Godzilla II: Rei dos Monstros | Crítica

Cumpre bem o papel de ser um filme de criaturas gigantes

Priscila Ganiko Publicado por Priscila Ganiko
Godzilla II: Rei dos Monstros | Crítica

Godzilla II: Rei dos Monstros chegou para responder às frustrações de quem saiu decepcionado com o tempo de tela dos monstros do filme anterior.

Em 2014, quando Godzilla voltou a invadir Hollywood depois de ficar ausente por 16 anos — você se lembra daquele filme de 1998 com o Matthew Broderick? — a recepção da crítica e do público foi mista, com comentários frustrados de fãs que queriam ver mais da criatura.

Godzilla volta com força total em Rei dos Monstros, e se junta a alguns dos principais kaiju da Toho nesta continuação. King Ghidorah, também conhecido como Monstro Zero, tem uma estreia gloriosa e rouba a cena com sua grandiosidade e imponência. Rodan é apresentado como uma criatura misteriosa porém extremamente ameaçadora, e a Mothra é tão incrível que quase me faz mudar de opinião sobre as mariposas que entram em casa.

A história se passa cinco anos depois dos acontecimentos do filme anterior e gira em torno da família Russell, mostrando como o relacionamento entre eles mudou desde então. Enquanto isso, a agência Monarch descobre a existência de diversas criaturas gigantes adormecidas, e precisa lidar com elas quando começam a acordar.

O diretor Michael Doughtry conseguiu criar lutas entre brutais e empolgantes entre as criaturas gigantes, daquelas que a gente assiste sentado na pontinha da cadeira e vibra a cada ataque bem sucedido. Existe um quê de magia em ver as bestas imensas brigando em cima de um cenário meio destruído. Os efeitos especiais fazem um bom trabalho em misturar a fantasia na realidade, e dar credibilidade tanto para o visual de Godzilla quanto para o visual dos outros.

Os monstros são colossais e é fácil sentir o tamanho do problema só de olhar para eles em comparação com o resto do mundo que aparece na tela. O “lado monstro” do filme é bem resolvido, bonito de assistir e com cenas marcantes.

Mas quando o foco se volta para o “núcleo humano” da trama, a produção perde força. Os dramas humanos são necessários para a narrativa, e até mesmo servem como pano de fundo para as batalhas, mas os personagens não cativam e as atuações não convencem. A história é genérica e esquecível. Os personagens com os quais deveríamos nos importar não apresentam motivações válidas o suficiente para impressionar, ou as abandonam no meio do caminho. 

Godzilla II: Rei dos Monstros cumpre bem o papel de ser um filme de criaturas gigantes, mas o drama humano, que serve também como um fio condutor para o longa, não convence. Ainda assim, vale muito a pena para os fãs da franquia e também para quem quer ver uma treta de proporções colossais entre algumas das criaturas mais fascinantes do cinema.

Agora, nos resta aguardar para ver como será o próximo passo da franquia em Godzilla vs Kong.