Jogamos Devil May Cry 4: Special Edition

Novos personagens incrementam a aventura com Dante e Nero, mas os incômodos da versão original permanecem

Fabrício Caleffi Publicado por Fabrício Caleffi
Jogamos Devil May Cry 4: Special Edition

Entre uma nova edição de Street Fighter e algum novo Resident Evil, a Capcom aproveita e solta novo remaster. Devil May Cry 4 entrou nessa, com algumas novidades legais mas, custava ter dado uma ajeitadinha nas câmeras, gente?!

Devil May Cry 4 foi o primeiro e único game da franquia a não ter Dante como protagonista, mas sim Nero, que basicamente é um Dante com vontade de ser personagem de Final Fantasy – o que, para deixar claro, ficou muito bom! Nero é mais humano, tem os sentimentos mais ‘aflorados’ e claros, deixando claro desde a primeira cena sua queda amorosa e a atitude de adolescente raivoso; novamente, bem parecido com quase todo protagonista de um Final Fantasy. E mesmo com os holofotes apontados diretamente para Nero, Dante também tem o seu pedaço na trama, desta vez com uma atitude de ‘adulto fanfarrão e confiante’, quase um comediante, seguindo a mesma mecânica clássica de golpes, enquanto Nero tem uma manopla demoníaca chamada Devil Bringer que funciona basicamente como um gancho para trazer os adversários mais perto e dar uma continuidade maior aos combos – o que chega a tornar fácil alcançar ao menos um rank S na classificação.

Fora a aventura e mecânicas já conhecidas, a Special Edition traz também uma nova dificuldade de jogo e uma opção Turbo, para aumentar o acelerador da espada apenas segurando o botão ao invés de ter que ficar pressionando. Mas o que faz toda diferença aqui e fica de recomendação para quem já jogou, é a opção de jogar com mais três personagens – Virgil, Trish e Lady – que basicamente seguem o mesmo enredo, com algumas cenas próprias mas mecânicas de combate completamente distintas.

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Virgil é basicamente o mesmo que você já teve o prazer de conhecer em DMC 3: bata, pausa para carregar uma sequência, e volte para bater. Lady é a overpower, com sua bazuca e controles mais pesados, o que muda muito a abordagem do combate e você permanece boa parte do tempo atacando à distância. Agora Trish, é algo bem pessoal.

A mais antiga companheira de Dante pode te fazer cair de amores ou de ódio. Ela é a mais complicada de controlar por se assemelhar muito à Dante mas com ligeiras diferenças que acabam contando, ao mesmo tempo que a partir do momento em que você a dominar, ela vira o capeta (com o perdão da piada) e você não vai conseguir nenhuma contagem de combos tão alta e tão rápida como com ela. Para exemplificar, dê uma olhada no que esse cara consegue fazer com a moçoila:

 

Novidades, Ok! Problemas da versão original, ok também…mas por continuarem lá. A Special Edition recebeu um belo tratamento gráfico e realmente parece um game de nova geração, ainda que algumas linhas de estruturas ‘corram’ conforme a câmera se move. Mas ainda temos as câmeras travadas em ângulos que nem sempre beneficiam o jogador, principalmente nas horas de pular para pegar algum item que parece estar exatamente no meio do espaço – como aquela lendária Red Orb na parte de subir a caverna, logo no começo do jogo.

Já os desafios, que tinham alguns aparentemente impossíveis de se completar no primeiro game, parecem ter tido uma amenizada na dificuldade, principalmente por uma melhoria no timming os combos, com janelas maiores para encaixar um golpe no outro.

Assim como a versão original, Devil May Cry 4: Special Edition é um ótimo jogo, e ainda com o acréscimo de três personagens com mecânicas de jogo bem distintas. Diverte, sem muito estresse, mas com dificuldade mais do que suficiente para quem quiser superar os próprios limites, também.