Gamescom 2019 | Transição entre gerações não apaga o brilho da feira

Onze pavilhões cheios de atividades (e de gente!)

Priscila Ganiko Publicado por Priscila Ganiko
Gamescom 2019 | Transição entre gerações não apaga o brilho da feira

Todo ano, a cidade de Colônia, na Alemanha, abriga centenas de milhares de jogadores para a gamescom, um dos maiores e mais importantes eventos de jogos do mundo.

Enquanto a E3 tem o foco no mercado e dita as tendências para os principais games, hardware e mais, a gamescom é um evento de experimentação. As empresas levam seus títulos para os imensos pavilhões e preenchem seus estandes com estações e mais estações para que o público possa jogá-los antes do lançamento.

Tive a oportunidade de visitar a feira à convite da EA, e garanto que nada poderia ter me preparado para o tamanho do evento. Eram onze pavilhões, alguns com parte superior e inferior, cheios de conteúdo e produtos para o gamer, indo desde camisetas oficiais e figures de personagens queridos até pavilhões inteiros decorados e cheios de consoles para o pessoal jogar.

Quatro dessas áreas eram dedicadas somente à parte de negócios. Além da feira que acontece para o público, a gamescom também reúne diversos desenvolvedores com publicadoras em potencial, ou até mesmo investidores.

Nos espaços destinados ao público, as luzes e painéis imensos disputam a atenção dos visitantes:

Muitas vezes, a gamescom é o primeiro evento em que é possível testar os jogos anunciados durante a E3 e até mesmo os que já estão com o lançamento marcado para uma data próxima. Marvel’s Avengers, o remake de Final Fantasy VII, Need for Speed Heat, Gears 5 e outros nomes de peso estavam disponíveis para testes — e eu aproveitei, claro.

Pude testar alguns dos jogos citados acima e também encontrei novos títulos para ficar de olho, como John Wick Hex e Fall Guys, um jogo multiplayer divertidíssimo com vários mini-games fofinhos, porém capazes de destruir amizades.

O primeiro dia era aberto somente para a imprensa, membros da indústria, convidados e pessoas com o ingresso de acesso antecipado ao evento. Ainda assim, estandes como o de Cyberpunk 2077 e Borderlands 3 estavam com filas numerosas, com bastante tempo de espera — o que só se intensificou ao longo dos próximos dias.

Tudo na gamescom parece “exagerado”, mas de uma forma positiva: são cinco dias de feira, o espaço é imenso, as filas são enormes, o público é muito grande. É necessário ter muito cuidado na hora de marcar os compromissos, porque dá pra pegar congestionamentos dentro do Koelnmesse, centro de convenções que abriga a gamescom. Pessoas da organização estavam sempre ajudando a organizar o fluxo de pessoas, que, por vezes, precisou ser desviado para o lado externo dos pavilhões.

O espaço entre um pavilhão e outro estava bem povoado com food trucks e áreas livres para a galera sentar e descansar, quem sabe até tomar um pouco de sol. Muita gente leva seu próprio banquinho portátil, uma medida de sobrevivência para conseguir chegar até o fim de cada dia com as pernas inteiras de tanto andar ou ficar em pé. Inclusive, um dos brindes mais populares da gamescom foi justamente uma caixa de papelão com divisórias para armazenar as compras e que também podia ser usada como banquinho.

Apesar de ter sido considerada uma edição fraca quando comparada aos outros anos, uma vez que aconteceu num período de transição entre gerações de console, a gamescom 2019 fez um bom trabalho em mostrar no que devemos prestar atenção até a chegada da próxima leva de consoles.

Imagem: Android Central.


A jornalista viajou para Colônia, na Alemanha, a convite da EA.