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Justiceiro, Better Call Saul e mais! Confira as melhores séries que vimos em 2017

De Twin Peaks a Master of None, 2017 foi recheado de boas séries

João Abbade Publicado por João Abbade
Justiceiro, Better Call Saul e mais! Confira as melhores séries que vimos em 2017

Esse ano foi excepcional para as séries de TV de todos os tipos: tivemos o retorno de obras queridas há muito tempo, séries que melhoraram com o decorrer das temporadas e programas que chegaram com tudo e nos surpreenderam. Sem falar que teve série para todos os gostos: com heróis, mistérios, comédia, spin-offs, western, distopia e sobre a vida moderna

Com tanta coisa, selecionamos aqui as dez das melhores séries que assistimos em 2017. Confira!

Twin Peaks: The Return (Netflix/Showtime)

Segundo seu criador e diretor, Twin Peaks: The Return não é uma série, mas sim um filme de 18 horas. Essa confusão toda que mexe com a nossa cabeça antes mesmo da série começar é digna do trabalho de David Lynch. O diretor, que tem uma carreira única, adora manipular a audiência, e essa terceira temporada de Twin Peaks é uma constante quebra das expectativas dos fãs que esperaram 27 anos por essa continuação.

Nos anos 80, Twin Peaks não inventou as séries de TV nem a narrativa de mistério, mas é impossível negar a influência de Dale Cooper e seus colegas em: Sopranos, Breaking Bad, Lost, Game of Thrones, Mr. Robot, Fargo; os criadores de todos estes amados programas sempre citam Lynch e sua grande obra como a série mais influente que já foi feita.

Apenas a terceira temporada está disponível na Netflix. Confira nossa crítica da temporada.

The Good Place – Segunda Temporada (Netflix/NBC)

A sitcom de Michael Schur — criador de Parks and Rec. e Brooklyn 99 — pegou todo mundo de surpresa em 2016: com um enredo inusitado, boas piadas e um roteiro envolvente, a série foi crescendo tanto em escopo quanto em público. Mas ao final do primeiro ano, parte do público se questionou se aquela trama renderia mais episódios e para onde o programa iria pender no futuro. No segundo ano, Schur reinventa a série com uma virada inesperada, muda a percepção do público e ainda alcança um nível cômico ainda melhor, colocando The Good Place em sua melhor fase e elevando-a para um lugar especial no panteão de séries de 2017.

As duas temporadas estão disponíveis na Netflix.

The Handmaid’s Tale (Paramount Channel/Hulu)

Com um roteiro perturbador e atuações soberbas, The Handmaid’s Tale foi uma surpresa e um soco no estômago em um ano em que voltamos a ver ações fascistas e retrocessos quanto aos direitos da mulher no mundo real. A premiada atriz protagonista, Elisabeth Moss traz diversas nuances e facetas para a personagem e para o enredo da série que ganha uma nova sutileza e novos tons de desenvolvimento. The Handmaid’s Tale merece um lugar entre as séries do ano não só pela sua incrível e comprovada qualidade, mas também pelo quão atual (e assustadora) a série é.

The Handmaid’s Tale é baseada em O Conto da Aia, livro escrito por Margaret Atwood, e mostra uma sociedade distópica e teocrática onde as mulheres não têm direito à própria identidade e são obrigadas a seguirem um conjunto de regras fascistas e servir aos homens ao seu redor.

The Crown – Segunda Temporada (Netflix)

Em seu segundo ano, The Crown conseguiu capturar com maestria todas as mudanças que estavam acontecendo no mundo entre o fim da década de 50 e começo dos 60. Ao colocar tudo isso na perspectiva da realeza, a série mostra o império britânico em declínio e a política mundial em desordem. A produção da Netflix é rica e bem desenvolvida, o roteiro é ótimo e as atuações de Matt Smith e Claire Foy estão ainda melhores.

Better Call Saul – Terceira Temporada (Netflix/AMC)

Depois de dois anos mornos e mais lentos, Better Call Saul enfim encontra seu lugar e começa a se desenhar tanto como prelúdio de Breaking Bad, quanto como uma série própria — com seu universo atualizado, dramas únicas e questões importantes, a série se firma como uma história vital para a TV em 2017. Vince Gilligan retorna com sua ótima escrita e dá mais peso para os dramas de Jimmy, mas quem rouba a cena nessa temporada é Michael McKean como Chuck em uma das melhores atuações do ano.

Legion (FX)

Nos oito episódios de Legion, Noah Hawley (Fargo) consegue criar atmosferas e narrativas totalmente diferentes do que já tinha sido feito em outras séries da Marvel. Visualmente, a série também é um deleite: Legion tem uma montagem diferenciada e original — os cortes rápidos e alternados brincam com as expectativas de seu público e quebra paradigmas tradicionais de movimento de câmera.

Justiceiro (Netflix)

Depois de alguns deslizes com suas séries na Netflix, a Marvel encontrou o caminho correto e fez algo mais real e focado nos personagens em O Justiceiro. A primeira temporada da série desenvolveu muito bem tanto Frank Castle quanto O Justiceiro — mostrando as motivações e as mudanças na vida do soldado. A ação da série é brutal e foi um ótimo refresco em um ano de tantos tropeços para as séries da Casa das Ideias.

Godless (Netflix)

Godless consegue incorporar os melhores elementos dos filmes western — como fotografia, ação, violência e romance — e ao mesmo tempo desenvolver cada personagem de maneira redonda. A minissérie, estrelada por Jeff Daniels, é um triunfo para a Netflix e tem um enredo muito interessante.

American Gods (Amazon Prime)

Anunciada em 2011, a adaptação televisiva de Deuses Americanos, livro de Neil Gaiman lançado em 2001, ficou anos sendo preparada. Entre idas e vindas, o produtor Bryan Fuller entrou na jogada e deu seu estilo único para a trama e o resultado foi espetacular. A série retrata muito bem a política e outros aspectos que fundamentam a sociedade dos EUA como: racismo, preconceito, luta de classes, a questão armamentista, machismo e homofobia. A série chega a ampliar a discussão proposta na obra de Gaiman e cria novos questionamentos adicionando um tempero de problemas dessa nova década a narrativa.

Confira nossa crítica da primeira temporada.

Master of None – Segunda Temporada (Netflix)

Em seu segundo ano da sua série autoral, Aziz Ansari reinventa a fórmula, traz novos temas a discussão, desenvolve um novo romance e até faz episódios “especiais” com estruturas inéditas. O segundo ano de Master of None pega aquilo que já era maravilhoso e lapida até a perfeição. Ansari volta a criticar a sociedade, mas também retrata novos medos, vícios, dificuldades e preocupações do homem moderno.

A segunda temporada sai do comum e ousa com episódios sensacionais: a série tem capítulos em preto e branco, histórias envolventes sobre personagens nunca antes vistos na série — como em “I Love You New York” — e um dos roteiros mais incríveis da TV em 2017 com “Thanksgiving”.

Master of None é realmente especial e não se conforta no lugar seguro e ousa constantemente.

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