Jogamos Mônica e a Guarda dos Coelhos, o novo jogo da Turma da Mônica

Visitamos o estúdio que desenvolveu o jogo e batemos um papo com seus criadores

João Abbade Publicado por João Abbade
Jogamos Mônica e a Guarda dos Coelhos, o novo jogo da Turma da Mônica

Há quatro meses, os funcionários da Mad Mimic, estúdio brasileiro de games, não param de trabalhar. Desde maio, eles têm carregado o difícil peso nas costas de criar o título que será o retorno de alguns dos personagens mais icônicos da cultura popular brasileira para o mundo dos jogos em consoles.

Tudo começou na festa de lançamento do primeiro título da desenvolvedora paulistana, no final de 2017, quando a equipe se encontrou com Leandro Rizzardi, da divisão de games da Mauricio de Sousa Produções. Após alguns meses, nasceu o projeto de Mônica e a Guarda dos Coelhos, jogo que será lançado ainda este ano (mas ainda sem data definida).

Mônica e a Guarda dos Coelhos

No jogo, os personagens de Mauricio de Sousa precisam se juntar para enfrentar forças do mal feitas de lixo e sujeira para proteger castelos. Até quatro jogadores podem trabalhar em equipe para defender cada local e espantar os adversários na base da estratégia e da coelhada.

Apesar de ser possível jogar sozinho, este é um jogo pensado para ser curtido em grupo, com os amigos no sofá, como definem os fundadores da Mad Mimic, Luis Gustavo Sampaio e Luis Fernando Tashiro.

E o jogo realmente flui melhor quando dividimos as tarefas com outras pessoas, como em uma parte na qual precisamos montar o coelho da Mônica (a munição do jogo), que passa por várias etapas como: escolher o material, refiná-lo e definir qual a habilidade você quer para cada um.

Cada coelho (Sansão, Dalila e Hércules) funciona de forma diferente, com as funções de causar dano, atordoar e desacelerar. E cabe a você (ou ao seu time) escolher qual é a melhor habilidade para usar em diferentes tipos de vilões.

Durante a jogatina, cada personagem executa ações com animações específicas do universo de cada personagem. A Mônica constrói itens martelando com o Sansão, Magali usa uma melancia, Cebolinha usa um skate e Cascão seu guarda-chuva.

O aspecto de companheirismo na jogabilidade também é acompanhado de mecânicas que permitem trollar seu amiguinho, fator que pode trazer momentos únicos para cada jogador e seu grupo. Em uma das fases do segundo mundo, por exemplo, é possível alterar parte do cenário, deixando seus colegas presos, o que pode gerar momentos de caos ou diversão!

Mais do que um novo No Heroes Here?

Logo quando o jogo foi revelado pela Mauricio de Sousa Produções, leitores e membros da comunidade discutiram se ele não seria apenas uma nova roupagem de No Heroes Here, o primeiro título da Mad Mimic. Mônica e a Guarda Coelhos, de fato, usa grande parte das mecânicas e materiais gráficos de Heroes, mas adiciona algumas novidades, como portais que levam itens e jogadores para outros lugares, além de cenários móveis que criam novas camadas de dificuldade.“É quase como se fosse um No Heroes Here 2“, diz Sampaio.

O fato do jogo ser pensado para jogatinas com amigos fez com que os desenvolvedores deixassem as primeiras fases, de cada um dos quatro mundos, aqui chamados de “Arcos”, disponíveis quando você iniciar o game.

Outra novidade são os desafios opcionais em todas as fases, adicionando obstáculos maiores para aqueles que gostam de mais dificuldade e novas formas de se jogar.

O universo da Turma da Mônica

A história do jogo foi totalmente desenvolvida pelos roteiristas da Mauricio de Sousa Produções e depois incorporada no game em cenas (cutscenes) exibidas ao final de cada um dos quatro arcos. Tashiro explica que cada um dos arcos tem sua própria história, e que todas essas narrativas vão se juntar, eventualmente, em uma aventura coesa. Os arcos são finalizados sem a presença de um chefe no cenário final de cada castelo.

Luis Fernando Tashiro
Luis Fernando Tashiro (cofundador da Mad Mimic) – Foto: Divulgação

Em sua essência, Mônica e a Guarda dos Coelhos é uma colaboração entre as duas empresas, mas com a MSP monitorando tudo de perto. A arte em pixel dos personagens também precisou ser aprovada, uma a uma, e os quinze personagens jogáveis — que ainda não podem ser revelados — foram escolhidos pela própria MSP.

Ainda sobre a arte do jogo, a Mad Mimic fez um ótimo trabalho: com poucos pixels, conseguiram deixar os personagens fofos e facilmente reconhecíveis.

Da esquerda para direita: Cascão, Magali, Cebolinha e Mônica (mas você já sabia!)

Mônica e a Guarda dos Coelhos está em fase de polimento e a intenção é que seja lançado ainda em 2018 para PC, Mac, PlayStation 4 e Nintendo Switch. A desenvolvedora diz que está negociando com os responsáveis para lançar também para Xbox One, mas a versão ainda não está sendo propriamente desenvolvida. A princípio, em 2018, o título será vendido só nas lojas digitais, mas a possibilidade de lançar o jogo em mídias físicas não é descartada pelos seus criadores. Ainda mais quando se trata de personagens tão populares como os da Turma do Bairro do Limoeiro.