DLC Ilha Iki foca em conteúdo opcional para expandir Ghost of Tsushima

A história principal é curta, levando pouco menos de três horas para ser finalizada

Tayná Garcia Publicado por Tayná Garcia
DLC Ilha Iki foca em conteúdo opcional para expandir Ghost of Tsushima

Com novidades, easter eggs e gatos, o DLC Ilha Iki chega em Ghost of Tsushima e traz quase 10 horas de conteúdo, mas não sem algumas pedras no caminho.

A expansão adiciona um mapa e uma nova linha de história, além de uma porrada de atividades opcionais espalhadas pelo mapa, algumas recicladas do jogo base — como haikus e desafios do bambu — e outras inéditas. Mas já falaremos sobre elas.

História com prós e contras

Há uma nova ameaça na Ilha Iki, local onde Jin morava com sua família antes da morte de seu pai. Trata-se de uma tribo liderada por uma mulher misteriosa, conhecida como Águia, que sequestra e droga pessoas usando um veneno alucinógeno, forçando-as a juntarem a ela. O objetivo dela é construir um exército capaz de aniquilar qualquer um que se oponha a eles.

A ameaça da Tribo da Águia já cresceu tanto que está prestes a invadir Tsushima e, por isso, Jin decide cortar o mal pela raiz.

A vilã é misteriosa e impõe uma postura desafiadora, mas essas características acabam não se sustentando

Com missões com objetivos que variam bastante entre si, a “campanha” acerta em estabelecer uma ligação entre o atual e o passado de Jin, aprofundando sua relação com seu pai, que foi um veterano de guerra temido na Ilha Iki.

Para isso, Jin enfrenta seus demônios interiores, com momentos e diálogos introspectivos, o que difere do jogo base e se torna algo interessante de acompanhar.

O maior problema, no entanto, é a duração. A história principal é curta demais, chegando a estabelecer as raízes do arco narrativo, mas sem desenvolvê-las muito bem, atropelando personagens que foram introduzidos (como a própria vilã) e acabando rápido demais.

Para ter uma noção mais clara, é possível completar todas as missões de história em menos de três horas.

Parar para apreciar a paisagem é essencial na Ilha Iki!

Já em termos de jogabilidade, o DLC adiciona poucas novidades.

Os xamãs são um novo tipo de inimigo que podem fortalecer seus aliados, tornando-os mais agressivos. Eles murmuram canções e dão uma pressão extra no combate, que é bem-vinda para apimentar as coisas.

Curiosamente, Jin não ganhou uma nova habilidade, mas seu cavalo sim! É possível dar uma investida contra múltiplos inimigos, o que é ótimo ao vagar pelo mapa, porque não precisa mais ter que parar toda vez que se deparar com um grupo inimigo.

De forma geral, a expansão recompensa com bons itens que potencializam habilidades já existentes do protagonista, mas deixa a desejar em novas mecânicas.

Opcional que se torna obrigatório?

O ponto forte do DLC fica para as atividades opcionais espalhadas pelo mapa que, como já foi citado antes, recicla algumas coisas e também adiciona outras.

Apesar do mapa ter um tamanho relativamente pequeno, há boas horas de conteúdo opcional por aqui

Agora, há torneio de duelos com espada de madeira, desafios de arco e flecha, lembranças do passado com um Jin jovem (que podem ser jogadas) e santuários de animais, em que uma nova mecânica de tocar flauta foi inserida e usa o sensor de movimento do controle.

Missões secundárias que precisam ser acionadas com NPCs específicos também estão presentes, além de Contos Míticos e atividades secretas, que não ficam marcadas no mapa e exigem curiosidade para serem encontradas, como ajudar um apicultor a salvar suas abelhas ou ajudar um grupo de banhistas que estão se afogando.

Há ainda easter eggs que dão armaduras inspiradas em outros jogos PlayStation, como Bloodborne, God of War e Shadow of the Colossus.

Encontrar a mãozinha de Kratos em uma árvore aqueceu o coração, confesso

A exploração a partir destes pontos de interesse é auxiliada pelas paisagens que, apesar de serem mais abertas e menos coloridas que Tsushima, são tão belas quanto.

Com uma história principal tão curta, o verdadeiro brilho da Ilha Iki acaba ficando para as atividades opcionais — que, sob tais condições, se tornam obrigatórias para quem quiser passar um tempo por aqui.

Afinal, vale a pena?

Ter um foco maior em atividades opcionais não é necessariamente ruim, mas certamente não vai agradar a todos os jogadores.

Se você for do tipo que, como eu, considera a exploração como o maior destaque de Ghost of Tsushima, a Ilha Iki é uma boa pedida. Afinal, andar livremente pelo mapa nesse universo, à procura de pontos de interesse e segredos com a ajuda da natureza pode ser tão prazeroso quanto uma história bem contada.

A impressão em relação à duração é que é um pouco menos do que foi anunciado, de que seria tão grande quanto o Ato I do jogo base.

Os trechos com Jin jovem são curtos, mas importantes para entender como era sua relação com seu pai

No fim, retornar a esse mundo foi uma experiência divertida e nostálgica, que marcou por pequenos momentos, como encontrar santuários de gatos carentes, escalar navios naufragados e se irritar com os xamãs.

Mas o gostinho que fica é de “quero mais”, intensificando a saudade em vez de saná-la.


A expansão Ilha Iki já está disponível, como parte da edição Director’s Cut do jogo. Este texto de impressões foi feito com uma cópia gratuita cedida pela Sony.

Ghost of Tsushima: Director’s Cut está disponível exclusivamente para PS4 e PS5.

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