Jogamos uma hora de Resident Evil 7! Confira nossas impressões

Quebra-cabeças, criaturas estranhas e muito susto

Jefferson Sato Publicado por Jefferson Sato
Jogamos uma hora de Resident Evil 7! Confira nossas impressões

A Capcom nos deu a oportunidade de jogar uma hora de Resident Evil 7: Biohazard em uma versão muito próxima da final. O trecho faz parte do início do jogo, mas não se preocupe, pois nenhum spoiler será revelado nos parágrafos abaixo. Pode ler sem medo.

Aliás, medo é realmente a palavra que define o título. Bem, não sou exatamente a pessoa mais corajosa do mundo para este tipo de jogo, mas ainda assim dá para notar que a Capcom decidiu focar mais na tensão e na ambientação, deixando de lado a ação exagerada dos últimos títulos. Ainda encontramos um pouco de humor no meio de tantos sustos, o que é bom, mas não tira a sensação de que você pode (e provavelmente vai) morrer a qualquer momento.

Bem-vindo à família

A família Baker é… Estranha. Demais, aliás. É interessante ver como os antagonistas aparentemente humanos são mais aterrorizantes do que qualquer criatura que já vimos na série.

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O trecho que joguei começa com o protagonista, Ethan, tentando fugir de um conjunto de cômodos onde está preso. Enquanto isso, um dos Baker está atrás dele. Não há nenhuma arma em vista, apenas uma Herb (a tradicional erva de cura da série). A impressão que tive é de ter o Nemesis me perseguindo em Resident Evil 3. Mas desta vez não é um monstro, o que torna o feito ainda mais impressionante.

Para fugir, é necessário explorar o ambiente em busca de uma saída, se escondendo e evitando seu perseguidor a qualquer custo. Despistá-lo, aliás, não é muito difícil. Como fazer isso é que é um pouco mais complicado. Isso porque os controles são mais duros, com uma resposta pesada. Quase lembra a movimentação de “tanque” dos primeiros jogos, mas muito mais realista. Isso ajuda a criar uma tensão e faz com que seja necessário planejar melhor o suas ações.

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Mas escapar não é o único objetivo. Apesar de meu instinto de sobrevivência me mandar correr, me senti tentado a procurar itens e objetos que ajudam a contar a história, como retratos nas mesas. Para isso, às vezes é necessário se arriscar, chamar a atenção de seu perseguir e depois despistá-lo novamente. O que realmente vale a pena fazer será decidido por sua coragem ou curiosidade.

Também pude conferir alguns dos quebra-cabeças. Assim como nos primeiros jogos, avançar no jogo significa abrir portas especiais e passagens secretas. Para isso, é necessário explorar o ambiente e conhecer seu inventário. Ás vezes é preciso usar o item certo em um dispositivo ou girar um objeto até achar o ângulo certo. Em alguns casos, até mesmo conseguir um item comum exige que você interaja com um objeto da maneira certa para abrir uma caixa, por exemplo.

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É só dar um tiro na cabeça… Certo?

Durante o trecho que joguei, tive acesso a um canivete, uma pistola e uma escopeta. Ah, o alívio de ter armas em minhas mãos! Mas achei melhor manter o canivete em mãos para guardar munição, que é um recurso escasso. Ele também pode quebrar caixas para achar itens, o que é sempre bom.

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Tive a oportunidade de enfrentar Jack, o próprio chefe da família. A luta é divertida, inesperada e bastante desesperadora. Afinal, ele é um sujeito insistente. Vou dizer que chegou a me matou algumas vezes, é verdade, mas isso também me permitiu ver o quanto o jogo é dinâmico e reage de formas diferentes ao que você faz. Algumas coisas até parecem ser aleatórias. Foi possível até mesmo entrar em um carro para tentar se salvar do maníaco. Quando consegui sair de lá (vivo), fiquei aliviado e também satisfeito.

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O trecho também contou com a aparição dos Moldeds, uma das novas criaturas que Ethan terá o desprazer de enfrentar. São monstros grotescos feitos de uma substância negra que devem compor os inimigos mais comuns do jogo.

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O combate funciona bem para um jogo de terror. Não tem a precisão de um FPS, por exemplo, mas também não deveria ter. Nas lutas também é possível se defender de ataques para receber menos dano, mas fugir ainda é a melhor opção. Quando não der, sua saúde é registrada por um dispositivo em seu braço parecido com um relógio, que deve ter uma importância maior na história.

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A volta do horror

O jogo parece muito promissor. Ele consegue manter diversos elementos clássicos da franquia (alguns efeitos sonoros são iguais aos que conhecemos ou pelo menos muito parecidos). A sobrevivência está de volta e o horror é parte integral da nova experiência, porque há muitos sustos.

Os sons de fundo ajudam a criar um clima desesperador. Você nunca sabe de verdade se os barulhos são apenas do ambiente ou se tem alguém ou alguma coisa letal se aproximando. É definitivamente um jogo no qual vale a pena ficar totalmente imerso, se este for o tipo de coisa que você gosta.

Mas, ao mesmo tempo em que ele é familiar, o jogo poderá ser um pouco estranho para os fãs da franquia. É certo que a história se passa no universo de Resident Evil, mas a ligação com os títulos anteriores da franquia é invisível até o momento. No entanto, é provável que isso seja esclarecido durante a trama.

Resident Evil 7: Biohazard está previsto para lançar no dia 24 de janeiro de 2017 para PlayStation 4, Xbox One e PC.