Immortals: Fenyx Rising mistura exploração e quebra-cabeças em mundo de mitologia grega

Confira nossas primeiras impressões do jogo

Priscila Ganiko Publicado por Priscila Ganiko
Immortals: Fenyx Rising mistura exploração e quebra-cabeças em mundo de mitologia grega

Revelado com um teaser curto durante a E3 2019, o jogo da Ubisoft anteriormente conhecido como Gods & Monsters virou Immortals: Fenyx Rising e tivemos a oportunidade de testá-lo remotamente.

Apostando na exploração e no fascínio pelo conjunto de mitos e lendas da Grécia, Immortals: Fenyx Rising é um jogo de aventura com doses de ação e muitos quebra-cabeças para resolver. Na pele de Fenyx, o jogador deve ajudar os deuses do Olimpo a derrotarem Tifão, um gigante que controla ventos violentos e é uma ameaça ao panteão.

Durante evento da Ubisoft Forward, pudemos jogar cerca de duas horas do game, divididas entre completar uma das missões principais da campanha e explorar livremente uma das áreas da vasta Ilha Dourada, região que engloba territórios inspirados por deuses da mitologia grega como Poseidon, Afrodite e outros. Mas, apesar da temática estar bastante presente, não é preciso ser um especialista em mitologia para apreciar as referências e compreender o universo em que o jogo se passa.

Heroína mitológica

A história é aquele feijão-com-arroz de sempre: os deuses estão com problemas, e você é Fenyx, a semideusa escolhida para ajudá-los. Para ser capaz de enfrentar os perigos da Ilha Dourada, local que serve de residência para as deidades, a personagem conta com itens lendários da mitologia, como uma espada que pertenceu a Aquiles e as Asas de Dédalo, que permitem que ela plane por aí.

Conforme vai realizando missões e devolvendo os poderes aos deuses, você recebe a ajuda deles na forma de poderosas habilidades especiais que fazem toda a diferença na hora de derrotar inimigos mais fortes. Esses ataques possuem um tempo de recarga, mas como este não é muito longo, é possível usá-las com frequência em batalhas mais complicadas.

Ainda que eu tenha optado por uma sessão mais baseada em furtividade do que apenas em sair correndo no meio do mapa distribuindo espadadas, o combate é bastante satisfatório e desafiador o suficiente para que você se sinta recompensado ao derrotar um grupo de inimigos, mas sem sofrer muito durante o processo.

Fenyx enfrenta um minotauro (coisa que não fiz para aproveitar ainda mais o tempo)

Outro aspecto importante do gameplay é a barra de stamina. É ela que determina até onde a personagem consegue subir sem precisar dar uma paradinha para descansar, quantos golpes e esquivas Fenyx é capaz de usar e por quanto tempo ela pode planar antes de cair. Ficar de olho na stamina é importante tanto dentro do combate quanto fora dele, e ter um estoque de poções torna todas as tarefas muito mais fáceis.

O mundo de Hefesto

O jogo se passa na Ilha Dourada, um mapa dividido em áreas inspiradas pelos deuses da mitologia grega.

A promessa é de que logo de cara todos os territórios estejam disponíveis para o jogador explorar, mas na demonstração tive acesso apenas ao pedaço referente a Hefesto, deus do fogo, dos metais e da metalurgia. Chamado de The Forgelands (Terras de Forja, em tradução livre), o espaço é bastante amplo.

Você consegue identificar o deus de cada região?

Por ser o deus dos metais, a missão que fiz pediu que eu reacendesse quatro forjas localizadas em pontos específicos ao redor de uma construção principal, onde, obviamente, enfrentei um chefão. Enquanto cumpria o objetivo principal, lutei contra vários construtos e algumas harpias, além de ter resolvido alguns quebra-cabeças que envolviam arremessar uma bola de carvão para um lado e para o outro.

Nem todas as criaturas que aparecem são provenientes de um reino de fantasia: vi animais selvagens como cavalos, que podem ser domados e passam a ficar disponíveis como montaria, ursos e leões — que, infelizmente, não podem virar montaria (eu tentei).

Também vi um minotauro, mas achei prudente não enfrentá-lo para completar algum dos quebra-cabeças antes que acabasse o tempo disponível para meu teste, afinal, ainda tinha muito para ver.

A região é ampla e cheia de mudanças de terreno, além de pontos interessantes para escalar e procurar por novos objetivos. Como não tive acesso à outros locais, não é possível afirmar com certeza se há tantas variações nas áreas como na de Hefesto, que conta até mesmo com ilhas de difícil acesso.

Exploração e recompensas

Mesmo que você decida não cair na porrada com todos os monstros que cruzarem seu caminho, ainda há muito o que fazer em Immortals: Fenyx Rising.

Para encontrar pontos de interesse e investigar locais em busca de pistas que podem fazer parte de um quebra-cabeças, Fenyx pode usar uma visão de foco especial. Enquanto o foco está ativado, é possível achar atividades variadas, como desafios de constelação, testes de força e até mesmo entradas para o Vault of Tartaros (Fenda do Tártaro, em tradução livre).

É resolvendo os enigmas do Vault of Tartaros, localizado no submundo, que o jogador consegue os raios de Zeus, utilizados para aprimorar a personagem.

Ao terminar o desafio, ganhei um raio de Zeus

Voltando para a superfície, há outros tipos de desafios. esperando para serem superados. Encontrei uma harpa gigante no mapa e descobri que precisava reproduzir as notas em uma sequência específica para garantir a recompensa. A ordem era determinada por três harpas pequenas, trancadas atrás de desafios e espalhadas por toda a região, e não era possível encontrá-las usando os pontos de interesse do mapa: era necessário encontrá-las apenas usando a exploração.

Depois de correr para lá e para cá, acabei encontrando todas e consegui resolver o quebra-cabeças com sucesso. A recompensa foi um punhado de moedas do Caronte, que podem ser utilizadas para comprar itens e outras poções.

Outro desafio, dessa vez inspirado em constelações, pedia para que eu encontrasse e posicionasse algumas esferas em um padrão específico no chão, imitando estrelas no tabuleiro. Embora a tarefa fosse simples e em um espaço limitado, ao contrário do anterior, conseguir todas as esferas necessárias me tomou bastante tempo — principalmente porque ficava arremessando as bolinhas sem querer para lugares difíceis de alcançar — mas, quando finalmente consegui, foi muito gratificante.

O jogo não dá muitas dicas de como resolver os quebra-cabeças, o que é bom, mas pode ser um pouco frustrante depois de um tempo.

“Isso, agora fica aí bem paradinha, viu, dona bolinha”

Completar missões e desafios é muito legal e traz recompensas, mas também atrai a atenção de Tifão, que envia heróis corrompidos em forma de fantasmas para atacar Fenyx. As lutas contra esses inimigos podem acontecer em qualquer lugar, portanto, é bom estar sempre bem equipado e com as poções em dia mesmo quando seu objetivo é só dar uma voltinha por aí.

Immortals: Fenyx Rising ainda conta com doses de humor, pois a jornada é acompanhada pela narração de Prometeu, que é um titã defensor da humanidade na mitologia, e Zeus, o deus do trovão. Na demonstração, os personagens faziam comentários engraçadinhos em alguns momentos pontuais da história, ora fazendo referência a outros títulos, ora quebrando a quarta parede.

O jogo será lançado em 3 de dezembro, e está confirmado nas plataformas Xbox One, Xbox Series X, PlayStation4, PlayStation 5, Google Stadia e PC. Legendas e dublagem em português do Brasil estarão disponíveis desde o lançamento.