Quadro de Virgem Maria fica irreconhecível depois de restauração que deu muito errado

A prova de que, às vezes, é melhor deixar do jeito que está

Fernanda Talarico Publicado por Fernanda Talarico
Quadro de Virgem Maria fica irreconhecível depois de restauração que deu muito errado

A ideia de “deixar do jeito que está”, às vezes, é a melhor opção e restaurações de obras de arte é um exemplo disso.

Desta vez, na Espanha, uma pintura que retrata Virgem Maria, feita no século XVII pelo artista barroco Bartolome Esteban Murillo, ficou irreconhecível depois que um colecionador de arte particular pediu a um restaurador amador que arrumasse a obra. A tentativa de restauração deu (muito) errado e levou especialistas em conservação a exigirem mais regulamentação na atividade.

Segundo informações do The Guardian, o homem tentou duas vezes restaurar o quadro, mas nenhuma delas deu certo. Mesmo assim, o “restaurador” cobrou € 1.200,00 pelo trabalho.

Veja como ficou abaixo.

A obra original à esquerda e as duas tentativas à direita. Crédito: Cedida por Coleccionista/Europa Press 2020

O ocorrido incomodou os profissionais da área, que pedem às autoridades espanholas que aumentem as leis para este tipo de atividade. Especialistas no assunto alertam para “impostores” que acabam destruindo as obras.

Para os restauradores, cada vez que uma obra de arte passa por uma “transformação negativa” como essa, uma parte da história do país também acaba se perdendo.

Com este caso recente, é impossível não lembrar do famigerado “Ecce Homo”, quando uma senhora de 83 anos tentou restaurar um quadro com uma imagem de Jesus e criou um dos maiores memes da internet.

É. Ficou igual, opa. Créditos: The New York Times

E, como esquecer também a estátua de São Jorge, em Estella, na Espanha, que, depois de ter sido restaurada, parece fazer parte da cenografia de um filme de Monty Python.

Relembre abaixo.

Ele ficou mais colorido, pelo menos. Crédito: ArtUs Restauración Patrimonio

Talvez seja melhor não mexer mais em obras antigas e realmente “deixar como está”. Afinal, na maior parte desses casos, estava bem melhor.