que requerem planejamento tático e um pouco de bom senso dos jogadores. Fiquei com a impressão que é um modo que funcionaria mais naturalmente com mais jogadores de cada lado, no antigo sistema de seis contra seis.

Bom mesmo são as novas linhas de diálogo do Lorde Shaxx para as partidas no Crisol. A narração desse personagem aumenta muito o ânimo dos jogadores. Há falas engraçadas e gritos para times que estão perdendo, que fazem reviravoltas ou ganham. Está demais! Lorde Shaxx está bem mais tagarela agora.

Lorde-Shaxx

  • Consumíveis e personalizações

Microtransações estão de volta. A lojinha do Eververso agora vende muito mais do que gestos de personagem. Agora há os chamados Engramas Brilhantes, que são caixas aleatórias de itens, onde é possível encontrar armaduras, ornamentos, porta-fantasmas, gestos, pardais, naves, tonalizadores e mods de armas e armaduras. Há quem veja isso como algo ruim, mas, sinceramente, não me incomodava no primeiro game e não é agora que itens puramente estéticos irão me incomodar.

Tonalizadores! Estes sim tiveram uma mudança um tanto ruim aqui. Agora eles são consumíveis. Usou, acabou. Não pode usar de novo em outro equipamento! Um tonalizado também não mais pinta a armadura inteira do seu Guardião, apenas um de suas quatro partes: cabeça, braço, torso ou perna. É preciso ter quatro itens do mesmo tonalizador para pintar um jogo completo de armadura. Tonalizadores também podem ser aplicados em armas agora. É terrível se considerar que estes tonalizadores agora caem em engramas lendários, junto com armas ou partes de armadura, mas nunca em itens de quatro consumíveis. São sempre dois ou três itens de um mesmo tom de cor. O que é meio sacana, vai. Que ao menos caíssem em quantidade suficiente para pintar toda uma única armadura.

Modificadores são outra novidade. Também são itens consumíveis que podem mudar alguns status de armaduras e armas. Podem aumentar o ataque ou defesa, ou até mesmo trocar o dano energético de uma arma. O primeiro jogo já havia começado a brincar com isso quando veio com a ideia de infusões de armas.

O ideal seria ter vendedores de modificadores e tonalizadores dentro do Hub Social do game para que fosse mais confortável usar sem ter dó de gastar e não ter mais tais itens considerados raros, pois, no momento, só podem ser obtidos como recompensas em engramas lendários. O Armeiro até vende alguns mods, mas não todos. O NPC que vendia tonalizadores no primeiro jogo não retornou para vendê-los aqui (por enquanto).

Seguindo essa linha de itens obtidos de forma aleatória pelas recompensas do jogo, os engramas também retornam. Porém, agora os criptografados são raros — aqueles que deveriam ser levados ao Criptoarque para que ele abrisse. Engramas que caem durante missões ou em áreas públicas já mostram o que o jogador conseguiu, permitindo-o equipar na mesma hora tal item. Uma excelente mudança. Apenas engramas de alto valor, como exóticos ou lendários acabam sendo necessários serem levados ao Criptoarque.

Olhando para o futuro…

Destiny 2 não está entregando, nesse momento, tudo que ele pode oferecer. Exemplo disso diz respeito a primeira Incursão, chamada de Leviatã, que acaba de ser lançada. Nesse momento, a fervilhante comunidade está descobrindo seus segredos, recompensas e o que mais ela poderá trazer de diferente.

E sabe-se que Incursões e Assaltos na dificuldade Anoitecer seguem sem matchmaking, tornando obrigatório que jogadores se reúnam para montarem esquadrões para poderem jogar tais atividades.

O que talvez expanda as possibilidade nestas atividades são os clãs que, em breve, poderão participar delas em um novo formato chamado Guided Games. Nessa situação clãs com boa reputação poderão criar vagas para jogadores sem times se juntarem a um esquadrão e assim serem guiados por assalto no anoitecer ou uma incursão. Tal modalidade deve ser ativada em algumas semanas e certamente é algo para se ficar atento.

Eventos como Bandeira de Ferro, Corrida de Pardais, Desafios de Osiris devem retornar para suas respectivas temporadas, em alguns casos com novidades e pequenas mudanças. Osiris parece ter sido renomeado para Desafios dos Nove (Trials of the Nine) e deve ser o primeiro evento da sequência, já marcado para estrear em 15 de setembro. Esta data também marca o retorno do Xur, o vendedor de armas e armamentos exóticos cobiçados pelos jogadores.

Sempre olhe para o céu, nele estão as mais belas paisagens em Destiny 2
Sempre olhe para o céu, nele estão as mais belas paisagens em Destiny 2

Tal como ocorreu durante toda a vida do primeiro Destiny, a Bungie deve continuar mantendo Destiny 2 em plena atividade, criando habitualmente novos desafios, atividades, eventos e melhorias em suas mecânicas. Expansões pagas já estão confirmadas e à venda. Este é apenas o ponto inicial.

Destiny 2 talvez ainda não seja maior, mas certamente é melhor, mais refinado, mais aprimorado em pontos que o primeiro game não mandou muito bem. Há mudanças que parecem ruins nesse momento, mas que talvez seja questão de se acostumar ou talvez a Bungie também mexa nelas. Não dá para saber.

Quem curtiu o primeiro tem razões aos montes para continuar adorando Destiny 2. Quem nunca jogou, tem uma boa porta de entrada para uma experiência ainda mais empolgante, em uma jornada de conteúdo que está apenas começando. E quem jogou o primeiro, mas se incomodou com alguns elementos, agora, com tantos aprimoramentos, certamente deve considerar experimentar a sequência.

Destiny 2 é viciante, do tipo que o jogador se sente compelido a continuar jogando mesmo após terminá-lo. É gostoso mecanicamente e socialmente, ainda que você seja um daqueles jogadores que não curte muito interagir online. É tudo muito intuitivo, sem grandes apresentações ou falatório. Você joga com outros jogadores, mas cada um está vivenciando sua própria jornada. É um jogo que abraça a todos. E você quer abraçá-lo de volta.


Destiny 2 está disponível para PS4, Xbox One e chega para PC no dia 24 de outubro. Esse review foi feito com uma cópia concedida pela Activision.