Marvel’s Avengers | Vimos mais do gameplay do jogo, direto da E3 2019

O que a conferência da Square Enix não mostrou

Jeff Kayo Publicado por Jeff Kayo
Marvel's Avengers | Vimos mais do gameplay do jogo, direto da E3 2019

Um dos títulos mais aguardados pelos fãs durante a E3 2019 era o Marvel’s Avengers, o jogo dos Vingadores desenvolvido pela Crystal Dynamics e publicado pela Square Enix. Infelizmente o título não está disponível para testes ainda, mas é possível assistir a uma apresentação do mesmo no estande da publicadora. E lá tem gameplay.

Conseguimos um lugarzinho ali na plateia para prestigiar o game que, segundo seus produtores, será um divisor de águas dentro do universo de games e super-heróis. Não existe bate-papo, nem conversa fiada. Após adentrarmos ao pequeno espaço de exibição, os produtores apagam a luz e avisam “Agora vamos mostrar um pouco do gameplay de Marvel’s Avengers”. Dali em diante, foi pura jogatina em tempo real.

A demonstração se passa exatamente no mesmo momento do trailer, a comemoração do Avengers Day, uma data festiva e que, em determinado momento, começa a dar muito errado. Uma invasão liderada por Taskmaster começa a destruir a Golden Gate e nossos heróis precisam deixar o palco das homenagens e partir para o quebra pau.

Os primeiros a entrarem em ação são Thor e o Homem de Ferro. Depois de um papinho furado tipo “Vamos apostar corrida, Thor? Vou te dar uma vantagem” etc, os heróis se separam e o combate começa com Thor.

O asgardiano parece um tanto pesado enquanto desce a martelada nuns soldadinhos meia boca, mas é um peso que parece agradável ao combate. A sequência de botões gera um tipo de combo (que varia de acordo com a cadência do apertar de botões, algo parecido com Devil May Cry e God of War), e aparentemente ele começa com duas habilidades especiais, além de um especial mais forte.

Essas habilidades podem ser usadas a qualquer momento, e após o seu uso, é preciso esperar um tempo para reutilizá-las. O ataque especial mais forte, no entanto, demora um pouco mais para ser usado, e deve estar relacionado à quantidade de porrada distribuída.

Thor consegue arremessar seu martelo, lutar desarmado, voar durante o combate e ainda usar os raios como bônus. O que não parecia condizer nada com o desafio eram seus adversários, humanos normais armados, mas que não causam nenhuma dor de cabeça ao herói.

O mapa não é completamente aberto, é como uma fase normal. Aos poucos vamos avançando mais no terreno e liberando mais um pedaço da área, onde era preciso salvar um civil preso entre os escombros do combate. Depois disso a ação segue com o Homem de Ferro.

Com Tony Stark temos mecânicas de jogo completamente diferente. Voando atrás dos adversários, Tony dispara rajadas e realiza manobras aéreas em alta velocidade, sempre voando rente ao solo.

Ao aterrissar, temos mais uma vez o combate corpo a corpo do game, mas controlando o Homem de Ferro. Ele parecia ser um pouco mais ágil e suas habilidades especiais lhe davam vantagens à distância. É bom ressaltar também que toda a demonstração foi jogada no modo single player.

O próximo Vingador a dar as caras na jogatina foi o Incrível Hulk. Forte e verde como sempre, ele parecia não se importar com nada, nem com os inimigos, muito menos com o dano que sofria quando não se protegia de forma eficiente. Claro, o fato dele não sentir nada não significa que ele não toma dano, já que nas regras do videogame, se a vida dele acabar, ele vai tomar um game over na cara.

Hulk foi o personagem que melhor conseguiu lidar com as multidões de inimigos da tela. Nada exagerado, cerca de cinco ou seis ao mesmo tempo, mas mesmo assim, era muito estranho ver o Thor batendo em um de cada vez durante sua parte do jogo (para ser completamente justo com o personagem, em alguns momentos ele utilizava suas habilidades especiais e atacava todos os inimigos ao mesmo tempo).

Hulk usa os adversários como armas no combate, arremessando, batendo uns contra os outros, tudo muito violento e divertido. A partir do gameplay do Hulk também somos introduzidos a sequências especiais em tempo real do personagem avançando e lidando com os problemas como se fosse uma cutscene, algo característico dos jogos da Crystal Dynamics.

A sequência é bem legal e mostra o gigante esmeralda correndo pela ponte, saltando, destruindo e arremessando tanques de guerra como se fossem bolinhas de papel. É bem legal essa parte, mas com certeza não passará de uma repetição exaustiva caso o jogador falhe em algum momento.

Nesse momento as coisas começam a degringolar para o lado do Capitão América. Ele havia retornado para o Helicarrier, aquele porta-aviões voador da S.H.I.E.L.D. Por algum motivo ele havia decolado e lá dentro, Steve Rogers enfrentava mais problemas ainda.

A jogabilidade do Capitão América me pareceu nostálgica. Há muito tempo a SEGA havia lançado um jogo daqueles caça-níqueis do herói, que apesar de bem esquecível vinha com um combate excepcional, focado em ricochetear seu escudo nos inimigos e causar dano máximo em todos que estiverem na tela.

Ao que parece, o Capitão em Marvel’s Avengers possui algo parecido, só que na forma de habilidade especial. Os combos do herói também me pareceram bem mais versáteis, possibilitando, inclusive, algo que se assemelhava muito a um combo aéreo (podia ser um golpe único também, não dá para saber por enquanto).

Do lado de fora ainda tínhamos a Viúva Negra se preparando para lutar contra Taskmaster, o que parecia ser o chefe de área da demonstração. Antes da luta, no entanto, tivemos mais um momento daquela ação em tempo real com cara de cutscene, algo que podemos encontrar com certa frequência em Tomb Raider.

Essa sequência em especial, era muito mais parecida com as acrobacias de Lara Croft que a anterior. Natasha correndo por entre os escombros, saltando de um parapeito nas costas do vilão e fazendo de tudo para derrubá-lo de volta ao chão.

No chão, a Viúva Negra parecia ser a mais rápida de todos os personagens apresentados, e a luta se mostrou dividida em etapas bem definidas. Esquivar perfeitamente dos golpes do adversário lhe rende algo como uma câmera lenta (funciona para todos os heróis), e é preciso um pouco de estratégia para não levar pancada à toa.

A demonstração acaba um pouco antes do trailer apresentado na conferência, e dá a entender que o Capitão América não conseguiu escapar do Helicarrier antes que o mesmo explodisse. E daí, quando voltamos ao trailer, é possível ligar os pontos e entender que todos estão de luto pelo Capitão. Será que ele morreu mesmo?

A primeira impressão que tive ao ver o trailer mudou um pouco depois de assistir ao gameplay em tempo real do jogo. Só que ele ainda não me pareceu que vai conseguir revolucionar todo um gênero. Não que ele seja um jogo ruim, mas ainda não conseguiu apresentar nada que derrubasse o queixo da galera acostumada com esse tipo de jogo.

Ele ainda tem toda uma questão do multiplayer online do jogo que ainda não foi elaborada, mas vão precisar de muito para se sustentarem apenas nesse pilar. Ainda mais se o game focar mesmo na narrativa como dizem.

Espero que isso mude em breve. Tem que mudar, afinal seu lançamento está logo aí, em maio de 2020.