Jogamos 12 Minutes e ficamos presos no loop temporal na E3 2019

Confira nossas primeiras impressões desse jogo indie com toques de Feitiço do Tempo

Jeff Kayo Publicado por Jeff Kayo
Jogamos 12 Minutes e ficamos presos no loop temporal na E3 2019

Um dos jogos indies que mais me chamou a atenção durante a conferência da Microsoft na E3 2019 foi 12 Minutes, um thriller de suspense com poucas informações, mas uma premissa interessante.

A ideia é desvendar o mistério que envolve o protagonista, sua esposa e um assassino em 12 minutos, caso contrário é preciso começar tudo outra vez. E claro que não é possível descobrir o mistério da primeira vez que você joga, então você morre e renasce mais uma vez nesse looping temporal. Aos poucos o protagonista (e você) vai entendendo a situação e se preparando de antemão para tentar sobreviver ao encontro com o assassino.

De pouquinho em pouquinho somos envoltos em todo o mistério. Quem é esse assassino que se passa por policial, o que a sua mulher está escondendo, qual é a desse looping temporal, etc.

Para descobrir todo o mistério o jogador levará cerca de oito horas, mais ou menos. Pelo menos é isso que garantiu o diretor criativo do game, Luis Antonio. O diretor explicou que o game é um grande thriller interativo e de fácil acesso até mesmo às pessoas que não estão acostumadas a jogar videogame.

Por conta da visão isométrica (visto de cima), nunca imaginei que 12 Minutes fosse na verdade um “point and click”. Toda a ação se dá clicando com o mouse onde o jogador deseja ir, fuçar ou coletar. Ao pegar um item com o mouse, é preciso arrastá-lo para combinar com alguma outra coisa do cenário para criar uma ação. É tudo muito intuitivo e fácil de entender.

Uma coisa engraçada que aconteceu durante os testes é que enquanto eu pensava 12 Minutes como um game cheio de regras, tipo fazer as coisas na ordem certa, não pegar coisas que não vou utilizar do cenário para não lotar meu inventário, o game funciona de forma absolutamente livre. Sua única punição por fazer algo errado é ser obrigado a começar tudo de novo.

A quantidade de possibilidades disponível para sobreviver a esses doze minutos é enlouquecedora. Acho que durante todo o teste o meu maior tempo no cenário foram uns nove minutos, e mesmo depois de algumas tentativas, ainda não tinha conseguido descobrir absolutamente nada da trama.

É engraçado como a tensão vai aumentando a cada repetição, e os diálogos vão se tornando cada vez mais confusos. É preciso tentar convencer a esposa que o protagonista está preso num looping temporal, que um assassino está chegando e que ele já viveu aquele momento infinitas vezes. Seu tom de voz vai mudando, ele começa a desconfiar da esposa e nada se resolve. E ele morre. E morre de novo. E de novo. Custava ele deixar eu jogar oito horas até descobrir o final? Droga.

Luis Antonio me garantiu que a build que eu testei era o jogo inteiro, mas sem o acabamento final. Algumas animações ainda seriam refeitas, os personagens estavam sem vozes e não havia trilha sonora. Já são mais de cinco anos produzindo o game, e agora na reta final Luis já está escolhendo o elenco que dará voz e rosto aos seus personagens (infelizmente ele foi sigiloso em relação a este assunto, mas fiz questão de deixá-lo ciente de que Keanu Reeves é uma boa aposta — ele riu).

Definitivamente 12 Minutes é um jogo para ficar de olho.