Microsoft compartilha resultados de teste com centro de processamento de dados subaquático

Oito vezes mais confiável do que um datacenter terrestre

Priscila Ganiko Publicado por Priscila Ganiko

O Projeto Natick, desenvolvido pela Microsoft, colocou um datacenter funcional embaixo d’água e o deixou lá por dois anos, monitorando sua performance.

O contêiner foi removido da água há alguns meses e, na segunda-feira (14), a empresa compartilhou os resultados do experimento.

Estudos mostraram que os computadores funcionaram bem, apresentando oito vezes mais confiabilidade do que um centro de processamento de dados equivalente em terra.

A equipe responsável pelo projeto ainda está determinando quais foram os fatores exatos que determinaram este resultado, mas acreditam que eliminar o oxigênio da cápsula e fatores humanos, como esbarrar nos componentes, são as razões primárias para a diferença.

Outro ponto levantado afirma que a energia destinada ao datacenter é melhor aproveitada, uma vez que não é necessário investir tanto em tecnologia de resfriamento já que a temperatura no solo oceânico é bem mais amena e menos variável.

A geração de lixo também é reduzida, e as partes só precisariam ser trocadas de cinco em cinco anos, e servidores que falharem antes desse tempo podem simplesmente ser desligados até poderem ser substituídos.

Servidores sendo retirados da cápsula
Foto: Jonathan Banks

A equipe está analisando o ar resultante da mistura do nitrogênio injetado dentro da cápsula com os gases resultantes do funcionamento dos servidores.

Depois dos testes e de verificar a viabilidade de centros de processamento de dados submersos, a Microsoft está começando a pensar em expandir o Projeto Natick e em maneiras de fazer com que os servidores trabalhem de forma interligada.

Spencer Fowers, um dos principais membros da equipe técnica de Projetos Especiais de pesquisa, explica que a necessidade de ter “datacenters menores e mais próximos dos consumidores ao invés de em galpões enormes no meio do nada” está aumentando, e que a solução subaquática pode suprir essa demanda.

Com informações do blog oficial da Microsoft.