Jogamos! Devil May Cry 5 é exatamente o que esperamos, mas com algumas surpresas

Pudemos jogar cerca de 10 missões do próximo jogo da Capcom e contamos nossas impressões!

Tayná Garcia Publicado por Tayná Garcia
Jogamos! Devil May Cry 5 é exatamente o que esperamos, mas com algumas surpresas

Foi preciso de apenas um único trailer para Devil May Cry 5 se tornar um dos jogos mais esperados de 2019. E não é à toa. A convite da Capcom, pudemos jogar as dez missões iniciais e já sentimos que o jogo merece o hype que está recebendo!

Passamos aproximadamente cinco horas no universo demoníaco, experimentando recursos, visitando cenários, matando monstros gigantes e testando as habilidades dos três personagens jogáveis: Nero, o novato V e Dante.

A troca de protagonistas é orgânica e acontece automaticamente ao decorrer da história não-linear. Em determinadas fases, o jogador pode até escolher se vai jogar com V ou Nero. Quando a troca acontece, os itens são mantidos, mas cada personagem tem habilidades que precisam ser melhoradas separadamente usando os orbes vermelhos na “lojinha” da Nico.

Como já sabemos, Nero tem oito variações da Devil Breaker, o seu braço mecânico, o que dá muita liberdade ao jogador para enfrentar os inimigos de formas muito variadas. É possível montar seu próprio pente e jogar como preferir, testando habilidades diferentes que consequentemente geram estratégias novas. Pudemos testar um pouco de todos e garantimos que parar o tempo com o Ragtime e usar o Punch Line como um jato voador é bem divertido!

O combate à distância de V

V é um personagem misterioso, cujas intenções são nebulosas para todos, mas que promete ter um papel importante no jogo. Ele possui um gameplay bem diferente do que os fãs estão acostumados, explorando o combate à distância com a ajuda de Sombra e Grifo.

Enquanto o jogador precisa manter V longe para não tomar dano, é preciso usar os comandos para mandar a dupla atacar os inimigos, sendo que cada um deles tem um botão de comando diferente. Vale ressaltar que a direção para a qual o jogador está segurando influência nos ataques que eles soltam, podendo até combinar seus poderes para gerar danos mais críticos.

No entanto, os demônios não conseguem finalizar os inimigos, então cabe a V se teletransportar para finalizar os monstros usando seu cajado, que é de curto alcance e funciona apenas ao se aproximar do alvo. Sombra e Grifo podem morrer durante o combate, mas retornam após uma certa quantidade de tempo que pode ser reduzida se o personagem ficar por perto.

Devil Trigger de V invoca o poderoso Pesadelo, um golem de sombra enorme capaz de causar muito dano aos inimigos. Para ser usado, o personagem precisa de mana, que pode ser obtida ao derrotar monstros ou encontrar orbes roxos e brancos.

Quando comparado a Dante e Nero, jogar com V é extremamente fácil. Enquanto eu precisava pensar em estratégias e combos específicos para alcançar ranks de combate “A” e “S” com os dois personagens veteranos, com V eu chegava até o rank “SSS” sem dificuldade. Isso deixa o jogador mais acomodado a manter as mesmas táticas e não pensar fora da caixinha na hora de derrotar inimigos diferentes.

O demônio pode chorar!

Dante tem, de longe, o gameplay mais complexo e variado dos três. E confesso que também foi aquele que mais me agradou. Isso por causa de seus quatro estilos diferentes: Trickster, Gunslinger, Swordmaster e Royal Guard.

Cada estilo muda os golpes que serão desferidos, alternando as habilidades disponíveis para serem usadas. Por exemplo, é possível escolher um estilo mais voltado para defesa, que deixa mais fácil de fazer um contra-ataque, ou até optar por um que deixa os movimentos mais fluidos e rápidos.

Os estilos também interferem nas skills básicas do caçador de demônios, como os efeitos de suas armas de fogo e até nos golpes da famosa Rebellion. É possível encontrar mais equipamentos para equipar o personagem em missões secretas que estão escondidas dentro das fases, então aqui o céu é o limite.

Como era de se esperar, o Devil Trigger de Dante ativa sua forma demoníaca clássica e poderosa que dura poucos segundos, mas que pode ser melhorada com upgrades. Nela, o personagem ganha mais pontos de ataque, defesa e velocidade, mas estará em sua forma mais vulnerável para receber dano, então é bom usar com cuidado. Para utilizá-la, é preciso reunir algumas barras de mana, que também podem ser carregadas com orbes.

Ao contrário de V, controlar Dante requer que o jogador pense mais antes de agir. Um combo mal pensado pode resultar em perda de dano. É preciso calcular seus movimentos e estratégias, e a troca de estilos deixa tudo isso mais divertido.

A mesma fórmula, novos ares

A impressão geral é que Devil May Cry 5 é exatamente aquilo que esperávamos, mas com algumas surpresas aqui e ali. Tudo o que amamos na franquia está lá: ritmo frenético, combates insanos, tom sarcástico e visual arrebatador. Mas novidades, como o combate de V e a “lojinha” de Nico, prometem adicionar características frescas ao que conhecemos da franquia.

Até onde vimos, os bosses são impressionantes (e gigantes). É preciso pensar em estratégias para derrotá-los, decorando seus movimentos e, às vezes, priorizando paciência para acertar golpes certeiros. Um deslize pode resultar em uma grande perda de HP, forçando o jogador a correr atrás do prejuízo.

O modo multiplayer é interessante, porém parece dispensável. Não é possível jogar todas as missões com um amigo, apenas esbarrar nele em alguns momentos específicos que acabam rápido demais. Então a graça é apenas trombar com outro jogador aleatório que está trilhando sua própria jornada e seguir em frente.

E, não podemos falar a fundo sobre isso, mas o que conferimos da história tem potencial para se tornar uma das mais marcantes que vimos até aqui. Já se prepare para encontros que vão mexer com os fãs…

Devil May Cry 5 será lançado no dia 8 de março de 2019 para PlayStation 4, Xbox One e PC, com legendas em português.