Lua gelada de Júpiter pode brilhar mesmo no escuro

Estudo aponta que luz emitida pela Europa é diferente de outros fenômenos que acontecem no nosso sistema solar

Fernanda Talarico Publicado por Fernanda Talarico
Lua gelada de Júpiter pode brilhar mesmo no escuro Ilustração da lua Europa mostra como a superfície gelada pode brilhar no lado escuro (Créditos: NASA/JPL-Caltech)

A gelada Europa, uma das quatro maiores luas de Júpiter, é considerada um dos poucos corpos presentes em nosso sistema solar que apresenta potencial de hospedar alguma forma de vida. Agora, cientistas acreditam que a lua pode visivelmente brilhar no escuro entre as cores verde, azul e branca, à medida que os altos níveis de radiação do campo magnético de Júpiter interagem com a superfície gelada da lua.

Segundo foi publicado na revista científica Nature Astronomy na última segunda-feira (9), simulações feitas em laboratório revelaram que o gelo irradiado pela Europa emite uma luz colorida em um processo chamado “luminescência estimulada por elétrons”. O estudo apontou também que o brilho noturno apresentado pelo gelo presente na lua é diferente de outros fenômenos que acontecem no nosso sistema solar.

A publicação indica que a ocorrência poderá ser observada pela missão Europa Clipper, da NASA, prevista para ser lançada durante a próxima década. Assim, será possível mapear a composição química da superfície da lua e medir o quanto do brilho é visto.

As análises também permitirão que os cientistas descubram qual é a composição química dos oceanos subterrâneos da Europa e, assim, ter uma ideia, por exemplo, do grau de salinidade presente, uma informação bastante importante para que a lua seja considerada realmente habitável.