NASA estuda mudança no campo magnético da Terra

Anomalia do Atlântico Sul pode atrapalhar satélites e missões espaciais

Fernanda Talarico Publicado por Fernanda Talarico
NASA estuda mudança no campo magnético da Terra Representação do campo magnético da Terra (Créditos: NASA)

A NASA, juntamente com a Agência Espacial Europeia (ESA), está monitorando as mudanças causadas no campo magnético da Terra a partir da Anomalia do Atlântico Sul, também conhecida como AAS. Segundo a Agência, neste local a radiação consegue mergulhar ainda mais fundo para a superfície do planeta, causando interferências.

A análise feita pela NASA visa entender como as diferenças entre os campos magnéticos terrestres podem interferir no funcionamento de satélites e de outras tecnologias de exploração espacial.

Veja abaixo como funciona o estudo da NASA (apenas em inglês).

O campo magnético da Terra é formado por mais de 2,8 mil quilômetros abaixo da superfície, onde o ferro derretido do núcleo externo do planeta está em movimento e acaba criando cargas elétricas que determinam os polos magnéticos e a ligação entre eles.

Atualmente, a AAS não cria impactos visíveis na vida diária na superfície terrestre. No entanto, observações e previsões recentes mostram que a região está se expandindo para o oeste e está enfraquecendo a sua intensidade.

Segundo dados recentes, o vale da Anomalia do Atlântico Sul está se dividindo em dois diferentes lóbulos, o que pode criar dificuldades para os satélites e possíveis missões humanas fora da Terra. A interferência causada por ela pode desligar computadores de bordo, assim como interferir nos dados coletados pelos satélites.

Como já é de conhecimento dos cientistas, componentes não essenciais de tecnologias usadas para estudos são desligados durante a passagem por perto da AAS.

Assim, estudar melhor essas mudanças é entender melhor como funciona a magnetosfera e desenvolver projetos que consigam se adaptar melhor ao campo magnético da Terra.