Fábio Yabu: “Eu vim a descobrir o RPG mesmo só depois de velho!”

Um papo com um dos responsáveis para a adaptação em quadrinhos do Nerdcast RPG: Coleção Cthulhu

Pedro Duarte Publicado por Pedro Duarte
Fábio Yabu:

Se você acompanha o Nerdcast e tantos outros produtos e produções do Universo Jovem Nerd, com certeza conhece Fábio Yabu. Por aqui, Yabu também produziu Branca dos Mortos e os Sete Zumbis (NerdBooks, 2013) e Independência ou Mortos (NerdBooks, 2012), junto com Harald Stricker – e você pode ler gratuitamente aqui.

Mas já são mais de 20 livros e quadrinhos. Entre suas obras, estão Combo Rangers, Princesas do mar e o mais recente, O Regresso de Jaspion (JBC, 2020).

O NerdBunker bateu um papo rápido com Yabu para saber um pouco mais sobre suas influências, como os últimos anos mudaram sua relação com o trabalho e, claro, a expectativa com Nerdcast RPG. Confira:

NerdBunker: Qual a sua relação com o RPG?

Quando eu era criança/adolescente, eu era o único da “turma” que curtia quadrinhos e literatura, então eu praticamente não tive com quem trocar experiências, que é parte essencial do RPG. Eu vim a descobrir o RPG mesmo só depois de velho! 😛

Entre as muitas recompensas da campanha do Nerdcast RPG: Coleção Cthulhu, você está trabalhando em quais?

Estou adaptando a incrível história criada pelo Leonel e os nossos heróis para a graphic novel, ao lado do Fred Rubim e muitos artistas convidados. Está ficando ANIMAL!

Qual o principal desafio de adaptar algo de outra mídia?

“No caso do Nerdcast RPG, é condensar todos os acontecimentos principais dentro de uma narrativa que faça sentido e flua organicamente. Quando os jogadores estão interpretando os personagens, muitas vezes eles hesitam, mudam de ideia (como é o Faraday em relação a presenciar o exorcismo), coisas que fazem parte do jogo e da fluência do RPG que acabam não se encaixando bem na narrativa da HQ.”

Mas por trás disso tem uma história que foi construída em conjunto pelos jogadores e mestrada pelo Leonel que é uma das versões mais incríveis dos Mythos de Cthulhu que já vi. Então é um peso, e ao mesmo tempo, uma honra.

Quando você descobriu que precisava contar histórias, que isso era uma profissão, afinal?

Antes mesmo de eu ser alfabetizado, na pré-escola, eu já desenhava e contava minhas histórias. Para mim, nunca foi uma escolha, eu sempre fiz isso e espero fazer para o resto da minha vida.

Se não trabalhasse com arte, o que você acha que faria?

Acho que o destino me castigaria com um emprego em uma agência de publicidade.

O nascimento de sua filha mudou sua relação com sua arte?

Acho que a arte é a maneira com a qual a gente interpreta e entende o mundo ao nosso redor. E o nascimento de uma filha muda tudo, muda a sua visão de mundo, de tempo, de prioridades. Então nesse sentido, não só o nascimento da Luna, mas cada ano que passou nesses 9 desde que ela chegou, foi marcado por transformações. Hoje acho que sou um artista muito mais maduro e consciente dos meus atos, das minhas histórias e suas possíveis interpretações.

 


Você tem até o dia 2 de fevereiro de 2021 para apoiar o Nerdcast RPG: Cthulhu. E já pode escutar o último episódio agora!

Mais notícias